Sexta-feira, 06 de Novembro de 2009

 

Desta vez apanhámos o autocarro certo! Faltaram alguns colegas porque estão um pouco engripados (terá sido culpa da Agripina do Museu Machado de Castro?)

 

 

Fomos ao Mosteiro de Santa Cruz.

 

 

O João Tiago desta vez não levou a mochila mas voltou a dar um ar da sua graça. Vejam lá que o nosso amigo não abre o chapéu-de-chuva para .... não ter que o fechar!

 

Pelo caminho conhecemos a estátua do Mata-Frades no Largo da Portagem.

 


 

Joaquim António de Aguiar (1792 – 1884) foi um político português do tempo da monarquia constitucional e um importante líder dos cartistas e mais tarde do Partido Regenerador. Foi por 3 vezes chefe de Governo de Portugal. Ao longo da sua carreira política assumiu ainda várias pastas ministeriais, designadamente a de Ministro dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, durante a regência de D.Pedro nos Açores. Foi no exercício dessa função que promulgou a célebre lei de 30 de Maio de 1834, pela qual declarava extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e quaisquer outras casas das ordens religiosas regulares, sendo os seus bens secularizados e incorporados na Fazenda Nacional. Essa lei, pelo seu espírito antieclesiástico, valeu-lhe de o Mata Frades.

(informações retiradas a partir da wikipedia).

 

 

Vimos também uma lápide de homenagem ao Dr. Adolfo Rocha.

 

 

 

Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia Rocha, nasceu em S. Martinho de Anta, Vila Real, em 1907 e morreu em Coimbra em 1995.

Era médico de profissão e tinha consultório no Largo da Portagem.

Como escritor, escreveu poemas, fábulas, peças de teatro, contos e outras prosas.

A sua obra mais famosa foi o seu diário, em 16 volumes.

Recebeu vários prémios e foi também um cidadão empenhado na luta contra a ditadura do Estado Novo .

 

 

 

O Mosteiro é mesmo muito antigo e, logo na fachada, podemos detectar diversas correntes arquitectónicas. Para a semana sai texto explicativo.

 

 

O púlpito é uma das mais belas obras-primas da Renascença Coimbrã e deve-se ao escultor Nicolau Chanterene.

 

Nicolau Chanterene foi um escultor francês que trabalhou em Portugal desde 1517 a 1551, data provável da sua morte. Introduziu no nosso país o Renascimento de influência italiana e, duas décadas depois, o classicismo. Começou por trabalhar em Lisboa, no Mosteiro dos Jerónimos, vindo depois para Coimbra, para a Igreja de Santa Cruz, a mando de D. Manuel I, onde concebeu e executou os túmulos de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I.

São ainda da sua autoria os retábulos da capela do Convento de Sintra, para além das incontáveis imagens espalhadas um pouco por toda a região centro. Em 1533 partiu para Évora, onde tem das suas mais notáveis obras, tais como o túmulo de D. Francisco de Melo, no Convento dos Lóios, e as tribunas da Igreja de S. Francisco.

 

 

O órgão é barroco, data de meados do séc. XVIII e deve-se a Manoel de São Bento Gomes.

 

 

O momento mais importante foi quando observámos atentamente os túmulos reais de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I. Em breve sairão mais detalhes sobre os reis e sobre os túmulos.

D. Afonso Henriques, o Conquistador, nasceu em 1109 em Guimarães, Coimbra ou Viseu (o mais provável) e morreu em 1185 (?). Era filho de D. Teresa e D. Henrique (cruzado francês). Casou com D. Mafalda.  Em 1128, após a batalha de S. Mamede, chefia o condado Portucalense. Em 1143,  no tratado de Zamora, é reconhecido pelo primo Afonso VII de Leão e Castela como rei de Portugal. Em 1179, pela bula do papa Manifestis Probatum, é reconhecido e confirmado como rei de Portugal.

Conquistas importantes: Lisboa (1147) e alargou o território até ao Alentejo.

Fundou o Mosteiro de Santa Cruz em 1131.

 

 

D. Sancho I, 2º rei de Portugal, o Povoador, nasceu em 1154 e morreu em 1211. Filho de D. Afonso I e de D. Mafalda, casou com D. Dulce de Aragão.

Em 1170, ainda em vida do pai, participou na administração do reino.

Após a morte do pai, foi aclamado em Coimbra, em 1185 (?).

Foi um bom administrador do reino.

As suas conquistas chegaram ao Algarve.

 

(informações recolhidas do Pequeno Dicionário de História de Portugal - dirigido por Joel Serrão; Iniciativas Editoriais; 1976).

 

 

 

 

 

A Dr.ª Conceição foi ouvida muito atentamente.

 

 

No fim ainda demos um salto ao Jardim da Manga.

 

 

Para acabar.... umas castanhas assadas, oferta da professora! O Duarte e o professor não gostam de castanhas e o João Tiago não conseguiu convencer o professor com a sua teoria das cascas-biodegradáveis-que-se-podem-mandar-para-o-chão! Por isso, trouxe as cascas até à Solum!



publicado por AS às 22:58
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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