Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

O Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) é uma associação cultural sem fins lucrativos, fundada em 1958, que pretende sensibilizar o público para a Arte Contemporânea. Faz parte da Academia, ainda que mantenha autonomia administrativa e financeira.

 



As instalações do CAPC situam-se no piso térreo da Casa Municipal da Cultural, entrando-se pelo Jardim da Sereia. Por isso, aproveitámos para ver as esculturas de Rui Chafes, escultor já nosso conhecido desde que visitámos o Centro de Artes Visuais (CAV), no Pátio da Inquisição, e aí admirámos uma obra sua. No Jardim da Sereia encontramos outras obras deste autor com nomes bem curiosos. Os títulos dos seus trabalhos são sempre muito sugestivos e inspiradores: A Linguagem dos Pássaros (I, II e III), Ter Medo do Medo ou O Mundo Fica em Silêncio.

 

 

Rui Chafes é um dos mais famosos escultores portugueses contemporâneos. Nasceu em 1966, em Lisboa, tendo-se aí formado na Escola Superior de Belas Artes. Concluída a sua formação, seguiu para a Alemanha, sendo profundamente marcado pela cultura deste país.

 

 

O ferro é o material preferido de Rui Chafes. Os seus objetos escultóricos são frequentemente concebidos para serem pendurados, por vezes em lugares surpreendentes e estranhos. A relação com a paisagem e o cenário envolvente é outra das características dos trabalhos deste artista. Outras vezes, as suas esculturas são colocadas no chão de um modo algo misterioso que deixa no olhar do observador uma sensação de inquietude que convida à reflexão. Ou à brincadeira....

 

 

 

Chafes está representado em importantes coleções nacionais e estrangeiras, com destaque para a coleção do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.

 

 

 

 

 

Já nas instalações do CAPC encontrámos a Carla que nos acolheu com toda a simpatia. Neste momento, está patente uma exposição do artista Diogo Pimentão.

 

 

Diogo Pimentão nasceu em Lisboa, em 1973. Após ter completado o curso de artes plásticas na escola de arte Ar.Co, em Lisboa, fez um curso de escultura na Suécia. De volta a Portugal, foi assistente de Julião Sarmento e de Fernando Calhau. Em 2003, recebeuma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian e parte para Paris, cidade onde vive e trabalha ainda hoje.

 


 

Um dos nossos objetivos ao visitar esta exposição do CAPC foi aprender a dialogar com a arte contemporânea. É muito fácil rejeitar as propostas dos artistas contemporâneos com o argumento de que nada daquilo que produzem é bonito. Ora, aprendemos que uma das grandes novidades da arte contemporânea consiste precisamente no desafio que os artistas lançam ao olhar dos espectadores. O público deve procurar o diálogo com os artistas e não ficar passivamente a olhar.

 

 

Os artistas contemporâneos recusaram, já há muito, o belo como condição da arte. Quer dizer, um objeto pode ser arte sem que seja necessariamente bonito! Por outro lado, o mesmo se pode dizer da execução técnica. Isto é, um objeto pode ser artístico mesmo que não seja muito difícil de executar tecnicamente. Há desenhos muito difíceis de fazer e que podem não ser considerados arte, pois não é a dificuldade que faz a arte.

 

 

Os artistas contemporâneos rejeitam ainda a figuração ou a ideia de arte como imitação da realidade. A arte contemporânea é conceptual, ou seja, transporta um conceito. Compete-nos dialogar com o artista a propósito deste conceito. Para isso, não podemos fechar-nos ao diálogo e virar as costas, devendo manter o espírito aberto à comunicação e à formação estética.

 

 

Vimos ainda como o Diogo Pimentão, à semelhança de outros artistas, recorre a muitas técnicas e meios para melhor se expressar. Vimos um exemplo da utilização do video e achámos muita piada, tanto mais que depois nos apercebemos do local onde o artista realizou o seu trabalho e também nós formos "armar" em artistas.

 

 

Por fim, deixo-vos com um video do Diogo Pimentão numa performance artística numa galeria de Paris, há exatamente dois anos atrás, em fevereiro de 2010:

 

 

 

 

 

http://www.ci.uc.pt/prospecto/academia/oa_capccac.html

Rui Chafes. span> Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-02-10].

http://www.marz.biz/artistas/representado/12

 



publicado por AS às 23:58
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