Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Desta vez fomos ao Museu da Ciência, conforme anunciado. O nosso amigo Duarte Mendes adoeceu de repente e não pôde ir.  O João diz que o Duarte está com mitalite, ou  jingadite, tincadite, ou abingadite ou-lá-o-que-é! Seja o que for, não deve ser grave e esperemos que melhore rapidamente!

 

 

O edifício do Museu da Ciência é uma das mais importantes obras neoclássicas em Portugal. O Daniel notou logo que lhe fazia lembrar os templos gregos! É verdade, Daniel. Situa-se no Largo Marquês de Pombal, pois foi o Marquês que o mandou construir quando procedeu à reforma dos Estudos da Universidade de Coimbra (1772), para instalar aí um Laboratório Químico, que funcionou até 1998, após o que foi adaptado a museu.

 

O traçado ficou a dever-se ao arquitecto Guilherme Elsden.

 

À entrada, encontramos uma pia de pedra onde, no tempo das invasões francesas, um lente de Química da Universidade  produziu a pólvora para combater os invasores.

 

O Museu tem em exibição uma interessantíssima exposição sobre os 150 anos da publicação da Origem das Espécies de Charles Darwin:

 

A obra foi editada em 1859, causou muita polémica e é considerada uma das mais importantes da história da nossa civilização. Em baixo, vemos um panfleto que anuncia uma sessão de divulgação das ideias darwinistas, em Lisboa, no ano de 1900.

 

Darwin correspondeu-se com cientistas portugueses, como comprovámos pela exposição de uma carta redigida pelo próprio naturalista e dirigida a Arruda Furtado.

 

Fomos guiados por um jovem muito simpático - o António - que nos deu uma lição sobre o evolucionismo.

 

 Aprendemos muitas coisas, mas ficámos impressionados quando soubémos que cerca de 98% do nosso código genético é igualzinho ao do chimpanzé! Deve ser por isso que andamos sempre na macacada!

 

Vimos uma réplica do esqueleto da Lucy, uma jovem australopiteca descoberta no deserto de Afar, na Etiópia (África) que apresenta já algumas características humanas, como a bipedia permanente:

 

O fóssil foi baptizado de Lucy porque os paleontólogos ouviam na rádio, no momento da descoberta, uma canção dos Beatles intitulada Lucy in the sky with diamonds. O João diz que é fã dos Beatles, será que ele nos pode levar a música? (cantar não, por favor!)

 

Vimos um modelo do Homem de Neanderthal e uma série de modelos de outros esqueletos, antes de passarmos às salas da colecção permanente.

 

Aqui, vimos um modelo que exemplificava as experiências de um cientista... enfim....esquisito. Chamava-se Lazzaro Spallanzani, era italiano e viveu no séc. XVIII. Dedicou a sua vida a vestir as rãs com cuecas enquanto elas acasalavam. Aposto que se fosse um de nós a lembrar-se de tal  coisa na aula de Ciências, ia logo para a rua com falta disciplinar!

 

No fim, tivémos uma lição sobre os planetas do sistema solar. Adorámos!

 

À saída, ainda encontrámos o pai do João Tiago. Aproveitámos logo para cravar uma visita ao museu do Observatório Astronómico. Ficou prometida e nós agradecemos muito.

 

Cá fora, tivémos uma surpresa pouco agradável: estava a chover e ninguém tinha guarda-chuva. Molhámo-nos todos! Só a Dr.ª Conceição é que desencantou um véu para cobrir a cabeça!

 



publicado por AS às 21:43
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