Sexta-feira, 14 de Outubro de 2016

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   A exposição Aquedutos de Portugal, patente no Museu da Ciência, reúne um conjunto de 25 fotografias da autoria de Pedro Inácio, um fotógrafo amador que, a par de uma carreira dedicada à museologia, tendo sido coordenador do Museu da Água da Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL), foi desenvolvendo uma vocação artística.  Estas construções, espalhadas por todo o país, são um importante testemunho da história do abastecimento de água em Portugal, entre os séculos XVI e XIX, ainda que a exposição mostre um aqueduto - o de Conimbriga - que remonta ao tempo dos romanos. O autor guia-nos numa viagem por diferentes vilas e cidades através dos aquedutos, surpreendendo-nos com construções mal conhecidas, ou até mesmo desconhecidas, oferecendo-nos ainda a oportunidade de apreciar as suas excelentes produções fotográficas.

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    Fomos orientados pelo José Cid, técnico superior dos serviços pedagógicos do Museu. Antes da visita, fez-nos uma breve apresentação do que iríamos ver, lançando-nos um desafio: teríamos que recolher informações para preencher um guião que nos forneceu, construindo inclusivamente um puzzle com fragmentos de fotografias de aquedutos. Após estes esclarecimentos, lá fomos em busca das informações das legendas, divididos em grupos.

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    Ficámos a saber, por exemplo, que o aqueduto de Conimbriga foi construído no séc. I d.C., encontrando-se destruído na sua maior parte. A água era colhida em Alcabideque, a cerca de 3,5 km, transportando-a até às termas, públicas e privadas, bem como para a utilização doméstica e para alimentar os belos e viçosos jardins das ricas casas da cidade. É, como já foi dito, o mais antigo dos aquedutos aqui representados.

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    Já o mais recente é o do Alviela, em Alcanena. Foi construído pelos engenheiros Nunes de Aguiar, Cabral Couceiro e Sousa Gomes, entre 1871 e 1880. O objetivo era reforçar o abastecimento de água à capital. É, com os seus 114 km, o mais extenso do país, tendo funcionado até 1928. Registe-se ainda que foi o primeiro a ter um mecanismo para bombear a água, recorrendo a uma estação equipada com quatro máquinas a vapor.

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    O famoso Aqueduto das Águas Livres, em Lisboa, foi construído no reinado de D. João V, no séc. XVIII. Tem mais de 58 km de extensão, tendo sido, em grande parte, projetado por Manuel da Maia, que seria posteriormente o responsável pela reconstrução da Baixa da capital após o Terramoto de 1755. A obra foi concluída sob a direção de Custódio Vieira, responsável pelo troço onde se vence o Vale de Alcântara. Este percurso é constituído por 35 arcos, incluindo um que, com 65 metros de altura e 29 metros de largura, é o arco em pedra mais alto do Mundo e que, deve dizer-se, resistiu ao grande Terramoto.

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    Além de muitos outros aquedutos, como o do Braço de Prata, em Évora; ou o de Óbidos, ou ainda o de Elvas, merece destaque o Aqueduto de S. Sebastião, em Coimbra, mais conhecido como Arcos do Jardim, embora na época da construção fosse referido como o Cano Real. Mandado edificar pelo rei D. Sebastião, na segunda metade do séc. XVI, aproveitou o traçado e os vestígios de um antigo aqueduto do tempo dos romanos. O projeto e a orientação da obra são normalmente atribuídos ao italiano Filipe Terzi. Conta com vinte e um arcos que percorrem cerca de 1 km até chegar à desaparecida Fonte da Bica, outrora localizada no Largo da Feira, correspondendo ao Largo da Sé Nova, muito próximo do Museu da Ciência.

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   Depois de apreciadas as fotografias e lidas as legendas, apresentámos o resultado da nossa visita, preenchendo igualmente o guião que o José nos forneceu. Assim, meio a brincar, ficámos a saber muitas coisas sobre os aquedutos.

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publicado por CP às 18:00
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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