Domingo, 28 de Janeiro de 2018

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   Esta semana fomos ao Museu da Misericórdia de Coimbra, um lugar pouco conhecido dos conimbricenses e que merece ser divulgado, pois possui um preciosíssimo espólio acumulado ao longo de séculos de atividade, além de se situar num local privilegiado, partilhado com a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, e que, por si só, merece uma visita prolongada. Já não é a primeira vez que aqui vimos pois, em 2011, conforme se pode ler nesta ligação, já tínhamos visitado este museu.

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    Desta vez fomos recebidos pelo Raúl Moura Mendes, um velho amigo do nosso clube que já nos guiou numa visita pela cidade que tinha por tema os azulejos. O Raúl, o atual responsável por este núcleo museológico, convidou-nos para uma visita que nós não podíamos recusar. Fomos recebidos na Sala das Sessões onde escutámos algumas breves palavras sobre a história das Misericórdias. Fundadas no final do séc. XV, por iniciativa da rainha D. Leonor, viúva de D. João II, numa altura em que o Estado ainda não cuidava dos mais fracos e desvalidos, estas instituiçãos tinham como objetivo as mesmas 14 obras que ainda hoje devem ser praticadas pelos seus membros. 7 dessas são coroporais e as outras 7 são espirituais. Entre elas, conta-se a obrigação de enterrar os mortos, principalmente os indigentes. Por isso, eram normalmente os irmãos da Misericórdia os responsáveis por dar sepultura aos condenados à morte, tal como aprendemos numa das primeiras visitas que fizémos este ano, quando fomos ao Colégio da Trindade ver uma exposição sobre os 150 anos da abolição da pena de morte em Portugal.

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   A primeira Misericórdia foi a de Lisboa, fundada ainda sob iniciativa da rainha D. Leonor. As outras foram sendo criadas já no reinado de D. Manuel I, como esta Misericórdia de Coimbra, fundada nos ano de 1500. Embora inspiradas nos ideais cristãos, estas irmandades são formadas por leigos e possuem estatutos aprovados pelo rei que lhes fazia doações, no que era imitado por outros súbditos que, normalmente em testamento, legavam muitos bens, desde terras e casas, até joias, dinheiro, mobiliário e obras de arte, constituindo valiosíssimos fundos usados na prática das 14 obras há pouco mencionadas. Muitos desses benfeitores foram retratados em pinturas colocadas nas paredes desta sala solene.

   O Museu está instalado no Colégio Novo dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Chama-se Colégio Novo porque o antigo era o mosteiro de Santa Cruz, na Baixa da cidade.

   Este edifício foi construído nos finais do século XVI e durante os primeiros anos do seguinte, sob direção de Filipe Terzi, o mesmo arquiteto italiano responsável pela construção do aqueduto a que hoje chamamos os Arcos do Jardim, segundo nos contou o Raúl. Depois de muitas peripécias e vicissitudes, entre as quais um incêndio, o prédio passou para a Santa Casa em 1841, poucos anos após a extinção das Ordens Religiosas, aqui funcionando um orfanato durante muitos anos, pelo que ainda é popularmente referido como Colégio dos Órfãos. O Museu foi inaugurado em setembro de 2000, como forma de assinalar 5 séculos da fundação da Misericórdia de Coimbra.

   Nesta sala, vimos ainda uma exposição de jornais, livros e revistas selecionados do valioso acervo do arquivo desta instituição. Entre todos os volumes exibidos nas vitrinas, o Raúl destacou o número um da Minerva Lusitana, o primeiro periódico publicado em Coimbra em 1808, no quadro da resistência aos invasores franceses. Foi afinal o primeiro jornal da nossa cidade!

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   Na sala seguinte, além de belas pinturas e azulejos, pudemos admirar um retábulo da autoria de João de Ruão, proveniente da antiga igreja da Misericórdia. Esta escultura mostra o conjunto da sociedade quinhentista sob a capa protetora de Nossa Senhora da Misericórdia. De um lado, os representantes do clero, com o papa, um cardeal e um bispo,  e, no outro lado, o rei e membros das nobreza. Por vezes, nestas representações da Nossa Senhora da Misericórdia, aparecem também representantes das classes populares. Essa antiga igreja, hoje desaparecida, situava-se por cima, autenticamente, da atual igreja de S. Tiago. Antes do restauro, promovido nos meados do séc. XX, existiam ali duas igrejas, uma em cima da outra! Pela Praça do Comércio entrava-se num dos templos e, pela rua Visconde da Luz, desnivelada em relação à Praça, acedia-se à igreja da Misericórdia!

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   Nesta sala, porém, o que mais impressionou os nossos jovens visitantes foi uma ambulância, se é que assim se pode designar, utilizada no século XIX para o transporte de doentes. Trata-se de uma padiola, equipada com uma cabine fechada, onde eram colocados os doentes, protegidos dos olhares exteriores por uma cortina. Dois homens, um de cada lado, pegavam na cadeira e levavam o enfermo até ao hospital.

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 O nosso percurso contiunuou até à capela da Misericórdia. É uma construção do século XVII, com uma única nave, construída ao gosto barroco. Destaca-se a abóbada de berço profusamente decorada com caixotões rendilhados. Mas, o que mais nos impressionou foi uma passagem secreta que, atrás do retábulo do altar-mor, dá acesso a um esconderijo!

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   Passando pela sacristia, revestida com azulejos seiscentistas. acedemos a um espaço onde se reconstitui um scriptorium medieval. Assim se tenta recriar o ambiente onde os monges copistas se dedicavam à arte da escrita, preparando as tintas e os suportes da escrita, como o pergaminho. Vimos como rasuravam os erros lixando o pergaminho com a pele de um peixe e ficamos a saber como preparavam as penas para escrever.

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   No andar superior, num pequeno patamar, vimos um presépio que foi oferecido por um amigo da Misericórdia. O Raúl contou-nos a história dos presépios. Gostámos particularmente da história dos Reis Magos, cada um representando um dos continente conhecidos à época, bem como o papel de S. Francisco de Assis na valorização destas representações. 

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   Para concluir a nossa visita, fomos desafiados a subir à Torre da Misericórdia, através de uma escada interior em caracol que dá acesso a um varandim, no topo da torre sineira, de onde se podem desfrutar umas vistas únicas sobre a cidade. É um bocado assustador para quem padece de vertigens, mas, com cuidado e sem correrias, não há qualquer risco. Vale a pena! Ora vejam lá as fotografias:

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publicado por CP às 12:56
Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018

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   Na sequência do nosso passeio da semana passada ao Museu Machado de Castro, onde visitámos uma exposição sobre a escrita e a caligrafia chinesas na coleção do poeta Camilo Pessanha, decidimos, esta sexta-feira, complementar essa visita com uma outra ao Instituto Confúcio, onde frequentámos uma oficina de escrita chinesa.

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 Este instituto está instalado na ala nascente do antigo Colégio de Jesus, colado à Sé Nova, um edifício que não podia ter sido mais bem escolhido para acolher este departamento, pois foi aqui que se formaram, no séc. XVI, os missionários jesuítas que partiram para o Oriente, nomedamente para a China, protagonizando os primeiros contactos dessas civilizações com o Ocidente. As coleções dos museus da Universidade conservam, por isso e ainda hoje, uma grande quantidade de objetos e documentos de grande valor. Alguns estão aliás expostos numa vitrina colocada no interior deste Instituto. 

   O Instituto Confúcio, que tomou o nome do famoso sábio e filósofo chinês que viveu nos séculos VI e V a. C., foi inaugurado em julho de 2016, tendo como missão a divulgação da língua e cultura chinesas, bem como o ensino e reconhecimento da Medicina Tradicional Chinesa em Portugal, aprofundando as relações seculares entre Portugal e a China.

  Fomos logo simpaticamente acolhidos pelo Professor Doutor João Corrêa-Cardoso, docente da Faculdade de Letras e diretor deste Instituto, juntamente com a Dr.ª Wei Ming, a responsável chinesa. Ainda no exterior, o Professor João dirigiu-nos umas palavras de boas-vindas. Entrados no edifício, conhecemos a Dr.ª Maria José Margalho, técnica superior com quem agendámos este encontro e, já devidamente sentados, eis que chegou o professor Sūn Lǎo Shī. Ele seria o nosso professor de chinês!

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   O nosso jovem professor encontra-se em Portugal a estudar e, como voluntário, desenvolve estas ações de divulgação, uma vez que se especializou no ensino da língua chinesa a públicos infantis e juvenis. Estávamos na mão de um especialista! A sessão que viemos frequentar, com uma duração de aproximadamente 90 minutos, tinha um plano ambicioso e uma promessa: no fim ficaríamos a perceber um bocadinho mais de chinês! Bom, na verdade não era assim tão difícil, pois de chinês ninguém percebia nada!

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   Em primeiro lugar, há que saber o que é um caracter chinês. Trata-se de um ideograma, isto é, a partir de elementos naturais, como o Sol, a água, o cavalo, a árvore ou o pássaro, a civilização chinesa desenvolveu desenhos que, depois de estilizados e simplificados, constituem signos que se referem a essas realidades naturais que representam. O ponto de partida é assim muito diferente da nossa escrita fonética ocidental! Assistimos a um video que nos explicava esta origem da língua e da escrita chinesas.

 

   Depois, e após mais algumas explicações, ficámos a saber que os caracteres se organizam de uma forma especial, podendo distinguir-se duas partes, uma esquerda e outra à direita. De seguida, aprendemos concentrámo-nos no desenho de cada um dos traços, retendo algumas técnicas básicas, conforme o sentido e a direção do gesto. A folha que apresentamos abaixo mostra os gestos mais importantes. Nós, como somos apenas iniciados, ficámo-nos pelos cinco primeiros: dian, heng, shu, pie, na, ti.

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    Ensaiámos entusiasticamente, sempre com os braços no ar, os gestos correspondentes a cada um dos traços e, a pouco e pouco, não sem alguma estranheza, lá nos fomos familiarizando com algumas palavras que o professor Sūn desenhou no quadro. Ao mesmo tempo íamos pronunciando os sons correspondentes às palavras apresentadas. Se, de repente, um desavisado visitante nos ouvisse, até era capaz de pensar que éramos uma turma de chineses. Bom, talvez não tão disciplinados!

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   Chegados a esta fase, passámos à prática, desenhando os caracteres no quadro. Já mais confiantes, dividimos o grupo em duas equipas e realizámos uma pequena competição. O professor Sūn mostrou-nos, durante uns escassos minutos, quatro palavras escritas em chinês projetadas no projetor. A nossa missão era memorizá-las para, de seguida, tentar reconstitui-las, em conjunto. Não foi fácil! Parece fácil, mas não é, pois são muitos riscos e rabiscos muito diferentes da caligrafia a que stamos habituados. A verdade, porém, é que, com a ajuda de todos e após várias tentativas, fomos capazes de atingir o objetivo do jogo.

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   Por fim, confirmámos o que já sabíamos da visita da semana passada: a caligrafia chinesa é uma arte. Além da sua função utilitária, de comunicar por escrito, o desenho dos caracteres e das palavras, tradicionalmente em suportes delicados, a escrita chinesa reveste-se de um carácter quase sagrado, é um ritual de fixação e perpetuação das mensagens. Por isso, os autores chineses desenvolviam um estilo próprio, apuravam a sua técnica, sofisticando os gestos e os traços, conferindo aos seus textos uma dimensão artística que os tornava muito valiosos e apreciados.

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   O prof. Sūn ofereceu-nos uns blocos de apontamentos e umas cópias de uns manuscritos tradicionais chineses para comprovarmos exatamente o que ficou dito. As cores, a delicadeza dos traços, os alinhamentos dos caracteres, a preparação dos suportes, os desenhos e ilustrações, enfim, tudo se harmoniza de uma forma atraente e digna de admiração.

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   Aproximava-se a hora de irmos embora. Antes, contudo, ainda tivemos tempo para tirar uma fotografia de conjunto na escadaria exterior. Vale ainda lembrar que o Instituto Confúcio oferece, em regime de frequência livre, vários cursos de Língua e Cultura Chinesas. É uma oportunidade para os familiares e amigos mais velhos dos nossos sócios se iniciarem neste mundo fascinante da cultura chinesa. Para os alunos do nosso Agrupamento, levantamos um bocadinho a ponta de um véu: será que para o ano a nossa escola terá um Clube de Chinês? Talvez.... quem sabe....

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publicado por CP às 21:43
Sábado, 13 de Janeiro de 2018

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O Museu Machado de Castro exibe, até ao próximo dia 28, na sala de exposições temporárias, uma mostra dedicada ao poeta da Clepsidra intitulada Pintores Poetas. Pintura e Caligrafia na Doação de Camilo Pessanha. Organizada no âmbito das comemorações dos 150 anos do nascimento do poeta, a mostra apresenta peças doadas ao estado português, provenientes do sul da China.

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  Camilo Pessanha nasceu em Coimbra, em 1867, filho ilegítimo de um estudante de alta condição social e da sua empregada. Aqui se licenciou em Direito, passando depois a exercer atividade profissional em diferentes localidades do país, até rumar a Macau, pois desde cedo sentiu grande atração pela cultura oriental, nomeadamente chinesa. Ao longo da sua estada nesse território, colecionou vários objetos, reunindo cerca de 370 exemplares, entre porcelanas, metais, marfins, tecidos, madeiras e jades, incluindo pinturas e caligrafia, do séc. III a. C. até ao séc. XIX. Pouco antes de morrer, doou esse espólio ao Museu Nacional Machado de Castro, onde permanece, sendo que parte está depositado no Museu da Fundação Oriente, em Lisboa.

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   Um dos núcleos mais interessantes desse espólio é constituído por obras de pintura e caligrafia, produzidas por 36 artistas. Esta preferência prova que o poeta simbolista tinha um conhecimento profundo da cultura chinesa, nomeadamente da escrita. Na verdade, a escrita chinesa é ideográfica, quer dizer, os caracteres não reproduzem sons, mas referem-se a objetos, imagens ou conceitos, tal como os hieroglifos da antiga civilização egípcia. Isto faz com que a escrita seja muito mais complicada, pois os caracteres são imensos, pelo que nem todos dominam a arte da caligrafia. Os que dominavam o desenho das letras eram sábios muito respeitados e os rolos produzidos eram muito valiosos, sendo transmitidos de geração em geração.

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   Esses rolos podiam ser de mão (shoujuan), de pendurar (zhou) ou álbuns (ce). Estes álbuns reuniam pinturas de pequeno formato. Os rolos exibidos nesta exposição datam das dinastias Yuan (1260-1386), Ming (1386-1644) e Qing (1644-1911) e eram realizados sobre papel ou seda.

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   Alguns dos trabalhos copiam poemas, comentários e pensamentos de autores clássicos, legendando desenhos muito delicados de paisagens, com animais, árvores e florestas, montanhas e outros elementos da Natureza, relegando para um plano secundário a figura humana, que surge em cenas quotidianas, ou personagens mitológicas.

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   Numa vitrina lateral podemos ver dois acessórios para a produção de caligrafia e pintura. Trata-se de um godé utilizado para a lavagem de pincéis e mistura de tintas, feito em porcelana, e um porta-pincéis de porcelana alaranjada decorada com elementos paisagísticos muito pormenorizados.

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  Nos mostruários centrais podemos apreciar vários exemplares muito bem conservados de álbuns com caracteres desenhados sobre um fundo dourado. Em baixo mostramos duas folhas muito belas, onde se pode observar uma relação muito próxima entre o gesto e o traço, o que permitie identificar vários estilos, uma vez que cada artista possuía uma forma individualizada de riscar os caracteres, conforme os movimentos de pulso que apurava. O ideograma da esquerda representa a neve e o outro rio.

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   A este propósito vale a pena contar a história de Wang Xizhi, artista que viveu no séc. IV. Este desenhador é ainda hoje lembrado pelo seu passatempo favorito, a criação de gansos. Reza a lenda que Wang Xizhi aprendeu o segredo da sua arte de movimentar o pulso e assim criar o seu estilo caligráfico inconfundível, observando o modo como os gansos moviam o pescoço. Infelizmente, nenhum dos seus trabalhos chegou aos nossos dias, apenas cópias e a sua fama de artista inexcedível.

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   Duas das obras que mais admiração causaram foram dois rolos em papel folheado a ouro, representando um pássaro pousado num tronco  com bagas e uma belíssima garça. Ao lado, um outro rolo de pendurar de seda, representando uma corça e um gamo. esta pintura, abaixo reproduzida, foi executada pelo pintor Sun Kehong que se notabilizou pela pintura de pássaros e flores, bambus, rochas e paisagens. Além de pintor, Kehong era também poeta e calígrafo, tendo vivido entre 1533 e 1611, durante a Dinastia Ming.

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  Esta exposição ocupa apenas uma sala, parece pequena, contudo, a qualidade das peças e os pormenores que nos detêm em cada uma, obrigam o nosso olhar a uma atenção demorada, pelo que o tempo passa sem que o notemos. Apesar disso, ainda tivemos tempo para brincar e saltar no pátio exterior, e ler uns poemas do Camilo Pessanha que a professora Fernanda levou.

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publicado por CP às 13:55
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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