Sábado, 27 de Março de 2010

Ontem, fomos à Casa-Museu Miguel Torga.

 

 

 

Fomos a pé pela Quinta de S. Jerónimo. Chovia imenso e apanhámos uma grande molha. Mas não há nada que impeça os passeios da malta do património. Faça chuva ou faça sol, contra ventos e marés, nada nos fará ficar na escola quando temos uma visita marcada!

 

A Casa-Museu Miguel Torga fica na praceta Fernando Pessoa. Quando chegámos, já o Sol raiava e começámos por identificar, no jardim da moradia, a planta que inspirou o apelido literário do médico Adolfo Rocha. Não foi fácil (nós somos meninos da cidade) e depois de apontarmos para tudo o que era verde e estava no canteiro, desde roseiras a eucaliptos, lá acabámos por identificar a planta, plantada pelo próprio poeta transmontano:

 

O nome Miguel foi o poeta-médico buscá-lo a Miguel de Unamuno e Miguel de Cervantes.

 

Fomos recebidos por uma senhora muito simpática (alguém se lembra do nome?) que nos levou para um pequeno auditório onde assistimos a uma projecção sobre a vida do poeta.

 

De seguida, passámos à sala de jantar, onde ficámos a saber que a esposa do poeta, a professora Andrée Crabbé Rocha, era muito admirada pelos dotes culinários. Naquela sala de jantar, muita gente famosa petiscou, como por exemplo, segundo nos foi dito, o Dr. Mário Soares, antigo presidente da República, ou Manuel Alegre, actual candidato à presidência e também famoso poeta:

Ao fundo, pendurado na parede e meio escondido pelo candeeiro, está um quadro de Dórdio Gomes: O Ceifeiro.

 

No primeiro piso, visitámos o escritório de Miguel Torga e ficámos muito intrigados com a máquina de escrever! Não se esqueçam que nós já somos do tempo do computador e do processador de texto!

 

Na fotografia de baixo, podemos ver o Raúl a posar ao lado de um pequeno quadro de Domingos Alvarez, um dos mais importantes pintores portugueses do séc. XX. Do lado direito da foto aparece o João Tiago. Parece um zombie mas não é, é o nosso João!

 

 

Ainda tivemos tempo para espreitar o jardim, onde Torga passava horas infindas a cavar. O poeta era muito apegado à terra e à lavoura. A um canto do jardim, ainda se podem ver as casotas onde guardava os seus cães de caça.

 

Assim concluimos mais uma visita. Desejamos a todos os nossos sócios e familiares uma Páscoa muito feliz! Até breve!



publicado por CP às 18:56
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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