Sábado, 08 de Outubro de 2011

O dia 7 de outubro é o dia nacional dos castelos e, por isso, decidimos assinalá-lo com uma visita à torre de Almedina para conhecer o que resta do castelo e da muralha medievais de Coimbra. No entanto, lembremos em primeiro lugar a chegada de um novo sócio: o João Aveiro.

 

Antes de relatarmos a nossa visita, convidamos os nossos visitantes a verem um pequeno video realizado pela esectv sobre este centro interpretativo da cidade muralhada:

Fomos recebidos pelo senhor Fernando Vasconcelos que nos contou, com grande entusiasmo, a história da cidade de Coimbra desde o tempo dos romanos até à atualidade. Agradecemos ao nosso guia e anfitrião a amabilidade com que nos recebeu e os muitos ensinamentos que nos transmitiu. Ficámos a saber mais sobre a cidade.
O castelo e as muralhas de Coimbra constituiram um sistema defensivo que, sendo iniciado por D. Afonso Henriques aproveitando traçados e estruturas anteriores, ficou praticamente terminado no tempo do seu filho e sucessor D. Sancho I. O esquema abaixo, retirado de um panfleto interpretativo que nos foi oferecido, mostra o traçado medieval da muralha de Coimbra.
Coimbra foi, nesses tempos iniciais da nacionalidade, a capital política do reino. Durante séculos, a muralha e o castelo não sofreram intervenções significativas. As transformações profundas começaram no tempo do Marquês de Pombal que, em 1772, ordenou a demolição de alguns troços da muralha, bem como do castelo, localizado próximo do atual edifício das Matemáticas. O objetivo era edificar um observatório astronómico, projeto que nunca chegou a concretizar-se. No séc. XX, no tempo do Estado Novo, uma nova fase reformadora levou a uma intervenção profunda no núcleo histórico da Alta e à destruição de muitos edifícios para a construção da moderna cidade universitária.
A torre de Almedina foi, até ao século XIX, a sede da vereação municipal e do tribunal de Coimbra. Por isso, era frequentemente designada como  torre da relação, torre da vereação ou torre da câmara, por aqui ter funcionado a câmara municipal até à construção do atual edifício junto ao mosteiro de Santa Cruz.
Ao passarmos sob a torre de Almedina, olhando para cima, avistamos duas aberturas. São os matacães, através dos quais se lançavam sobre os atacantes pedras ou líquidos a ferver, tentando assim impedir que se aproximassem das portas.
Matacães (vista exterior)
Matacães (vista do interior da torre)
(continua)


publicado por CP às 09:25
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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