Sexta-feira, 30 de Maio de 2014

Decorre no Parque da Cidade (Parque Dr. Manuel Braga), até ao próximo dia 1 de junho, e desde o dia 23 de maio, a Feira Cultural da Cidade. É uma nova designação para um evento já com tradições enraizadas nesta altura do ano. Na verdade, trata-se da Feira do Livro que, agora, se juntou com a Feira do Artesanato. Esta nova apresentação tenta atrair mais visitantes, reunindo uma série de atrações e atividades de animação cultural num cartaz muito diversificado. Parece que, infelizmente, os livros se vendem cada vez menos, seja por causa da crise, seja por falta de hábitos de leitura, ou por outra razão qualquer. O facto é que a continuidade da tradicional Feira do Livro em Coimbra obrigou à redefinição deste evento, associando o livro a outros produtos e a outros agentes culturais.

A Feira do Livro de Coimbra já se realizou em diferentes locais da cidade, como o Edifício Chiado, a Praça do Comércio, o Parque Verde, a Baixa, a Praça da República, a Alta da cidade e até na zona da Solum, sempre na tentativa de encontrar um local aprazível e espaçoso que atraia um grande número de visitantes. Pela nossa parte, nunca falhamos, e a visita à feira, realize-se ela onde se realizar, faz parte do nosso calendário nesta altura do ano, é uma tradição.

O João Tiago até se lembrou da sua primeira compra aqui na feira, um livro sobre o caricaturista Rafael Bordalo Pinheiro. Outra tradição desta feira é a chuva! Parece uma maldição, pois todos os anos ela marca presença, o que é muito desagradável, pois não apenas afasta os visitantes como molha os livros, causando muitos prejuízos aos expositores. Por essa razão, a organização da Câmara Municipal retardou este ano o calendário, tentando mover a feira para os finais do mês de maio, na esperança que a primavera mais adiantada garantisse mais sol. Mas nem assim conseguiram fintar o S. Pedro, pois choveu toda a santa semana! Nós tivemos mais sorte, pois apanhámos um dia quente e radiante.

A edição deste ano inclui programas de música, artes plásticas, gastronomia e doçaria, artesanato, entre outras atividades culturais. Relativamente ao livro, a parte que mais nos interessa, para além dos tradicionais editores e livreiros, marcam presença na feira vários alfarrabistas, isto é, vendedores de livros antigos, raros, ou simplesmente em segunda mão. Vimos ainda um expositor bem conhecido, o marido da professora Fernanda que, como voluntário da Confraria da Rainha Santa Isabel, se dedica ao paciente trabalho de restauro e conservação de livros antigos pertencentes ao valioso espólio desta instituição. Infelizmente, esqueci-me de lhe tirar uma fotografia, mas ficou já prometida uma visita ao mosteiro para nos inteirarmos desta interessantíssima atividade. Agradecemos desde já a disponibilidade e prometemos agendar um encontro.

 

 

Passeámos depois pelos expositores dos muitos artesãos e artistas que marcam presença na feira, destacando um latoeiro tradicional, um oleiro, bem como uma rendilheira e uma bordadeira de Castelo Branco. Os trabalhos, inteiramente produzidos à mão de acordo com modelos e técnicas tradicionais, são muito bonitos e admirados. 

Alguns ainda tiveram tempo para dar um saltinho às barraquinhas de petiscos e doces, enquanto o Tiago e o Afonso ( o mais estiloso do dia com aqueles óculos escuros) se deixaram seduzir por um editor de BD, o Dr. Kartoon, aproveitando as promoções praticadas na feira. O João Aveiro optou por outras compras, mostrando que já é um pouco mais crescido: Florbela Espanca, Edgar Allan Poe e Oscar Wilde.

 

Achámos ainda muita piada aos velhinhos discos de vinil. Principalmente o David que, certamente sob a influência do pai, é um grande conhecedor das bandas antigas, desde os Smiths, aos Pink Floyd, Led Zeppelin e outras «velharias». A maior parte dos nossos sócios já não sabe o que é um vinil de 33 rotações, embora conheça alguns destes grandes nomes da música pop e rock que fizeram as delícias dos pais quando eram da idade deles.

Estava tudo a correr muito bem até que aconteceram duas «desgraças»: o Rodrigo rasgou as calças no rabo e andou todo o resto do passeio com uma mão a tapar o buraco e o nosso amigo Zé Carlos perdeu o telemóvel. Fica aqui uma homenagem ao nosso infeliz companheiro, ainda muito alegre na fotografia abaixo.

Por fim, antes do regresso à escola, ainda demos um salto ao palco central onde assistimos a um espetáculo dos nossos colegas da Escola Eugénio de Castro. Cantaram, declamaram e dançaram. Nós aplaudimos e, no fim, despedimo-nos da feira até para o ano.

Entretanto, para a semana temos já preparada a última visita deste ano letivo: vamos à Oficina Municipal de Teatro, o «Teatrão», que este ano comemora 20 anos de existência! É já muito tempo. Claro que temos que lá ir felicitá-los!

 



publicado por CP às 18:17
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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