Sexta-feira, 01 de Junho de 2018

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   Hoje foi o Dia Mundial da Criança, data escolhida pela Câmara Municipal para inaugurar a Feira Cultural de Coimbra. Por isso, aproveitando o facto de os transportes públicos municipais serem hoje gratutuitos paratodas as crianças, rumámos até ao Parque da Cidade.

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Esta feira, que em tempos foi a Feira do Livro, exibe agora muitos pavilhões que, além dos livros, mostram outras manifestações culturais. Na verdade, além dos livreiros, editores e alfarrabistas, há stands de discos, artesanato, artes plásticas e até gastronomia.

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Iniciámos o nosso percurso pelo pavilhão da Tipografia Damasceno, onde uma senhora muito prestável nos explicou como funcionavam as impressões na era anterior à industrialização. A máquina que vimos funcionava manualmente. Os tipógrafos, tal era o nome dos operários que compunham as páginas, colocavam dentro de uma caixa de madeira os caracteres em chumbo, letra a letra, palavra a palavra, frase a frase. Tudo era colocado de forma invertida, isto é, como se fosse um espelho, para depois, como se fosse um carimbo, as folhas fossem impressas uma a uma. Era assim uma espécie de um bisavô das atuais impressoras dos computadores!

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Um dos locais mais apreciados é sempre o do Dr. Kartoon, livraria especializada em Banda Desenhada. Esta forma de expressão artística e literária atrai a atenção de adultos e principalmente de crianças e jovens. De igual modo, a Bruáá Editora, que tem uma loja no Convento de S. Francisco, exibe uma exposição muito atrativa que não passou despercebida.

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Os alfarrabistas, que vendem livros usados, são outra das atrações destas feiras. Alguns destes livros em segunda mão são muito baratos, pelo que ninguém pode dizer que não lê porque não pode comprar! Há, por apenas 1 €, possibilidade de adquirir livros muito bons, recomendáveis para todas as idades! Outros livros expostos por estes alfarrabistas são verdadeiras preciosidades, muito antigos, muito bem encadernados e muito valiosos. Há bibliófilos, designação dada às pessoas que colecionam livros raros e que gostam muito de livros antigos, são capazes de pagar fortunas por algumas raridades.

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    Além dos livros, vimos também muitos expositores dedicados às mais variadas formas de artesanato: latoeiros, tecelões, oleiros, vidreiros, sapateiros, canteiros, ferreiros, etc. É uma boa oportunidade para recordar os ofícios tradicionais, hoje na maior parte quase perdidos, bem como admirar a criatividade popular. Um dos artesãos que mais gostámos foi um senhor de Arganil que fabricava colheres de pau.

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Apetecia-nos depois parar num daqueles balcões dedicados à gastronomia e à doçaria tradicionais, mas como não íamos preparados, deixámos estas formas de expressão cultural para uma próxima visita, pois a Feira estará aberta até ao dia 10 de junho. Vale a pena convencer os pais e familiares para uma visita! 

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publicado por CP às 17:53
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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