Sábado, 21 de Janeiro de 2012

 

Desta vez fomos ao Museu de Mineralogia e Geologia da Universidade, correspondendo a um desejo já antigo de alguns sócios do Clube do Património. O museu situa-se numa ala do antigo colégio dos Jesuítas, defronte do Museu da Ciência e partilhando o edifício com o Museu de Zoologia que nós já visitámos. O Museu de História Natural foi aqui instalado pelo marquês de Pombal na sequência da reforma da Universidade de 1772 e depois de expulsos os jesuítas. Destinava-se ao estudo experimental das ciências naturais e compreendia várias secções, sendo esta uma das que, em 1885, se viria a autonomizar.

 

 

 

Para chegar à Alta de Coimbra, onde fica o Museu, há dois caminhos possíveis: um fácil e direto e outro difícil. Nós preferimos o caminho mais difícil e por isso enganámo-nos no autocarro e, em vez da Alta, fomos ter à Baixa. Tivemos, portanto, que subir o Quebra Costas. Claro que recordámos uma das nossas primeiras visitas, e um dos nossos primeiros enganos de autocarro, quando o nosso amigo João Tiago teve que subir este calvário, desde a porta de Almedina até ao cimo do monte, com uma pesadíssima mochila às costas. Como podem ver pela fotografia, tudo correu bem, parámos apenas uns instantes no largo da Sé Velha para tomar fôlego. A professora Conceição, nesse dia, já não precisou de ir ao ginásio! {#emotions_dlg.blink} 

 

 

 

Chegados ao Museu, fomos recebidos pela Telma, uma simpática estudante de Geologia que nos guiou nesta visita. Reunidos no átrio, começámos o nosso percurso no corredor de acesso à sala Bernardino Machado e Gonçalves Guimarães. Neste corredor, estão expostos fósseis que ilustram as várias etapas da vida na Terra, desde há 600 milhões de anos! Claro que a história geológica do planeta é muito mais antiga, mas para nós é já tão difícil imaginar esta escala geológica do tempo, que o melhor é ficarmos pelos 600 milhões!

 

 

 

Esta secção é muito didática e interessante, destacando-se algumas peças como esta amonite cortada ao meio para melhor exemplificar o processo de fossilização. Este corredor dá acesso a uma sala que homenageia dois antigos cientistas da Universidade de Coimbra: Bernardino Machado e Gonçalves Guimarães.

 

 

 

Bernardino Machado já nós conhecíamos, quer porque falámos dele quando visitámos o museu de Antropologia, quer porque foi um importante político republicano que chegou mesmo à presidência da República. Quanto a Gonçalves Guimarães, era natural de Tavira e foi professor catedrático e diretor deste gabinete de mineralogia e geologia, na segunda metade do séc. XIX.

 

 

 

Nesta sala, exibem-se amostras geológicas do território nacional, com o objetivo de demonstrar a extrema variedade do nosso património geológico que, apesar de não ser em quantidade que justifique a sua exploração económica, é muito rico e diversificado, revestindo-se pois de grande interesse científico.

 

 

 

Na sala contígua, mostram-se os fósseis achados no território continental. É a secção de paleontologia. A paleontologia é justamente a ciência que estuda os fósseis. Além das amonites, que estão abundamente representadas, destacamos, pela sua raridade e estado de conservação, o fóssil de uma tartaruga achada em Aveiro e cujo nome científico é rosasia soutoi:

 

 

No final deste percurso, acedemos a uma sala dedicada aos fósseis achados em todo o mundo e que fazem parte do espólio paleontológico do museu. Aqui, o que mais chamou a nossa atenção foi um conjunto de dentes de mamute fossilizados:

 

 

 continua .... 



publicado por CP às 11:51
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
mais sobre mim
Janeiro 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
13
14

15
16
17
18
19
20

22
23
25
26
27

29
30
31


pesquisar neste blog
 
blogs SAPO