Sábado, 17 de Outubro de 2015

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Esta semana voltámos ao Museu Machado de Castro para o segundo ensaio do nosso projeto de participação na bienal AnoZero. Reencontrámos o Ricardo, a Catarina e a Magda e avançámos mais um pouco na nossa preparação.

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A Magda começou por nos conduzir numa reflexão, que o Ricardo depois prosseguiria, sobre os conceitos de património e arte contemporânea. O que é afinal a contemporaneidade? Será que o criptopórtico romano é do nosso tempo? E o património nacional, o que é? Será que uma pintura, ou qualquer outra obra de arte, produzida por um estrangeiro no nosso país e guardada num museu português faz parte do património nacional? E ao contrário, isto é, uma obra de arte produzida por um artista português num país estrangeiro? Mais do que respostas, levantámos dúvidas.

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Depois, passeámos pelo museu. Vimos de passagem alguns exemplares de obras aqui exibidas, desde o Mestre Pêro, o escultor da Rainha Santa, até ao Odart, o genial autor da Última Ceia que outrora pertenceu ao mosteiro de Santa Cruz. Depois de alguma reflexão, e mesmo sem achar respostas definitivas, não foi difícil concluir que, mais do que possuir ou classificar, o património está à nossa guarda, não é nosso! Temos a obrigação de o preservar, de reconhecer o seu valor e assumir o seu legado, para melhor o valorizarmos e transmitirmos aos vindouros. Começa a fazer sentido esta coisa de juntar o património com a arte contemporânea....

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Seguidamente, percorremos o pátio do museu, instalado no antigo Paço Episcopal que, por sua vez, já tinha sido edificado sobre o antigo criptopórtico romano. O Ricardo e a Magda transmitiram-nos algumas informações interessantes sobre o urbanismo romano e o brasão do bispo que se exibe no cimo do pórtico de entrada. Aprendemos coisas curiosas mas, o mais o mais interessante, foi o modo como aprendemos a reter essas infiormações, sem papaguear ("vomitar", disse o Ricardo), mas decorando, no sentido original que a Magda nos ensinou: "aprender com o coração". Se gostarmos do que aprendemos, retemos a informação naturalmente e podemos devolvê-la aos outros com espontaneidade e prazer!

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Aproximava-se o ffim do nosso ensaio, faltava apenas o exercício mais engraçado. O Ricardo ensinou-nos a gesticular e a mover em palco, a falar com naturalidade e a estarmos atentos aos outros. Inventámos personagens e vozes engraçadas, percorremos coordenadamente toda a extensão do palco e falámos para o público imaginário. A pouco e pouco, as peças começam a juntar-se. Para a semana, voltaremos para outro ensaio. Provavelmente, com dois sócios novos!



publicado por CP às 10:17
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