Sábado, 11 de Novembro de 2017

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   Fomos visitar a Torre de Almedina, onde fomos recebidos pelo Dr. Vasconcelos que nos deu uma lição sobre a cidade medieval, a partir de uma maqueta aí instalada, executada pelos professores do Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciências. 

  A Porta de Almedina era a entrada principal da cidade e é provável que a sua edificação remonte a épocas anteriores à reconquista cristã. No entanto, foi após a tomada definitiva de Coimbra, em 1064, pelo rei Fernando Magno, que os trabalhos de construção deram a esta robusta torre o aspeto que ainda hoje conserva.

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   Ao longo dos tempos, e depois de a Torre ter perdido a sua função militar, aqui funcionaram a Casa da Vereação e o Tribunal da Relação, obrigando a obras de remodelação. Foi construída uma escadaria interior e, no cimo, foram alteados os muros, criando um novo salão onde se reunia o senado  municipal. A Torre de Almedina era então a sede do poder municipal, até que a Câmara se transferiu para o local onde ainda hoje se situa, num edifício anexo ao Mosteiro de Santa Cruz.

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    Depois disso, a Torre teve várias funções. Aqui funcionou a Escola Livre das Artes e do Desenho e o Arquivo Histórico Municipal, sendo atualmente um dos núcleos do Museu Municipal dedicado à Cidade Muralhada. Subindo ao cimo da Torre, onde se usufruem de umas magníficas vistas sobre a cidade, deparámo-nos com um sino e, claro, não resistimos ao apelo do badalo, desatando às marteladas! Os turistas e transeuntes, surpreendidos, olhavam para cima, intrigados com o que se estaria a passar!

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   Depois, mais calmos, lá ouvimos o Dr. Vasconcelos a explicar-nos que aquele sino era usado para emitir diversos alertas das autoridades municipais à população da Almedina e dos arrabaldes. Havia toques para as mais diversas situações, alertando para perigos diversos, ataques, celebrando ocasiões festivas, anunciando procissões, ou até para advertir para o surgimentos de casos de peste e outras doenças na cidade.

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   Concluída esta parte mais instrutiva da nossa visita, eis que chegou a ocasião para um momento de diversão. Fomos conduzidos para uma sala anexa à Torre, onde fomos recebidos pela Andreia. Ela tinha um jogo para nos propor: forneceu-nos catapultas em miniatura, feitas com elásticos, paus de gelado e rolhas de plástico, com as respetivas munições, projéteis feitos de folha de alumínio amassada!

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   Cada um recebeu a sua catapulta. Depois, organizámo-nos em grupos. Cada grupo tinha a sua torre, construída em cartolina. O objetivo era assaltar a torre, submetendo-a aos nossos tiros. Para isso, a Andreia concedeu-nos um breve período para treinarmos, afinal não estamos habituados a este tipo de armamento! E lá ficámos, disparando bolas prateadas com paus de gelado amarrados com elásticos, tentando acertar numa torre de cartolina!

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   Esgotado o período de treino, passámos à ofensiva. As regras eram claras: o grupo que conseguisse arremessar o maior número de projéteis para o interior da Torre seria o vencedor. Agora que a "guerra" era a sério, o nervosismo tomou conta dos assaltantes e o resultado não foi lá muito famoso! Foram poucos os que conseguiram acertar no alvo. Foi tão mau que se o D. Afonso Henriques, no seu tempo, se tivesse que defender do ataque de mouros como nós, com tão fraca pontaria, teria levado uma vida descansada! Temos que treinar mais!

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publicado por CP às 10:40
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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