Sábado, 26 de Novembro de 2011

 

Na sexta-feira, fomos à Casa das Caldeiras para visitar a exposição “My Choice”, uma seleção de obras de arte da coleção do  British Council, feita por Paula Rego. Esta exposição, constituída por 72 trabalhos de variados artistas, foi organizada pelo pintor António Olaio e pelo fotógrafo José Maçãs de Carvalho, dois importantes artistas plásticos da nossa cidade, e estará aberta ao público até 19 de fevereiro de 2012, pelo que podem desafiar os vossos pais para uma visita.

 

 

Começámos por admirar o exterior do edifício onde em tempos funcionaram as caldeiras do antigo Hospital da Universidade de Coimbra. O edifício, depois de abandonado, foi objeto de uma intervenção dos arquitetos João Mendes Ribeiro e Cristina Guedes que tem sido muito elogiada. Admirámos especialmente o modo como os projetistas articularam a casa antiga com um acrescento moderno na parte traseira, erguido sobre um plano vertical.

 

A exposição está patente na antiga sala onde se armazenava o carvão necessário à laboração das caldeiras.

 

 

Paula Rego é uma celebrada artista portuguesa, nascida em 1935 e há muito a residir em Londres. No corredor de acesso à sala do carvão, pudemos apreciar quatro gravuras da pintora, ainda que não fizessem parte da exposição.

 

 

No interior, tivemos que vencer alguns preconceitos relativamente à arte contemporânea. A nossa primeira reação é de surpresa e até alguma indignação. Achámos aquilo feio, tecnicamente infantil e sem piada nenhuma. É natural que tenhamos dispensado maior atenção aos desenhos  figurativos, nomeadamente aqueles retratos onde a técnica dos artistas produz representações que muito se aproximam dos modelos reais, como esta água forte que cativou a preferência do João Tiago.

 

Auto retrato em água forte do artista Raymond Ray Jones (1886 − 1942)

 

 

 

O João Tiago gostou particularmente desse auto retrato, ao passo que o Raúl se concentrou na litografia do escultor francês Auguste Rodin, da autoria do pintor William Nicholson, datada de 1905. Esta ala de retratos mais clássicos, digamos assim, foi a que mereceu, numa fase inicial , o favoritismo dos nossos visitantes.

 

 

No entanto, após algumas conversas e depois de um olhar mais atento e uma maior abertura de espírito, lá tentámos dialogar com os artistas. O João Aveiro deixou-se envolver pelas fotografias retocadas de cor de Madame Yevonde (1893 - 1975). É interessante analisar as cores, as formas, a composição e, a partir dos títulos, deixarmos os olhos conduzir a mente no diálogo com a obra de arte. O João intrigou-se particularmente com uma obra intitulada «O Leão Bondoso».

 

 

Pudemos ainda ver trabalhos de alguns importantes artistas britânicos como David Hockney, nascido em 1937, Lucian Freud, recentemente falecido (Julho de 2011),  ou Victor Willing (1928 - 1988), que foi casado com Paula Rego.

 



publicado por CP às 22:33
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