Sábado, 26 de Maio de 2012

 

Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho funciona no piso térreo do Departamento de Física da Universidade de Coimbra como centro de recursos para o ensino e aprendizagem das ciências e difusão da cultura científica.

O patrono deste centro é o professor Rómulo de Carvalho (1996-1997) que foi uma grande figura da ciência e divulgação científica no nosso país. Foi professor de Física, tendo lecionado inclusivamente no Liceu D. João III da nossa cidade, atual Escola Secundária José Falcão. Além de professor e cientista, foi ainda pedagogo, historiador da ciência e um poeta muito famoso, tendo adotado o pseudónimo de António Gedeão. Foi, em suma, uma das grandes personalidades da cultura portuguesa do século XX.

 

 

 

A visita foi, mais uma vez, preparada e organizada pela professora Ana, que já podemos considerar como uma amiga especial do nosso Clube, digamos mesmo uma sócia honorária. Agradecemos à professora Ana a oportunidade que nos concedeu, pois tenho a certeza que este dia ficará marcado na memória de muitos. Fomos recebidos pelo Orlando, um jovem estudante de Física da Universidade que nos conduziu pela sala de experiências.

 

 

 

A primeira reação quando vimos aquelas engenhocas montadas em cima das mesas foi de desconfiança. Mas, à medida que o Orlando nos foi explicando como é que aqueles equipamentos procuravam explicar cientificamente os mistérios da Física, tudo se foi tornando mais claro e cativante. Num momento inicial, o Orlando mostrou-nos como funciona uma barragem hidroelétrica! Nem mais, vimos como é que se produz energia elétrica a partir da força das águas e como é que essa energia é transportada através de cabos de alta tensão, iluminando as ruas e servindo para as mais variadas aplicações domésticas e industriais.

 

 

 

A experiência seguinte foi sobre a eletricidade estática. Assistimos a uma exemplificação sobre o modo como se acumula e como se liberta. No nosso quotidiano, somos por vezes confrontados com situações em que descargas de eletricidade estática produzem pequenos choques, como quando batemos com a porta de um automóvel. A fricção do chapa metálica do carro com o ar faz com que se acumule essa eletricidade que é depois libertada quando tocamos na porta, produzindo um choque arrepiante. Aprendemos a simular esse processo através de uma experiência conduzida pelo nosso monitor que acabou com alguns sócios a sofrer uns pequenos choques.

 

 

 

Depois, passámos a uma «máquina de fazer relâmpagos e trovões», salvo seja. Isto é, entendemos, através desta experiência exemplificada neste aparelho, como é que as cargas elétricas se acumulam e depois se libertam produzindo faíscas e pequenos estalidos. Daqui, seguimos para uma máquina assustadora que mais aterradora se tornou quando o Orlando pediu um voluntário. Inicialmente, ninguém se atreveu, a não ser o Tomás, que revelou ousadia e coragem suficientes. 

 

 

 

Tratava-se afinal de exemplificar como é que a eletricidade produzida por fricção passa através das mãos do Tomás para o seu corpo, fazendo com que os cabelos se levantassem, já que o nosso amigo estava com os pés sobre uma plataforma de esferovite e a corrente não passava para o solo. A experiência não correu tão bem como se esperava porque o nosso voluntário tinha penteado a cabeleira com gel, logo o efeito produzido não foi o desejado, mas chegou para que, no final e vendo que a experiência era segura, todos quisessem participar. Mas não havia tempo, pois havia outras experiências.

 

  

Um dos momentos altos da nossa visita foi a experiência sobre os supercondutores. Aprendemos que o arrefecimento destes materiais a temperaturas muito baixas graças à utilização de azoto líquido permite fazer levitar os corpos. Simulámos uma experiência que nos permite antever extraordinárias aplicações desta tecnologia no domínio dos transportes. Há já mesmo comboios, no Japão por exemplo, que utilizam a supercondutividade.

 

  

 

Após mais algumas experiências sobre o magnetismo, todas elas muito interessantes, verificámos que o tempo começava a escassear e tínhamos ainda que dar um pulo à biblioteca do centro. Foi então que nos despedimos do Orlando e fomos guiados pela Maria João que é a técnica superior responsável por este centro de recursos. Esta biblioteca, além do acervo bibliográfico especializado em assuntos científicos, possui uma importante componente multimédia, com computadores muito bons que permitem aceder a um portal dedicado à ciência e divulgação científica junto das crianças e jovens: o mocho.

 

 

 

Aqui explorámos os computadores e os livros, ficando a saber que esta biblioteca permite a requisição domiciliária  através da internet. Os livros requisitados podem ser enviados e devolvidos por correio, o que constitui uma grande comodidade. Fica aqui o desafio para os nossos futuros cientistas.



publicado por CP às 11:32
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