Sábado, 25 de Novembro de 2017

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   Regressámos à Torre de Almedina, desta vez para visitar uma exposição sobre os forais da cidade de Coimbra. Recentemente, já tínhamos visitado esta mostra, pelo que convidamos os nossos leitores a relerem os relatos dessa visita, seguindo esta ligação. Na altura, até completámos a nossa visita com uma ida ao Arquivo Municipal, onde tivemos oportunidade de apreciar o foral manuelino [ver texto aqui].

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   A novidade desta vez foi a participação numa oficina dinamizada pela Andreia sobre as iluminuras. Os manuscritos medievais eram ilustrados desenhos pintados, às vezes recebendo mesmo aplicações de uma finíssima folha de ouro, que coloriam (iluminavam), os pergaminhos. As cores eram produzidas a partir de plantas, minerais, sangue e até insetos. Os pigmentos eram misturados com clara de ovo para poderem depois ser aplicados, utilizando penas de pato cortadas em bisel.

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   Claro que nós não somos copistas medievais. Por isso, utilizámos modernas canetas de feltro e lápis de cor que a Andreia nos emprestou. A partir de uma fotocópia colorida do frontispício do foral que o rei D. Manuel concedeu à cidade de Coimbra em 1516, apusemos uma folha de papel vegetal transparente para decalcar e colorir o desenho original.

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   Quanto aos resultados.... bom, deu para perceber que é uma tarefa muito demorada e minuciosa que exige muita, mas mesmo muita paciência. Além disso, não há margem para enganos, pois não se podia usar corretor, nem apagar com borracha. Qualquer erro seria irremediável! Apesar de tudo, os nossos trabalhos revelaram algum talento. Deixamos aqui umas fotografias:

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publicado por CP às 12:17
Domingo, 19 de Novembro de 2017

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   O Convento de Santa Clara-a-Nova é um dos melhores exemplos da arquitetura religiosa do período da Restauração. O projeto deste convento das Clarissas é atribuído ao matemático e engenheiro da Ordem de S. Bento Frei João Turriano (1610-1679). As paredes do começaram a ser lançadas em 1649 e têm uma espessura superior a 3 metros! O convento instalou-se em 1677, embora só ficasse concluído em 1696.

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   Situado no alto da colina de Santa Clara, na margem sul do rio Mondego, oposto à Alta da cidade, daí se podendo usufruir de umas vistas magníficas.

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   Em 1834, com a extinção das Ordens Religiosas, não foram admitidas mais noviças. Por isso, quando morreu a última freira, em 1886, as instalações ficaram desocupadas, sendo entregues ao cuidado da Confraria da Rainha Santa Isabel e a uma congregação religiosa que aqui pretendia instituir um colégio missionário.  

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   Em 1910, com a proclamação da República, algumas partes do complexo foram declaradas monumento nacional, enquanto as restantes dependências, nomeadamente na ala virada a norte, foram ocupadas pelo Exército - Batalhão de Serviços de Saúde - e pelo Museu Militar. Até há bem poucos anos, os mancebos da cidade e da região vinham aqui fazer as inspeções militares.

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   Em 2006, o Exército devolveu as instalações ao Estado, no decurso de uma reestruturação profunda. Desde então, esta Ala Norte tem estado ao abandono, pelo que o Estado manifestou recentemente a intenção de concessionar o edifício à iniciativa de privados. Muito se tem falado sobre a possibilidade de aqui se instalar uma unidade hoteleira, mas até agora nenhuma iniciativa se concretizou, pelo que o monumento se vai degradando a um ritmo acelerado.

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   Neste sentido, a curadoria da Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra, decidiu criar aqui o núcleo mais importante da 2ª edição deste evento. Sob o tema geral Curar e Reparar, o curador-geral Delfim Sardo criou um percurso que partindo da Baixa até à Alta, atravessa depois o rio, revelando este Mosteiro de Santa Clara, tão desconhecido do público. No mesmo lance, oferece-se o usufruto de um novo olhar sobre Coimbra, reparando na cidade de um outro ângulo e numa outra distância.

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 AnoZero’17 é a continuação de uma aventura iniciada em 2015, sob a inspiração do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC). Pretende-se criar uma mostra de arte contemporânea na nossa cidade, numa relação com o património, a cidade construída e imaterial e os seus cidadãos. 

 

   Esta edição da Bienal distribui-se por uma série de espaços, que convidamos os nossos leitores a visitar. Além de Santa Clara-a-Nova, há exposições, conferências, eventos e outras manifestações artísticas, no Convento de S. Francisco, na Sala da Cidade, Colégio das Artes, Galeria de História Natural do Museu da Ciência, nas salas do CAPC, entre outros locais onde decorrem outros eventos numa programação convergente.   

 

   Neste núcleo que visitámos, o mais relevante desta edição, há instalações e obras de artistas nacionais e estrangeiros tão importantes como Louise Bourgeois, Jimmie Durham, Julião Sarmento ou Pedro Barateiro entre tantos outros. Como o nosso tempo era escasso e não podíamos visitar tudo, concebemos um percurso que contemplou alguns artistas apenas. Convidamos assim os nossos sócios a desafiarem os seus amigos a familiares a visitarem este núcleo da Bienal.

 

 

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   Iniciámos o nosso itinerário num enorme corredor do piso térreo. Aqui, confrontámo-nos com uma instalação de luz concebida por Julião Sarmento. À medida que avançamos, no meio de uma escuridão total, o nosso movimento vai despertando uma série de sensores que ativam luzes colocadas no teto. Ritmadamente, as luzes vão-se tornando cada vez mais intensas, até culminarem num clarão final, imediatamente antes de retormarmos a realidade no final do corredor, com a sua luminosidade natural. É como se fosse um percurso iniciático, gradual e progressivo, no termo do qual adquirimos um novo estatuto e se nos revela um mundo novo. É fácil e tentador estabelecer uma analogia com o percurso da nossa vida, desde a infância até à morte, mas isso fica para a imaginação de cada um.

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   Depois, já no exterior, deliciámo-nos com as vistas sobre a cidade, antes de entrarmos uma airosa capela exterior onde conhecemos uma pintura de um jovem artista brasileiro, Lucas Arruda, que apresenta ainda outros trabalhos neste pólo da Bienal.

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   Reentrando no Convento, subimos até ao corredor do piso superior e fomos deambulando pelo enormíssimo corredor – 200 metros! – entando e saindo das antigas celas das freiras, depois adaptadas a escritórios e camaratas militares antes de serem abandonadas, e onde agora se alojam as obras de arte dos artistas desta exposição.

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   São muitos os trabalhos expostos. Nós destacámos os trabalhos de José Maçãs de Carvalho. Trata-se de um artista da nossa cidade, docente na Universidade, que tem dedicado a sua carreira artística ao filme e à fotografia. O artista produziu uma série de fotografias, projetadas em diapositivos, onde nos mostra crianças a dormir cobertas por um lençol branco, intercaladas com imagens de uma selva vegetal. Segundo o catálogo da exposição, as imagens captadas no Jardim Infantil da Maternidade Bissaya Barreto pretendem observar «o processo do sono reparador das crianças e do seu acordar.»

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   No final, a marcar o termo do nosso passeio, subimos à sala do Torreão Sul onde assistimos a uma instalação de video e audio do consagrado artista sul-africano William Kentridge. Durante 15 minutos, um conjunto de 8 projetores e 4 megafones oferecem-nos um extraordinário filme. Trata-se de uma parada, ou uma procissão, que narra a história do continente africano a partir de silhuetas que desfilam ao som de uma fanfarra. Ficamos tão atraídos, quase hipnotizados, que, no final, apetece continuar a assistir ao filme, projetado continuamente. Mas não podia ser, estava na hora de partir!

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publicado por CP às 11:15
Sábado, 11 de Novembro de 2017

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   Fomos visitar a Torre de Almedina, onde fomos recebidos pelo Dr. Vasconcelos que nos deu uma lição sobre a cidade medieval, a partir de uma maqueta aí instalada, executada pelos professores do Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciências. 

  A Porta de Almedina era a entrada principal da cidade e é provável que a sua edificação remonte a épocas anteriores à reconquista cristã. No entanto, foi após a tomada definitiva de Coimbra, em 1064, pelo rei Fernando Magno, que os trabalhos de construção deram a esta robusta torre o aspeto que ainda hoje conserva.

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   Ao longo dos tempos, e depois de a Torre ter perdido a sua função militar, aqui funcionaram a Casa da Vereação e o Tribunal da Relação, obrigando a obras de remodelação. Foi construída uma escadaria interior e, no cimo, foram alteados os muros, criando um novo salão onde se reunia o senado  municipal. A Torre de Almedina era então a sede do poder municipal, até que a Câmara se transferiu para o local onde ainda hoje se situa, num edifício anexo ao Mosteiro de Santa Cruz.

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    Depois disso, a Torre teve várias funções. Aqui funcionou a Escola Livre das Artes e do Desenho e o Arquivo Histórico Municipal, sendo atualmente um dos núcleos do Museu Municipal dedicado à Cidade Muralhada. Subindo ao cimo da Torre, onde se usufruem de umas magníficas vistas sobre a cidade, deparámo-nos com um sino e, claro, não resistimos ao apelo do badalo, desatando às marteladas! Os turistas e transeuntes, surpreendidos, olhavam para cima, intrigados com o que se estaria a passar!

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   Depois, mais calmos, lá ouvimos o Dr. Vasconcelos a explicar-nos que aquele sino era usado para emitir diversos alertas das autoridades municipais à população da Almedina e dos arrabaldes. Havia toques para as mais diversas situações, alertando para perigos diversos, ataques, celebrando ocasiões festivas, anunciando procissões, ou até para advertir para o surgimentos de casos de peste e outras doenças na cidade.

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   Concluída esta parte mais instrutiva da nossa visita, eis que chegou a ocasião para um momento de diversão. Fomos conduzidos para uma sala anexa à Torre, onde fomos recebidos pela Andreia. Ela tinha um jogo para nos propor: forneceu-nos catapultas em miniatura, feitas com elásticos, paus de gelado e rolhas de plástico, com as respetivas munições, projéteis feitos de folha de alumínio amassada!

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   Cada um recebeu a sua catapulta. Depois, organizámo-nos em grupos. Cada grupo tinha a sua torre, construída em cartolina. O objetivo era assaltar a torre, submetendo-a aos nossos tiros. Para isso, a Andreia concedeu-nos um breve período para treinarmos, afinal não estamos habituados a este tipo de armamento! E lá ficámos, disparando bolas prateadas com paus de gelado amarrados com elásticos, tentando acertar numa torre de cartolina!

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   Esgotado o período de treino, passámos à ofensiva. As regras eram claras: o grupo que conseguisse arremessar o maior número de projéteis para o interior da Torre seria o vencedor. Agora que a "guerra" era a sério, o nervosismo tomou conta dos assaltantes e o resultado não foi lá muito famoso! Foram poucos os que conseguiram acertar no alvo. Foi tão mau que se o D. Afonso Henriques, no seu tempo, se tivesse que defender do ataque de mouros como nós, com tão fraca pontaria, teria levado uma vida descansada! Temos que treinar mais!

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publicado por CP às 10:40
Sábado, 04 de Novembro de 2017

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   «Por um Fio» é o título dado pela equipa pedagógica do Convento de S. Francisco à visita guiada e dramatizada que percorre as instalações deste grandioso edifício, dando a conhecer a longa e rica história do Convento. A Catarina foi a nossa brilhante e simpática anfitriã, acolhendo-nos no átrio da bilheteira de forma inesperada, trazendo um novelo que foi lançando pelas galerias e que nós seguimos sempre embrenhados nas suas histórias. Este fio é afinal o fio da História e da Memória que importa preservar e transmitir. 

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   Não se sabe exatamente qual o ano da chegada dos frades franciscanos à nossa cidade, mas foi nas primeiras décadas do séc. XIII, poucos anos após a fundação da ordem, em Itália. 

   A Catarina contou-nos uma breve biografia desta estranha personagem, uma das mais marcantes da História da Europa. Nascido em Itália, nos finais do séc. XII, era filho de um rico comerciante de tecidos, facto que terá, como veremos, uma curiosa relação com a história deste convento. Após uma juventude de aventuras e boémia, combateu como soldado e teve uma vida muito intensa. Até que, a dado momento da sua vida, parece que setiu um chamamento interior que o levou a mudar de vida, dedicando-se aos leprosos, aos pobres e miseráveis, fazendo votos de pobreza. A sua vida e o seu exemplo alcançaram um enorme impacto por toda a Europa, colhendo numerosos seguidores.

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   Portugal não ficou alheio à difusão dos ideais franciscanos e, nos meados do séc. XIII, temos notícia da existência de um núcleo em Coimbra, uma pequena comunidade instalada junto à atual ponte de Stª. Clara, num desaparecido Convento que ficou na memória da cidade como Convento de S. Francisco da Ponte. A presença destes frades associa-se normalmente ao episódio dos chamados Mártires de Marrocos, que tanto impressionaram Fernando de Bulhões que, abandonou os estudos em Santa Cruz e abraçou o ideal de vida franciscano, passando a ser conhecido como Santo António.

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   As cheias do Mondego obrigaram os frades a mudar para um novo edifício no sopé da colina de Santa Clara, sendo o Convento abandonado nos finais do século XVI, acabando demolido nos meados do século seguinte. 

   Os franciscanos instalaram-se neste local nos inícios do século XVII, ainda que as obras a decorressem durante algumas décadas. Os corredores que atravessámos foram rasgados na sequência de obras de adaptação do Convento a outras funções, sendo destruídas as antigas celas, das quais só já restam alguns vestígios.

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No refeitório, uma das mais bonitas salas do edifício  e uma das mais bem preservadas, a Catarina contou-nos como, no âmbito das invasões napoleónicas, nos inícios do século XIX, a história do Convento conheceu um dos seus momentos mais conturbados. Na verdade, os franceses instalaram-se aqui, transformando estas salas num quartel onde os feridos descansavam, recebendo tratamentos e aguardando transporte. O saque e a devastação causada pelas tropas invasoras deixou marcas ainda hoje muito visíveis no património português e muito especialmente na nossa região, onde se travaram combates decisivos. Após a Batalha do Buçaco, foi a vez dos ingleses se instalarem na cidade. Arthur Wellesley, o Duque de Wellington, comandante das tropas luso-britânicas, alojou-se na Quinta das Lágrimas, enquanto as suas tropas acamparam nos terrenos próximos do Convento, zona da cidade ainda hoje conhecida como Guarda Inglesa.

   Durante os trabalhos de recuperação e reabilitação do edifício, recentemente empreendidas, foram detetados vários vestígios arqueológicos na zona onde atualmente se localiza a bilheteira. Chamados os arqueólogos, os rabalhos de escavação acabaram por identificar um espólio diverso que deve ter pertencido aos soldados franceses (medalhas, fivelas e botões), para além de diversas ossadas que estão atualmente a ser estudados pelo Departamento de Antropologia da Universidade.

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   O claustro é um dos espaços mais emblemáticos e belos do Convento. Foi muito bem recuperado pela equipa liderada pelo arquiteto Carrilho da Graça. Em 1986, o edifício foi comprado pela Câmara, iniciando-se as obras em 2010, sendo ainda notório que decorrem ainda trabalhos, bem como se discute a ocupação a dar aos diferentes espaços.

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    Antes, a nossa guia já nos tinha contado como é que o Convento se transformara numa fábrica de lanifícios. Na verdade, na sequência da extinção das Ordens Religiosas, em 1834, o espaço foi ocupado para outros fins. A igreja foi desanexada, sendo aí instalada uma fábrica de bolachas e massas alimentícias. Hoje, já resolvido o conflito com a Igreja, é uma sala de espetáculos onde se fazem concertos musicais, além de outras sessões solenes, como quando o Presidente da República aqui recebeu o chefe de Estado da Grécia. É uma bela igreja que nós contemplámos a partir do coro alto.

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   Quanto ao Convento propriamente dito, foi adquirido em 1842 por um industrial chamado José Mello Soares Albergaria que aqui instalou uma fábrica a vapor para a fiação, torcedura, tecelagem e tinturaria de algodão, lã e seda. Era a Companhia de Fiação e Tecidos de Coimbra. Porém, teve pouca duração esta empresa, já que poucos anos após se extinguiu e mudou de dono.

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   Em 1888 foi criada nova unidade têxtil - a Fábrica Planas - que laborou praticamente até aos nossos dias. Os seus tecidos eram de grande qualidade e apreciados em todos os mercados. Os últimos trabalhadores da fábrica viram os seus rostos pintados pelo artista Samina numa das paredes, a pedido da Câmara Municipal. É assim que podemos contemplar o retrato de Vitorino Planas, filho do fundador, ou da D. Ana Cruz, uma das cerzideiras, ou ainda do sr. Armando Guimarães, o debuxador, responsável pela tecelagem. A Catarina contou-nos uma história de uma contabilista que, quase a entrar em trabalho de parto, não abandonou o seu posto enquanto não processou os salários dos trabalhadores para que pudessem receber o dinheiro. Só depois de concluído esse trabalho, já em estado muito avançado, esta zeloza funcionária foi transportada para a Maternidade!

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   O auditório do Convento de S. Francisco é uma das melhores e mais modernas salas de espetáculo do país, estando preparado para receber todo o género de eventos. Aqui se realizam congressos científicos, concertos musicais, teatro, bailado ou outro tipo de eventos. O auditório tem uma grande versatilidade, além de características únicas que a Catarina destacou, antes de se despedir. Claro que adorámos esta visita, não apenas porque ficámos a conhecer o edifício, como as histórias empolgantes da Catarina. Obrigado!

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publicado por CP às 20:59
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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