Sábado, 01 de Junho de 2013

 

A Feira do Livro de Coimbra abriu no dia 24 de maio, no Parque Verde do Mondego, e prolonga-se até ao dia 2 de junho. Ontem, contrariando uma arreliadora tradição, estava um belo dia de sol, pelo que decidimos visitá-la. Esta é já a 36ª edição da Feira do Livro de Coimbra que, depois de se ter realizado em vários espaços da cidade, parece que encontrou definitivamente, no Parque Verde, um excelente local  para se instalar.



Além dos livreiros e editores da cidade, marcaram igualmente presença na feira vários alfarrabistas, um pavilhão dos CTT, gráficas, a Imprensa Nacional - Casa da Moeda, bem como alguns pequenos comerciantes locais. Estiveram também presentes alguns grandes grupos editoriais. Estas feiras são sempre uma oportunidade para encontrar livros a preços especiais, bem como encontrar aquele livro que há já muito procurávamos e não encontrávamos nas estantes das livrarias. Ao longo dos dias do certame, há ainda várias ocasiões de contactar com estcritores em apresentações públicas e sessões de autógrafos.




Na tenda central decorrem, ao longo da semana, vários eventos com a participação de escolas da cidade. A nossa escola marcou presença no dia 27, com uma sessão de poesia declamada com acompanhamento musical, numa atividade programada em conjunto com o Conservatório Regional. Como, infelizmente, não pudemos estar nesse dia, assistimos a um número dos alunos do curso de Teatro do Colégio S. Teotónio.



Em simultâneo com a Feira do Livro, decorre, no vizinho Parque Dr. Manuel Braga, uma Feira do Artesanato. Claro que visitámos também esta exposição, mas antes, porque a doçaria também é património, não podíamos deixar de lançar uma vista de olhos aos pavilhões dos doces conventuais. Bom, em verdade, não foi só uma "vista de olhos"....



O manjar branco é um dos doces conventuais mais típicos da nossa cidade.  Durante muitos anos, esta receita deixou de se produzir, até que, há alguns anos atrás, foi recuperada e comercializada. O professor ainda lançou um desafio aos membros do clube: oferecia um prémio a quem adivinhasse o ingrediente principal utilizado na confeção deste doce. Todos tentaram, mas a verdade é que ninguém acertou. Este doce, também conhecido como "maminhas de freira"  (imaginem lá porquê!), tem origem no convento de Celas, onde as freiras se dedicavam à sua produção. É feito com farinha de arroz, leite, açúcar, raspas de laranja e ... peito de frango! Vejam lá, um doce feito com frango! É cozido em taças de barro vermelho e servido em discos de barro (que não se comem!). O Duarte Elvas e o João Aveiro provaram e gostaram!



Outro doce que mereceu a nossa atenção foram as queijadinhas de Pereira, não fosse o nosso amigo Dany um dos maiores divulgadores desta especialidade regional. A confeção destas queijadas está associada igualmente à fixação do Real Colégio das Ursulinas na vila de Pereira. Estes bolos já são referidos no tempo do rei D. Manuel I, no século XVI, e constituem na atualidade um dos mais importantes cartazes de promoção desta bela vila dos arredores de Coimbra.



Satisfeitos com esta experiência cultural bem doce, seguimos depois para a Feira do Artesanato, que se realiza pelo 12º ano no Parque da Cidade. Estão presentes expositores de praticamente todo o país. Os pavilhões são muitos e variados. Prestámos particular atenção aos ofícios artesanais, como os cesteiros, os latoeiros, as tecedeiras de Almalaguês, os ceramistas de Barcelos, um esteireiro ou um vidreiro.


 

 




publicado por CP às 11:53
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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