Quarta-feira, 01 de Fevereiro de 2017

WP_20170127_15_11_25_Pro.jpg

  Este relato da nossa visita da passada sexta-feira já vai um bocado tarde, mas ainda a tempo de recomendar os nossos leitores, particularmente os que se interessam pela história e pela memória desaparecida da nossa cidade, a não perderem esta mostra de fotografias patente na Sala da Cidade, o antigo refeitório de Santa Cruz, na rua Olímpio Nicolau Fernandes, até ao dia 27 de fevereiro. Vale a pena!

WP_20170127_15_13_10_Pro.jpg

   «David de Almeida Carvalho (1911-1991) nasceu em São Julião, Figueira da Foz, mas foi em Coimbra que passou a sua vida, tendo-se estabelecido na Praça do Comércio com atividade de relojoaria e ótica. Cedo revelou grande apetência e curiosidade pela fotografia, tendo acompanhado de perto o trabalho de outros fotógrafos da cidade e integrado o famoso Grupo Câmara

WP_20170127_15_23_13_Pro.jpg

Máquina fotográfica de David Carvalho

«O seu trabalho como fotógrafo manifesta elevada sensibilidade artística. Procurava estar presente nos principais salões e concursos de fotografia, nacionais e internacionais, tendo sido distinguido com vários prémios.»

WP_20170127_15_13_28_Pro.jpg

    «A exposição resulta de uma seleção feita a partir dos cerca de dez mil registos fotográficos doados pela família do fotógrafo figueirense ao Município de Coimbra. Trata-se de um legado que documenta as transformações urbanísticas da cidade e do seu quotidiano, onde aparecem registadas algumas figuras carismáticas, quase sempre captadas em momentos de forte espontaneidade e que, seguramente, serão um precioso contributo para a preservação da memória imagética da cidade de Coimbra, nas décadas de 40 a 60 do séc. XX.»

WP_20170127_15_24_23_Pro.jpg

   A fotografia acima reproduzida mostra precisamente uma das figuras mais típicas de Coimbra. Os nossos leitores mais velhos recordam seguramente esta personagem, o Teixeira, um vendedor de jornais, adotado por várias gerações de estudantes, que deambulava pelas ruas da cidade, cravando sempre um cigarro e ralhando, com a sua voz grossa muito característica, aos que o recusavam.

WP_20170127_15_20_23_Pro.jpg

Deixamos algumas imagens curiosas, como esta que ilustra a antiga igreja de S. José, já demolida, na década de 50 do séc. XX, podendo ver-se ao lado o atual templo ainda em fase de construção. Em baixo, mostramos outro instantâneo de David Carvalho, onde se pode observar a Escola Secundária Avelar Brotero, também em construção, na zona do Calhabé, bem perto da nossa escola, que, poucas décadas mais tarde, viria a ocupar uns terrenos próximos dos que aparecem no canto superior esquerdo. Reparem ainda no velhinho estádio do Calhabé!

WP_20170127_15_19_16_Pro.jpg

    São muitas as fotografia, cerca de quatro dezenas. Interessantes são igualmente as que captam edifícios já desaparecidos, como os que foram demolidos na Alta de Coimbra para a construção da cidade universitária. Outras mostram as lavadeiras do Mondego ou as margens do rio alagadas pelas cheias, antes das obras de regularização do leito. Cenas da Queima das Fitas de há 70 anos permitem ainda verificar como evoluiram as tradições académicas. Enfim, é possível encontrar muitas razões para visitar esta exposição. O melhor é ir!

WP_20170127_15_18_05_Pro.jpg



publicado por CP às 00:41
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
mais sobre mim
Fevereiro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10

12
13
14
15
16
17
18

20
21
22
23
25

26
27
28


pesquisar neste blog
 
blogs SAPO