Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Já com os engripados recuperados, desta vez fomos à Sé Velha.

 

 

 

A Sé Velha é o mais importante monumento românico na mais importante cidade portuguesa da Idade Média. O edifício data do tempo da fundação da nacionalidade, começando a construir-se por volta de 1140, sob o bispado de D. Miguel Salomão. Mestre Roberto foi o primeiro arquitecto responsável pelas obras que se prolongaram até 1320.

 

 

A Norte, encontramos a Porta Especiosa, da autoria de João de Ruão. Data já do período renascentista (c. 1530).

 

 

A sé é um templo tipo fortaleza, com fortes paredes com poucas aberturas. No topo tem ameias como se fosse um castelo. Acede-se ao templo por uma escadaria. o portal é formado por arquivoltas e colunelos ricamente decorados com motivos geométricos tipicamente moçárabes e que foram restaurados no séc. XIX, sob a orientação  de Augusto Gonçalves (1892 - 1915) no bispado de D. Manuel Correia de Bastos Pina.

 

 

 

O interior é composto por uma nave central e duas naves laterais. A Sé tem cinco tramos e um transepto pouco saliente. A abóbada da nave central é de berço (ou de canhão) enquanto que as naves laterias são cobertas por abóbadas de aresta. Sobre as naves laterais vimos uma galerias: o trifório. (as palavras que nós aprendemos!)

 

 

A zona onde a nave central se cruza com o transepto chama-se o cruzeiro. O cruzeiro é encimado por uma torre-lanterna por onde entra a luz para o templo. No chão estão os túmulos de alguns importantes dignitários do clero, com umas inscrições que tentámos decifrar.

 

 

Os azulejos com motivos geométricos e abstractos são típicos do românico de Coimbra e denunciam a influência moçárabe. Vimos também alguns túmulos de bispos da cidade. Destaque para um túmulo de D. Vataça Lascaris, da autoria de Mestre Pêro. D. Vataça era uma dama de companhia bizantina que veio com D. Isabel de Aragão para Portugal, quando esta veio para casar com o rei D. Dinis. A Dr.ª Conceição explicou que o Mestre Pêro foi um importante escultor que veio igualmente com a futura Rainha Santa. Fica prometida uma fotografia do túmulo de D. Vataça.

 

 

O belíssimo altar-mor, esculpido em madeira pelo mestre flamengo Olivier de Gand, data dos inícios do séc. XVI.

 

 

A pia baptismal foi esculpida por um importante escultor da época manuelina: Diogo Pires-o-Moço.

 

 

O Raul observa atentamente o quadro da Rainha Santa Isabel, colocado sobre o túmulo de D. Egas Fafes, bispo de Coimbra no séc. XIII

 

 

 

No regresso, parámos para tirar umas fotografias tendo como fundo a bela paisagem do rio Mondego. Desta vez não encontrámos nenhuma vendedora de castanhas.

 



publicado por AS às 21:39
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