Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

 

Aí vamos nós! Desta vez, a visita foi ao Museu Municipal / Colecção Telo de Morais, situado no edifício do Chiado, em plena baixa da cidade. O Raúl levou um chapéu-de-chuva que não conseguia abrir, mas levou-o ainda assim porque .... podia chover! Felizmente não choveu.

 

 

O Edifício Chiado foi inaugurado em 1910, apresta-se pois para comemorar 100 anos! Era uma filial dos Grandes Armazéns do Chiado, de Lisboa. Está classificado como imóvel de interesse público, sendo um raro exemplar da designada arquitectura do ferro.

 

O museu acolhe a vasta colecção doada pelo casal Telo de Morais. Integra uma preciosa colecção de pintura, para além de peças de mobiliário, arte sacra, cerâmica e prataria. Desta vez, vimos a colecção de pintura.

 

 

Fomos acolhidos pela D. Paula Moura Relvas no piso térreo, das exposições temporárias, que nos falou da história do edifício. Depois, a D. Paula guiou-nos pela exposição do pintor J. M. Bustorff.

 

Este pintor usa cores muito vivas que ele próprio prepara e mistura com ovo. Nesta exposição, o pintor aplicou as tintas sobre tecidos, produzindo efeitos muito engraçados, como o que se pode ver na fotografia (Moça do Campo; Bahia; 2005; tempera a ovo sobre pano industrial; 150 x 100 cm). A temática reflecte as viagens do artista pela África e pelo Brasil.

 

No primeiro piso, vimos a colecção de pintura portuguesa do séc. XIX e primeira metade do século XX. Vimos obras de alguns artistas famosos, como A Igreja de S. Cristóvão, de Carlos Botelho (1937; óleo sobre tela; 62 x 77,5 cm).

 

Este quadro (Mulher Espanhola; 39,5 x 39,5 cm) usa outra técnica e outro suporte: pastel sobre cartão. É de Constantino Fernandes e data de 1902.

 

Columbano Bordalo Pinheiro foi um dos mais importantes pintores portugueses dos finais do séc. XIX e inícios do seguinte. Está representado na colecção Telo de Morais com este óleo sobre tela intitulado Dama da Boina (1911; 45 x 36 cm).

 

Vimos ainda obras de outros famosos pintores portugueses, sobre quem iremos investigar: Mestre Fonseca, Tomás da Anunciação, Cristino da Silva, Aurélia de Sousa,  Visconde de  Meneses, Francisco Metrass, Sousa Pinto, José Malhoa,...

 

Antes do regresso à escola, houve ainda tempo para as já habituais castanhas.



publicado por CP às 22:02
Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Já com os engripados recuperados, desta vez fomos à Sé Velha.

 

 

 

A Sé Velha é o mais importante monumento românico na mais importante cidade portuguesa da Idade Média. O edifício data do tempo da fundação da nacionalidade, começando a construir-se por volta de 1140, sob o bispado de D. Miguel Salomão. Mestre Roberto foi o primeiro arquitecto responsável pelas obras que se prolongaram até 1320.

 

 

A Norte, encontramos a Porta Especiosa, da autoria de João de Ruão. Data já do período renascentista (c. 1530).

 

 

A sé é um templo tipo fortaleza, com fortes paredes com poucas aberturas. No topo tem ameias como se fosse um castelo. Acede-se ao templo por uma escadaria. o portal é formado por arquivoltas e colunelos ricamente decorados com motivos geométricos tipicamente moçárabes e que foram restaurados no séc. XIX, sob a orientação  de Augusto Gonçalves (1892 - 1915) no bispado de D. Manuel Correia de Bastos Pina.

 

 

 

O interior é composto por uma nave central e duas naves laterais. A Sé tem cinco tramos e um transepto pouco saliente. A abóbada da nave central é de berço (ou de canhão) enquanto que as naves laterias são cobertas por abóbadas de aresta. Sobre as naves laterais vimos uma galerias: o trifório. (as palavras que nós aprendemos!)

 

 

A zona onde a nave central se cruza com o transepto chama-se o cruzeiro. O cruzeiro é encimado por uma torre-lanterna por onde entra a luz para o templo. No chão estão os túmulos de alguns importantes dignitários do clero, com umas inscrições que tentámos decifrar.

 

 

Os azulejos com motivos geométricos e abstractos são típicos do românico de Coimbra e denunciam a influência moçárabe. Vimos também alguns túmulos de bispos da cidade. Destaque para um túmulo de D. Vataça Lascaris, da autoria de Mestre Pêro. D. Vataça era uma dama de companhia bizantina que veio com D. Isabel de Aragão para Portugal, quando esta veio para casar com o rei D. Dinis. A Dr.ª Conceição explicou que o Mestre Pêro foi um importante escultor que veio igualmente com a futura Rainha Santa. Fica prometida uma fotografia do túmulo de D. Vataça.

 

 

O belíssimo altar-mor, esculpido em madeira pelo mestre flamengo Olivier de Gand, data dos inícios do séc. XVI.

 

 

A pia baptismal foi esculpida por um importante escultor da época manuelina: Diogo Pires-o-Moço.

 

 

O Raul observa atentamente o quadro da Rainha Santa Isabel, colocado sobre o túmulo de D. Egas Fafes, bispo de Coimbra no séc. XIII

 

 

 

No regresso, parámos para tirar umas fotografias tendo como fundo a bela paisagem do rio Mondego. Desta vez não encontrámos nenhuma vendedora de castanhas.

 



publicado por CP às 21:39
Sexta-feira, 06 de Novembro de 2009

 

Desta vez apanhámos o autocarro certo! Faltaram alguns colegas porque estão um pouco engripados (terá sido culpa da Agripina do Museu Machado de Castro?)

 

 

Fomos ao Mosteiro de Santa Cruz.

 

 

O João Tiago desta vez não levou a mochila mas voltou a dar um ar da sua graça. Vejam lá que o nosso amigo não abre o chapéu-de-chuva para .... não ter que o fechar!

 

Pelo caminho conhecemos a estátua do Mata-Frades no Largo da Portagem.

 


 

Joaquim António de Aguiar (1792 – 1884) foi um político português do tempo da monarquia constitucional e um importante líder dos cartistas e mais tarde do Partido Regenerador. Foi por 3 vezes chefe de Governo de Portugal. Ao longo da sua carreira política assumiu ainda várias pastas ministeriais, designadamente a de Ministro dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, durante a regência de D.Pedro nos Açores. Foi no exercício dessa função que promulgou a célebre lei de 30 de Maio de 1834, pela qual declarava extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e quaisquer outras casas das ordens religiosas regulares, sendo os seus bens secularizados e incorporados na Fazenda Nacional. Essa lei, pelo seu espírito antieclesiástico, valeu-lhe de o Mata Frades.

(informações retiradas a partir da wikipedia).

 

 

Vimos também uma lápide de homenagem ao Dr. Adolfo Rocha.

 

 

 

Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia Rocha, nasceu em S. Martinho de Anta, Vila Real, em 1907 e morreu em Coimbra em 1995.

Era médico de profissão e tinha consultório no Largo da Portagem.

Como escritor, escreveu poemas, fábulas, peças de teatro, contos e outras prosas.

A sua obra mais famosa foi o seu diário, em 16 volumes.

Recebeu vários prémios e foi também um cidadão empenhado na luta contra a ditadura do Estado Novo .

 

 

 

O Mosteiro é mesmo muito antigo e, logo na fachada, podemos detectar diversas correntes arquitectónicas. Para a semana sai texto explicativo.

 

 

O púlpito é uma das mais belas obras-primas da Renascença Coimbrã e deve-se ao escultor Nicolau Chanterene.

 

Nicolau Chanterene foi um escultor francês que trabalhou em Portugal desde 1517 a 1551, data provável da sua morte. Introduziu no nosso país o Renascimento de influência italiana e, duas décadas depois, o classicismo. Começou por trabalhar em Lisboa, no Mosteiro dos Jerónimos, vindo depois para Coimbra, para a Igreja de Santa Cruz, a mando de D. Manuel I, onde concebeu e executou os túmulos de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I.

São ainda da sua autoria os retábulos da capela do Convento de Sintra, para além das incontáveis imagens espalhadas um pouco por toda a região centro. Em 1533 partiu para Évora, onde tem das suas mais notáveis obras, tais como o túmulo de D. Francisco de Melo, no Convento dos Lóios, e as tribunas da Igreja de S. Francisco.

 

 

O órgão é barroco, data de meados do séc. XVIII e deve-se a Manoel de São Bento Gomes.

 

 

O momento mais importante foi quando observámos atentamente os túmulos reais de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I. Em breve sairão mais detalhes sobre os reis e sobre os túmulos.

D. Afonso Henriques, o Conquistador, nasceu em 1109 em Guimarães, Coimbra ou Viseu (o mais provável) e morreu em 1185 (?). Era filho de D. Teresa e D. Henrique (cruzado francês). Casou com D. Mafalda.  Em 1128, após a batalha de S. Mamede, chefia o condado Portucalense. Em 1143,  no tratado de Zamora, é reconhecido pelo primo Afonso VII de Leão e Castela como rei de Portugal. Em 1179, pela bula do papa Manifestis Probatum, é reconhecido e confirmado como rei de Portugal.

Conquistas importantes: Lisboa (1147) e alargou o território até ao Alentejo.

Fundou o Mosteiro de Santa Cruz em 1131.

 

 

D. Sancho I, 2º rei de Portugal, o Povoador, nasceu em 1154 e morreu em 1211. Filho de D. Afonso I e de D. Mafalda, casou com D. Dulce de Aragão.

Em 1170, ainda em vida do pai, participou na administração do reino.

Após a morte do pai, foi aclamado em Coimbra, em 1185 (?).

Foi um bom administrador do reino.

As suas conquistas chegaram ao Algarve.

 

(informações recolhidas do Pequeno Dicionário de História de Portugal - dirigido por Joel Serrão; Iniciativas Editoriais; 1976).

 

 

 

 

 

A Dr.ª Conceição foi ouvida muito atentamente.

 

 

No fim ainda demos um salto ao Jardim da Manga.

 

 

Para acabar.... umas castanhas assadas, oferta da professora! O Duarte e o professor não gostam de castanhas e o João Tiago não conseguiu convencer o professor com a sua teoria das cascas-biodegradáveis-que-se-podem-mandar-para-o-chão! Por isso, trouxe as cascas até à Solum!



publicado por CP às 22:58
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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