Sexta-feira, 10 de Março de 2017

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   Após uma semana de interrupção por causa das visitas de estudo do Dia do Agrupamento, regressámos aos nossos passeios semanais, contando com um novo sócio, o Heitor, que foi muito bem recebido, adaptando-se tão bem que até parecia que já cá andava desde o início do ano letivo. Desta vez, fomos até ao Exploratório, no Parque Verde. Saímos do autocarro e atravessámos a ponte pedonal, estava um dia tão quente que nem parecia inverno, de maneira que o caminho custou um bocado, pois ainda não estamos habituados a este calor que, embora agradável, é muito estranho!

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   O nosso objetivo era o Hemispherium, uma sala de cinema muito especial, pois os filmes são projetados no teto em forma de cúpula, a 360º,  e nós assistimos deitados nuns pufes muito confortáveis, sendo mesmo necessária alguma cautela para não adormecermos quando a sala é escurecida.

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   O filme que fomos ver, produzido pela Universidade de Granada, em Espanha, intitula-se O Universo de M. C. Escher. Em aproximadamente meia hora, o filme retrata a vida e obra de Mauritz Cornelis Escher, um artista holand~es nascido em 1898 e falecido em 1972. Este artista é bastante original, destacando-se, entre outros aspetos, pela relação estreita entre a arte e a ciência.

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    Escher estudou artes gráficas, mas nunca escondeu o seu interesse pela matemática, geometria, astronomia e a ciência de uma maneira geral. Os seus desenhos refletem estes interesses e são muito famosos pela representação de espaços e construções impossíveis. O artista explora a repetição de figuras, recorrendo a técnicas de translação e rotação de imagens obtidas a partir de formas geométricas básicas, como o quadrado, o triângulo equilátero ou o losango. Depois de produzir figuras estilizadas a partir do recorte dessass formas, desdobra-os inúmeras vezes,  obtendo padrões muito bonitos e enigmáticos.

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   O artista holandês despertou para este processo depois de uma visita ao Alhambra de Granada. Aí, os arabescos decorativos dos azulejos e dos estuques desse magnífico palácio impressionaram Escher, levando-o a explorar esse processo de obter simetrias geométricas e padrões repetitivos.

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   Como sabem, a religião muçulmano não permite a representação figurativa, mas isso não impediu M. C. Escher de desenvolver os seus padrões a partir de imagens de lagartos, peixes, aves e figuras humanas.

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   Ainda que o artista não tenha desenvolvido estudos académicos na área da matemática, manteve contacto muito estreito com alguns cientistas seus contemporâneos, lendo e discutindo as mais recentes conquistas do conhecimento nesses domínios, interessando-se especialmente pela Teoria da Relatividade. os seus trabalhos gráficos refletem esses estudos, essas preocupações e conhecimentos.

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    Depois de assistirmos ao filme, ainda nos divertimos com os quebra-cabeças que a equipa do Exploratório produziu a partir dos padrões de Escher. Não foi muito difícil de os encaixar de modo a produzirmos belos padrões, replicando as técnicas de Escher. Mas, mesmo assim, foi muito divertido, foi uma excelente maneira de concluir a nossa visita.

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publicado por CP às 23:18
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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