Sexta-feira, 13 de Maio de 2016

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   Hoje fomos visitar o Convento de S. Francisco, na margem esquerda, junto ao Portugal dos Pequenitos. Não podíamos encerrar o ano letivo e as nossas visitas sem assinalar a abertura desta importante infraestrutura que pretende revolucionar a  vida cultural da região, oferecendo uma programação do mais elevado nível nas mais variadas vertentes, desde as artes plásticas às artes do palco, assumindo-se ainda como moderno centro de congressos. Na verdade, o seu auditório é o maior da região. 

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    O Convento foi inaugurado no dia 8 de abril com a exibição da peça Os Bichos, de Miguel Torga. O projeto de recuperação e reconversão é da autoria do conceituado arquiteto Carrilho da Graça, podendo apreciar-se a maqueta seguindo a hiperligação. Este arquiteto é um dos mais consagrados da atualidade, sendo responsável por várias intervenções em espaços sensíveis, nos centros históricos das cidades. Estes projetos são sempre muito polémicos, como é fácil de entender, pois que os edifícios históricos - pela sua antiguidade, monumentalidade e valor artístico - marcam profundamente a identidade das comunidades.

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   Esta obra, um dos maiores investimentos feitos no nosso país nos últimos anos, arrastou-se durante muito tempo e várias foram as propostas acerca do seu destino, bem como acesas as polémicas sobre a relação do edifício com o espaço urbano circundante. Agora, é tempo de esquecer todas as discussões e fazer votos para que os maiores sucessos artísticos e culturais marquem o futuro do novo Convento.

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   A fundação remonta ao ano de 1602, durante o período filipino, quando foi construído de acordo com um estilo que foi designado como estilo chão, aludindo à sua simplicidade estrutural, ao aspeto geral muito geométrico e desornamentado, seguindo os tratados de arquitetura de inspiração clássica e contrastando com a exuberância dos edifícios manuelinos do século XVI, bem como dos barrocos da centúria seguinte. O convento foi destinado aos frades franciscanos que aqui se mantiveram até ao século XIX. Depois da extinção das ordens religiosas e da nacionalização dos seus bens, em 1834, o Convento foi vendido em hasta pública. Após um período de abandono, aqui acabaria por se instalar uma fábrica de lanifícios, em funcionamento até aos anos 80 do séc. XX.

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    Numa das salas já abertas ao público e que nós visitámos, está precisamente uma enorme pintura mural da autoria do artista Samina, um artista de rua que, usando as técnicas do grafite e as tintas em spray, pintou os retratos de dez trabalhadores da antiga fábrica. É uma espécie de homenagem aos proprietários, trabalhadores e funcionários que aqui laboraram durante tantos anos.

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    Na sala contígua, vimos uma instalação de um artista visual chamado Olivier Ratsi. Este artista francês vive e trabalha habitualmente em Paris. Normalmente, utiliza a projeção de imagens e sons para provocar o público, conforme afirma na sua página pessoal, desconstruindo a nossa perceção do espaço e do tempo. Esta instalação, realizada num espaço muito alto e despojado, cria um ambiente hipnótico, convidando-nos a envolver-nos nas imagens projetadas na parede e no chão. Tudo se torna ainda mais misterioso por causa do som minimalista que complementa a projeção das linhas e da intensa cor vermelha.

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    Depois de uma passagem pelo claustro, dirigimo-nos ao piso do auditório, que não pudemos visitar pois estavam a preparar o espaço para um grande concerto que aqui se vai realizar amanhã. Neste piso, existe uma livraria muito engraçada, dedicada à divulgação e venda de livros infantis e juvenis. Lá encontrámos algumas publicações da editora Planeta Tangerina, que já conhecemos do nosso primeiro passeio deste ano letivo, no já longínquo mês de setembro de 2015. 

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   Aqui tivemos a surpresa do dia: o senhor que lá estava, sem que nada estivesse combinado, surpreendeu-nos com a leitura de uma história de um autor americano chamado Frank Tashlin (1913 - 1972). O livro chamava-se O urso que não era e é apenas um dos muitos editados pela bruáa, editora figueirense que explora esta livraria. Foi um momento mágico que nos  agradou imenso! Vale a pena visitar.

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publicado por CP às 17:50
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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