Sábado, 06 de Novembro de 2010

 

Hoje regressámos ao Museu do Chiado. Desta vez, para visitar a galeria Almedina, anexa ao edifício do Chiado, onde está patente uma exposição muito interessante sobre os progressos técnicos vividos na primeira década do séc. XX, na época da abertura dos Grandes Armazéns do Chiado na nossa cidade e da implantação da República. Fomos recebidos pela Ágata que, mais uma vez, nos guiou com simpatia e sabedoria.

 

 

A primeira coisa que nos chamou a atenção foi o troço da muralha que constitui uma das paredes da galeria, como se pode ver na fotografia. As peças da exposição foram cedidas pelo Museu da Ciência e da Técnica e procuram ilustrar os grandes avanços tecnológicos das primeiras décadas do século XX e que também foram recebidos em Coimbra com entusiasmo.

 

 

A exposição está dividida em três partes. Na primeira apresentam-se algumas maravilhas tecnológicas da época, como por exemplo:

 

o fonógrafo de Thomas Edison,

 

 

a «lanterna mágica», que era assim uma espécie de tetravô do datashow,

 

 

O aquecedor de lâmpadas eléctricas,

 

 

ou ainda o rádio e a máquina fotográfica (o Telmo não, o Telmo não é nenhuma velharia, foi apenas apanhado na fotografia!)

 

 

A segunda parte da exposição intitula-se «Aspectos da Modernidade em Coimbra» e ilustra como é que a nossa cidade acompanhou estas mudanças. Foi muito instrutivo vermos fotografias antigas de Coimbra: o mercado, a ponte, o teatro Príncipe Real (depois Avenida), o Largo de Sansão (Praça 8 de Maio), a Portagem, ....

 

 

A terceira parte da exposição mostra como é que estas transformações criaram uma nova sociedade, com mais poder de compra, mais exigente e com maior capacidade de consumo. Foi assim que surgiram os «Novos Espaços de Consumo», com destaque, naturalmente, para os Armazéns do Chiado, fundados em 1910 por Joaquim Nunes dos Santos e Abílio Nunes dos Santos.

 

 

Vimos algumas peças muito interessantes, como uma miniatura de uma máquina de costura Singer:

 

Uma máquina de escrever, que tanto parece intrigar as nossas amigas Ângela e Francisca:

 

Ou uma estranhíssima engenhoca que servia para medir as cabeças dos cavalheiros para que lhes fizessem chapéus à medida! Já nem me lembro do nome do aparelho, alguém recorda? No final, ainda jogámos um divertido jogo de mímica.

 

 

Despedimo-nos e fomos em busca das castanhas, já que estamos no S. Martinho e a professora Conceição tinha prometido: «castanhada, se se portarem mal; castanhas, se se portarem bem!» Ganhámos as castanhas!

 

 



publicado por CP às 00:09
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