Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010

 

No dia 22 de Outubro, fomos ao edifício do Chiado, onde actualmente funciona um núcleo do Museu da Cidade. Há cem anos atrás, poucos meses antes da implantação da República, era inaugurada em Coimbra uma dependência dos Grandes Armazéns do Chiado. O Clube do Património correspondeu ao convite para comemorar este centenário.

 

 

O salão principal do Museu alberga agora uma exposição comemorativa, reconstituindo o ambiente ddos inícios do século XX. Observámos o vestuário e acessórios de moda, os brinquedos e o mobiliário, os chapéus e as sombrinhas, louças e vidros, as lunetas e os lavatórios, os botões e os tecidos vendidos a metro, fatos e produtos de cosmética, enfim, tudo o que se quisesse, o Chiado vendia!

 

 

As peças que mais nos chamaram a atenção foram a caixa registadora, o berço, o lavatório e o penico. cCda peça estava marcada com o preço da época. Os armazéns foram inaugurados poucos meses antes da revolução republicana, quando as moedas utilizadas eram os réis, ainda antes dos escudos. A Ágata, a nossa anfitriã que muito amavelmente nos guiou na visita à exposição, emprestou-nos umas cópias de notas antigas para comprarmos uns artigos na retrosaria.

 


 

Seguidamente, subimos ao último piso do edifício onde nos divertimos bastante. Com cartolina, pano, cola e agrafos, montámos umas cartolas e umas tiaras, bem na moda.... de há 100 anos!


 

Divertimo-nos tanto que prometemos voltar ao Chiado, pois a Ágata disse-nos que há mais surpresas, mais actividades e mais diversão. Adeus e até à próxima, Ágata. Muito obrigado!

 




publicado por CP às 21:42
Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010

Agrippina Maior (14 a.C. — 18 de Outubro de 33) foi filha de Marco Vipsânio Agripa pela sua terceira mulher Júlia a Maior, e portanto neta de César Augusto, primeiro imperador romano. Agripina casou com Germânico, e foi mãe de Agripina Menor e do imperador Calígula.

Agripina era um das matronas mais populares do início do Império Romano. Através do seu marido Germânico, um dos membros mais populares da família imperial, detinha também o afecto da população. Apesar de ir contra os costumes que não permitiam  às Senhoras sair de Roma, Agripina insistiu em acompanhar Germânico nas suas campanhas, levando consigo os filhos. Das nove crianças que deu à luz, duas nasceram na Gália e outros dois nos acampamentos militares da Germânia Inferior.

Depois de seu filho Gaius César (mais conhecido como Calígula) subir ao trono, a sua memória foi reabilitada e as suas cinzas trazidas para Roma.

 

Texto redigido a partir da Wikipedia



publicado por CP às 20:09
Terça-feira, 26 de Outubro de 2010

 

Importante imperador romano (69-79) nascido em Falacrina, próximo de Rieti, localidade do Lácio.Fundador da dinastia Flávia, e que através de uma enérgica política pôs fim às guerras civis que assolaram Roma após a morte de Nero e promoveu a unidade interna do império. Filho de um colector de impostos e integrante da classe dos cavaleiros, seguiu a carreira militar. Nomeado procônsul da África (63), depois foi designado por Nero para reprimir uma rebelião dos hebreus na Judeia (67). Conquistou toda a Judeia, excepto Jerusalém. Proclamado imperador em 69 pelas legiões egípcias. Devido à sua origem humilde, tornou-se muito popular. O Senado delegou-lhe poderes excepcionais. Promoveu a estabilidade política e revitalizou a economia imperial por meio de rigorosa reforma tributária, desenvolveu um vasto programa de obras públicas como a restauração do Capitólio e o início da construção do Coliseu. Realizou também reformas militares e concedeu cidadania romana e direitos a várias províncias, com proveito para o tesouro imperial. O império foi ampliado e as fronteiras fortalecidas e proclamou cônsules e herdeiros seus filhos Tito e Domiciano, que reinariam um após o outro, criando a sucessão hereditária. Morreu sossegadamente em Aquae Cutiliae, nas proximidades de Sabine, sua terra natal, após breve enfermidade e um ano antes do término de sua grande obra de engenharia, o Coliseu.

 

Texto redigido a partir da Wikipedia



publicado por CP às 09:35
Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010

 

Trajano (53 - 117) nasceu em Itálica, na Bética, no sul da Hispânia, em 53 d.C. Foi imperador romano de 98 a 117. De família nobre, comandou uma legião na Hispania e participou das campanhas na Germânia. Em 91, foi nomeado cônsul por Domiciano. O imperador Nerva adoptou-o como seu sucessor e, em 98, foi nomeado imperador.

Eficiente administrador, reorganizou o império, com apoio do senado que lhe concedeu o título excepcional de Optimus Princeps. Manteve um contacto permanente e íntimo com os intelectuais de Roma. Reactivou o comércio e a agricultura, reduziu os impostos e realizou um ambicioso programa de obras em todo o império. Além de edifícios públicos, como o novo fórum de Roma, construiu estradas, pontes, aquedutos, portos, termas e banhos públicos e infra-estruturas sanitárias. Algumas dessas obras sobrevivem ainda. O seu prestígio deveu-se também às conquistas militares e territoriais, destinadas a aumentar e consolidar o poder de Roma e a proporcionar os recursos necessários para suas reformas.

Sob seu reinado o Império Romano atingiu sua máxima extensão. Após este período, com o seu filho adoptado, Adriano, a contenção dos vastíssimos territórios geográficos conquistados (de Portugal à Pérsia, da actual Inglaterra ao Egipto), passou a ser prioridade.

Derrotou os partos e os arménios e lutou contra os dácios em duas batalhas que são celebradas nas cenas em relevo da coluna de Trajano, em Roma. As riquezas obtidas dos saques destas regiões conquistadas serviu para o financiamento de novas construções.

 

Texto redigido a partir da wikipedia



publicado por CP às 10:33
Segunda-feira, 18 de Outubro de 2010

Na última sexta-feira, o nosso amigo João Tiago surpreendeu-nos com a sua habilidade para fazer caricaturas. Ora apreciem lá as desenhos que o nosso amigo fez de alguns presidentes da República e tentem adivinhar o seu nome. Parabéns, João!

 

 

 



publicado por CP às 12:21
Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010

 

Em 1888, foi descoberta uma lápide que mencionava a Civitas Aeminiensis, demonstrando assim qual era o nome antigo da cidade de Coimbra: Aeminium. Foi precisamente a observar este importante achado que iniciámos a nossa visita ao Criptopórtico do Museu Machado de Castro.

 

 

De facto só quando o bispo de Conimbriga fugiu para a nossa cidade, no séc. VI, é que a cidade deixou de ser conhecida como Aeminium. Por volta de 586, Aeminium acabou por tomar o nome de Colimbria, de onde derivaria depois o nome de Coimbra.

 

Do tempo dos romanos, Coimbra conserva já poucos vestígios, ainda que o criptopórtico seja um dos maiores edifícios romanos existentes em Portugal.

 

 

O criptopórtico é uma estrutura abobadada de pedra construída para servir de suporte ao forum da cidade. Na fotografia seguinte podemos ver uma pequena maquete que reconstitui o forum de Aeminium.

 

 

Durante as escavações, foi achada uma pequena ara consagrada ao génio da basílica, sugerindo que a basílica era um dos edificios que integrava o forum. Durante as escavações encontraram-se ainda quatro cabeças de mármore:

 

 

Agripina

 

 

 

Lívia

 

 

 

Vespasiano a "conversar" com o João Tiago e a ser abraçado pelo Bernardo!

 

 

 

Trajano

 

 

Os nossos colegas estão neste momento a pesquisar informações na biblioteca sobre estas personagens.

 

Para escrever este texto consultámos o seguinte livro: Jorge Alarcão - ''Portugal Romano''; Lisboa; 1983; páginas 95 a 98.



publicado por CP às 15:38
Sábado, 09 de Outubro de 2010

Enquanto aguardamos o relatório da visita ao criptopórtico do Museu Machado de Castro, publicamos novas fotografias da visita a Santa Clara-a-Nova.

 

 

O Bernardo armado em fotógrafo

 

 

 

 

As novas sócias do clube: a Ângela, a Bárbara e a Rita

 

 

 

Para onde aponta o professor? Será um pássaro? Um cometa? Um avião? O Superhomem? Seja o que for, o Raúl não está interessado!

 

 

 

O Raúl gosta mesmo é de apreciar os postes de iluminação pública!



publicado por CP às 19:41
Sexta-feira, 08 de Outubro de 2010

 

 

Portal de verga recta, ladeado por triplas pilastras toscanas que sustentam entablamento com friso marcado por triglifos, encimado por tabela rectangular decorada por escudo português sustentado por dois anjos e flanqueada por pilastras jónicas e aletas volutadas, tendo, no remate, frontão de lanços com cruz no centro.

 

Texto: http://www.monumentos.pt/Monumentos/forms/002_B2.aspx?CoHa=2_B1



publicado por CP às 11:31
Segunda-feira, 04 de Outubro de 2010

Comemoração do 1º Centenário da Implantação da República em Portugal

 

 

 

No âmbito desta comemoração, o Grupo Disciplinar de História e Geografia de Portugal, em colaboração com a Biblioteca da Escola, organizou uma exposição de trabalhos realizados pelos alunos, no ano lectivo 2009-2010.

A exposição encontra-se no Salão Polivalente da Escola podendo ser visitada até ao dia 15 de Outubro.

 

 

 

 

A revolução de 5 de Outubro de 1910, após dois anos de controvérsias e hesitações, apoia-se nas revoltas dos marinheiros dos quartéis de Lisboa,  nos navios de guerra fundeados no Tejo, em duas unidades do Exército e na acção de milhares de civis da Carbonária que  controlam a cidade de Lisboa: sabotam as comunicações, cortam as estradas e os caminhos-de-ferro, emboscam as tropas monárquicas nas ruas da cidade, dinamitam pontes, atacam esquadras da polícia,....

 

 

O teatro principal da Revolução é a Rotunda. As tropas revoltosas barricam-se aí na madrugada de 4 de Outubro, rechaçando as cargas da Guarda Municipal vindas da Avenida da Liberdade. Na Rotunda, os militares e civis resistem sob o comando de Machado dos Santos, e aí recebem a notícia do suicídio do almirante Cândido dos Reis, conseguindo no entanto repelir os ataques de Paiva Couceiro, já na madrugada do dia 5.

 

 

Entretanto, os membros do Directório Republicano proclamam a República e formam o governo provisório dirigido por Teófilo Braga, na Câmara Municipal de Lisboa. Cerca das 9:00 da manhã, Eusébio Leão, Inocêncio Camacho e José Relvas leram a declaração da abolição da Monarquia, o manifesto de proclamação da República e anunciaram os nomes do governo provisório. Depois, a festa transbordou para a rua.

 

 

«A República estava feita? Estava. Mas hoje sabemos, talvez mais seguramente do que nunca, que ela, na sua dimensão mais exigente e essencial, está sempre por fazer. A sua perenidade reside precisamente nisso.» (professor Amadeu Carvalho Homem)

 

 

 

 

Livros consultados:

- HOMEM, Amadeu Carvalho: «A revolução no seu "dia inicial"»; in «25 Olhares Sobre a República»; Lisboa; Público; 2010; pp. 47 - 55.

- ROSAS, Fernando Rosas: «Lisboa Revolucionária. 1908 - 1975»; Lisboa; Tinta-da-China; 2010.

 

As fotografias são da exposição que está no salão polivalente da nossa escola.

 



publicado por CP às 11:43
Sexta-feira, 01 de Outubro de 2010

 

Olá, cá estamos de volta  para mais um ano cheio de aventuras no nosso Clube do Património. Este ano temos sócios novos: a Ana Rita, a Bárbara, o Bernardo e a Ângela. No passado dia 24, fomos ao Mosteiro de Santa Clara-a-Nova. O objectivo era conhecer o túmulo da Rainha Santa.

O Convento de Santa Clara-a-Nova é um exemplo notável da arquitectura religiosa da Restauração.

 

 

 

Este Convento das Clarissas foi projectado pelo frade Beneditino João Turriano (1610-1679). As paredes da igreja começaram a ser construidas em 1649 e têm uma espessura superior a três metros, como se se tratasse de uma fortaleza. A instalação do  convento iniciou-se em 1677, mas o edíficio só ficou completo em 1696.

O convento situa-se no cimo da colina da margem sul do rio Mondego, de onde se avista uma bela paisagem.

 

 

No pátio exterior, ouvimos atentamente as explicações da Drª. Conceição.

 

 

 

No terreiro, encontramos uma estátua da Rainha Santa Isabel da autoria do escultor Álvaro de Brée, em mármore branco. A Rainha está voltada para a cidade, ostentando a bolsa de peregrina a Santiago de Compostela, em vez do habitual milagre das rosas.

 

 

No interior da igreja não é possível tirar fotografias. A igreja tem 27,5 metros de comprimento por 14 metros de largura, coberta por uma abóbada de berço que se eleva a 25 metros de altura. As paredes são muito grossas: 3 metros.

 

Não conseguimos visitar o túmulo da Rainha Santa, pois estava vedado o acesso aos turistas, fica prometida outra visita. No entanto, contemplámos os túmulos da Infanta D. Isabel (c. 1326 - 1330), neta da Rainha Santa, e de D. Isabel de Urgel, mulher do Infante D. Pedro, Duque de Coimbra.

 

 

 

 

 

Foi uma visita muito agradável, ficamos à espera das fotografias da Kayleigh e prometemos mais aventuras. Até breve!

 

 

 

Para a redacção deste texto consultámos os seguintes livros:

- KUBLER, George: «A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes. 1521 - 1706»; Lisboa; Vega; 1988; p. 157.

- NUNES, Mário: «Estátuas de Coimbra»; Coimbra; GAAC; 2005; pp. 19-22.



publicado por CP às 15:31
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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