Sexta-feira, 23 de Outubro de 2015

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Mais uma semana, mais um ensaio no Museu Machado de Castro. Desta vez, contando já com os novos sócios, fomos recebidos pela Magda, que nos apresentou um cartaz da bienal com um subtítulo inspirado num poema de Mallarmé, poeta francês (1842 - 1898) que publicou um famoso poema intitulado «Un coup de dés jamais n'abolira le hasard» que se pode traduzir por «Um lance de dados jamais abolirá o acaso». Foi neste poema que os curadores se inspiraram para designaram esta bienal: «Um lance de dados».

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Depois de uma breve e agradável conversa sobre este tema do jogo e do azar, que nos levou até ao Júlio César, chefe militar romano que terá proferido uma célebre frase, «Alea jacta est», que siginifica «os dados estão lançados», momentos antes de iniciar uma importante batalha ao comando das suas famosas legiões. Refletimos e conversámos sobre o papel da sorte e a importância do esforço e do rigor que devemos imprimir em tudo o que fazemos, não deixando nada ao acaso, embora a sorte e o azar, às vezes, nos preguem as suas partidas!

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De seguida, observámos algumas imagens de importantes obras da história da arte, desde uma estátua do imperador Augusto, até um conjunto escultórico de Bernini, representando uma famosa cena mitológica com Apólo e Dafne. Estas fotografias permitiram-nos ver como é que, ao longo dos tempos, os artistas se foram preocupando cada vez mais em representar o homem comum, no seu quotidiano esforçado, em vez dos grandes chefes políticos e militares. Vimos as botas que van Gogh pintou que pertenceram certamente a um imaginado, anónimo e pobre lavrador e depois dedicámo-nos a um exercício muito interessante, estabelecendo relações formais entre algumas destas obras e um trabalho do escultor Rui Chafes que, como já está anunciado, trabalhará em conjunto com o cineasta Pedro Costa, aqui no Museu, no criptopórtico.

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Foi a vez depois do Ricardo Kalash nos ensaiar na apresentação que preparamos. A pouco e pouco as coisas vão ganhando contornos mais nítidos. Repetimos muitas vezes os movimentos e os gestos que, dizia-nos o Ricardo, nunca sairiam bem. No teatro, nada sai definitivamente bem, por isso é que se ensaia muitas vezes, sabendo que quanto mais ensaiarmos, melhor será o resultado!

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publicado por CP às 20:30
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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