Sábado, 16 de Novembro de 2013

 

Alguém sabia que Coimbra possui a maior algoteca do Mundo? Alguém sabe o que é uma algoteca? Nós sabemos e explicamos: uma algoteca é uma coleção de algas e quem não sabia fica a saber que o Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra possui a maior coleção de microalgas de água doce do Mundo. A algoteca promove visitas guiadas para escolas e para o público em geral e nós, na sexta-feira, fomos lá, pois decidimos dar alguma atenção ao património natural. Agora, damos a conhecer o relato da nossa visita, recomendando a todos que não deixem de visitar este local.

 

 

  

 

Na Algoteca de Coimbra mantém-se a maior coleção de microalgas de água doce a nível mundial - cerca de 4000 estirpes diferentes, constituindo um recurso científico único de biodiversidade.Trata-se de uma matéria-prima cujas potencialidades em áreas tão diversas como saúde e farmacologia, energias alternativas, alimentação saudável ou biorremediação são impossíveis de estimar no presente. Por isso, as microalgas conservam-se para proteger a biodiversidade e para salvaguardar aplicações futuras que vão desde a produção de medicamentos e cosméticos até à produção de combustíveis! Já imaginaram conduzir um automóvel movido a microalgas?


 


Fomos recebidos pela Raquel, que começou por nos explicar o que é uma microalga. É fácil: contrariamente às macroalgas, que se veem a olho nu, as microalgas só se podem observar ao microscópio e são muito bonitas, com formas, cores e padrões muito diversificados, como pudemos observar nas imagens ampliadas no computador. As microalgas crescem em ambientes extremos, desde os climas rigorosos do Ártico até às zonas tropicais, desenvolvem-se em ambientes de água doce ou salgada, crescem nas paredes e em outras superfícies húmidas, e até se alojam nos pelos dos animais. Nós vimos umas fotografias muito curiosas de um urso polar com o pelo completamente esverdeado por causa das microalgas que se alojaram no interior dos pelos.




Depois de prestados estes esclarecimentos e de satisfeitas as muitas dúvidas e perguntas que os nossos curiosos membros sempre suscitam, passámos ao laboratório, onde conhecemos a Dr.ª Lilia Santos, a professora e investigadora responsável pela Algoteca. Aqui, estavam alguns microscópios preparados para observarmos algumas espécies de microalgas, pertencentes aos géneros Volvox, Chlorella, Crysocapsa, Arthrospira, Micrasterias Spirogyra. Hehe, lá nomes esquisitos têm estas microalgas!


  


Após as espreitadelas ao microscópio, entrámos na Algoteca propriamente dita. Ficámos impressionados. São duas salas com controlo de temperatura, humidade e luminosidade, onde se guardam milhares de tubos de ensaio, dispostos em prateleiras metálicas, tudo organizado, catalogado, etiquetado e numerado. Os preparados líquidos dos tubos de ensaio - uns maiores e outros mais pequenos - estão tapados (e não é para as microalgas não fugiram, como alguns disseram), sendo necessário, ciclicamente, renovar esses líquidos.

 

 

Esse trabalho compete a uma investigadora que, diariamente, procede a essa tarefa. Quando completa a manutenção de toda a coleção, e dada a quantidade de espécies aqui conservadas, é outra vez o momento de se empenhar nas primeiras espécies que cuidou!

A esmagadora maioria destas microalgas foram colhidas em Portugal. mas também há algumas espécies recolhidas por investigadores da Universidade de Coimbra em outros territórios, nomeadamente em África. Quando aí se deslocam em missões científicas, aproveitam para colher amostras de água com microalgas.

 

 

 

Depois de recebidas as colheitas, no laboratório, os técnicos encarregam-se de isolar as microalgas, identificá-las, catalogá-las e colocá-las na Algoteca. Para além do interesse científico, a Algoteca vende para as empresas amostras de exemplares para que estas desenvolvam os seus produtos. Quando se recebe um desses pedidos, é necessário reproduzir a microalga desejada a partir da amostra. Para esse efeito, há uma outra sala onde, em tubos de ensaio bem maiores, num preparado oxigenado, se reproduz a espécie desejada, conforme observamos nas imagens que se seguem.

 

 


Nota: para a redação deste texto foram utilizadas informações e transcritos excertos da página do facebook da Algoteca (http://www.facebook.com/AlgotecadeCoimbraACOI/info), bem como do endereço eletrónico gerido pelo Departamento de Ciências da Vida (http://acoi.ci.uc.pt/) 



publicado por CP às 11:09
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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