Sábado, 05 de Novembro de 2011

 

Esta semana, o Clube do Património foi ao Diário de Coimbra. O jornal, que se assume como republicano e regionalista, é o mais representativo jornal da nossa cidade e da nossa região e um dos mais importantes órgãos da imprensa regional do nosso país. O Diário de Coimbra foi fundado em 1930 por Adriano Lucas. 

 

 

 

Fomos amavelmente recebidos pela D. Rosette Marques que nos guiou pelas instalações do jornal, iniciando a nossa visita pela sala da redação. Não entrámos para não incomodar os jornalistas, pois estavam todos muito atarefados a redigir as notícias para a edição do dia seguinte. Por isso, seguimos para uma sala de reuniões, onde a nossa guia nos contou a história do Diário de Coimbra.


 

 

Inicialmente, o jornal situava-se na rua da Sofia. As instalações ainda lá estão. No entanto, é na rua Adriano Lucas, na zona industrial de Eiras, que se concentram, desde há uns anos, todos os serviços e departamentos do grupo empresarial do jornal, desde a redação, os armazéns, a indústria gráfica e os serviços de administração e publicidade. A empresa é propriedade do Grupo Editorial Adriano Lucas, que inclui, além  do Diário de Coimbra, o Diário de Aveiro, o Diário de Leiria e o Diário de Viseu.

 

 

Depois, aprendemos como se faz o jornal. Desde os contactos com as fontes e o trabalho de investigação jornalística, até à redação da notícia. O David interessou-se muito pelos aspetos da gestão e administração da empresa e colocou questões muito pertinentes sobre o momento atual de crise económica e o modo como o Diário de Coimbra enfrenta a situação. Aproveitámos esta pergunta do David e conversámos mais um pouco sobre o financiamento do jornal. A distribuição, as vendas, as assinaturas e a publicidade, sobre tudo isto nós conversámos, e até sobre as palavras cruzadas.

 

 

Seguimos para a oficina de impressão, passando pelo armazém onde se guardam os diversos materiais da tipografia. Vimos os trabalhadores a separarem os jornais, a empilhá-los e a prepararem-nos para a distribuição. Devemos lembrar que nestas oficinas gráficas se imprimem outros jornais e outros trabalhos gráficos, além da impressão do Diário de Coimbra.

 

 

Na sala de pré-impressão, assistimos ao processo de composição das chapas de impressão. Uma máquina muito sofisticada imprime a laser, numa chapa de alumínio, uma matriz de quatro páginas do jornal, já devidamente formatadas, e que servirá para imprimir o jornal no papel.

 

 

Ficámos encantados! Afinal, estávamos a assistir ao "nascimento" do jornal do dia seguinte! A D. Rosette e o técnico responsável por esta secção explicaram-nos todos os pormenores do processo de composição e montagem do jornal até chegar aqui. Cada uma destas chapas de pré-impressão demora cerca de 3 minutos a fazer, e um pouco mais se for para uma página a cores, pois, neste caso, são necessárias várias chapas.

 

 

Um pormenor muito importante prende-se com o facto de todo este processo, apesar de usar produtos químicos muito tóxicos, ser completamente «amigo do ambiente», pois houve o cuidado de montar um circuito fechado de modo a que a água seja reciclada e os líquidos não sejam conduzidos para os esgotos públicos, mas sim recolhidos e enviados para locais especializados no seu tratamento.

 

 

Finalmente, passámos à sala de impressão. Aqui, as chapas de alumínio são colocadas nas rotativas que imprimem nuns enormes rolos de papel as notícias fresquinhas. Ficámos surpreendidos com o tamanho destes rolos de papel. No final daquela linha de impressão, a máquina apresenta-nos o jornal impresso, com as páginas já cortadas e devidamente dobradas, pronto a ser embalado e distribuído para as bancas onde o podemos comprar para saber as notícias do dia.

 



publicado por CP às 08:25
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
mais sobre mim
Novembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18

20
21
22
23
24
25

27
28
29
30


pesquisar neste blog
 
blogs SAPO