Sexta-feira, 31 de Março de 2017

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   Esta semana regressámos ao Exploratório para visitar uma divertida e muito educativa exposição sobre.... pintainhos! Isso mesmo, pintainhos! Esta mostra intitula-se «Sair da Casca» e pretende dar a conhecer o processo de nascimento dos pintos. O seu desenvolvimento embrionário demora cerca de 21 dias, após o que os pintainhos estão prontos para Sair da Casca!

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   Claro que foi uma enorme emoção para todos, ninguém consegue resistir a estes simpáticos bichinhos e, mal chegámos ao Exploratório, logo nos precipitámos na direção da «maternidade» onde, de um lado, estavam uns ovos a chocar sob o calor fornecido por uma lâmpada de infravernelhos que substituía o calor da galinha. Ao lado, estavam uns pintainhos já nascidos, com poucos dias, em diferentes fases de crescimento.

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   Depois de algumas explicações dadas pelas nossas guias, quando nos convidaram a segurar entre as mãos os pequenos bicharocos, não conseguimos conter a emoção! Todos nos emocionámos com a experiência de apertar entre os dedos aqueles animais tão frágeis e com uma penugem tão macia! Tanto mais quanto, à exceção da Constança que vive numa quinta onde priva com imensos animais, a maior parte de nós vive na cidade onde, neste ambiente urbano, é raro senão impossível este contacto tão próximo com os animais.

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  À medida que íamos experimentando estas sensações inesquecíveis, lá fomos aprendendo alguma coisa sobre ovos, galinhas, pintainhos, óvulos, galos e outras coisas parecidas! Assim, quando uma galinha põe um ovo, este tem uma temperatura próxima dos 40º C. O ovo de galinha tem cerca de 4,5 cm de diâmetro, o que se pode considerar um tamanho médio, pois o ovo mais pequeno é o do beija-flor, com apenas 1 cm, sendo o da avestruz o maior, rondando os 20 cm.

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   Desde que é fertilizado, o ovo de galinha demora 21 dias até ao nascimento do pinto. A casca do ovo, que terá que ser perfurada pelo bico do pintainho a partir do interior, sendo para o efeito dotado de uma espécie de capa dura e reforçada no seu frágil bico, é muito resistente, sendo composta principalmente por carbonato de sódio. 

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   Uma galinha normal põe, em média, 300 a 325 ovos por ano. A cor da gema depende da dieta da galinha. Se a ração tiver predominante trigo, a gema será mais clara. Se a farinha tiver na sua composição mais milho, então a gema será de um amarelo mais escuro.

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   Os ovos são alimentos muito saudáveis, pois conservam os músculos fortes, ajudam o funcionamento do cérebro e da memória, bem como auxiliam o corpo a produzir energia. Além disso, também ajudam ao bom funcionamento do sistema imunitário e contribuem para uma visão com boa acuidade. Toca a comer ovos!

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   Os ovos fornecem igualmente vários tipos de vitaminas e minerais, proteínas de qualidade, gorduras não saturadas e antioxidantes. Em termos nutritivos são um alimento que somente é ultrapassado pelo leite materno, devendo fazer parte de uma dieta saudável. Vai mais um ovo? Cozido, escalfado, estrelado, mexido, em omelete, gemada ou até cru, são imensas as maneiras de os cozinhar.

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   De seguida, subimos até ao auditório para assistirmos à projeção de um filme interessantíssimo sobre o processo de gestação do pintainho, desde a fecundação até ao nascimento.

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   Igualmente divertido foi observar uma série de ovos através de um ovoscópio. Trata-se de um aparelho que emite uma luz intensa que se faz incidir na base do ovo de modo a que se torna possível observar o que se encontra no seu interior. Deste modo, podemos espreitar os pintainhos nas diferentes fases da gestação.

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   Por fim, já no laboratório, passámos à parte prática, realizando um conjunto de experiências. Em primeiro lugar, fizemos "autópsias" aos ovos, quer dizer, cada grupo partiu um ovo, ainda não fertiçizado, pelo que não "assassinámos" nenhum pintainho, e dividimos os óvulos (é assim que se devem designar) nos seus sete constituintes! Depois, realizámos a experiência mais divertida, a dos ovos saltitantes! Os óvulos foram previamente colocados numa imersão de vinagre. Desse modo, o ácido corroeu a casca e o que ficou parece uma bola de boracha que inclusivamente saltita quanda largada no tampo da mesa!

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   O último momento da nossa visita tinha como objetivo testar a resistência da estrutura do ovo. Para isso, colocámos o ovo numa prensa, colocando sobre a plataforma superior um conjunto de pesos, para verificar qual era o ponto de rutura. Querem acreditar que foram quase 5 Kg?

 

 Para a redação deste texto foram utilizadas as informações escritas nos diversos painéis que acompanhavam a exposição.



publicado por CP às 21:03
Quinta-feira, 30 de Março de 2017

A mãe do Tomás enviou-nos uma fotografia da visita à capela de Santa Comba. É uma bela recordação. Obrigado!

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publicado por CP às 20:22
Sexta-feira, 24 de Março de 2017

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   A capela de Santa Comba é um dos mais antigos e esquecidos monumentos de Coimbra. Está em avançado estado de degradação e quase ninguém sabe onde se situa. Não é o nosso caso, aqui no Clube do Património, pois em maio de 2013 fizemos aqui uma visita. Basta seguir esta ligação e ler o nosso relato. Não é o caso também da arqueóloga Sónia Filipe, a mãe do nosso Tomás que, muito amavelmente, nos conduziu neste regresso ao recinto do Polo III, junto aos Hospitais da Universidade.

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   A capela foi implantada em tempos muito antigos, pelo menos no séc. XI, nesta zona muito afastada da cidade de Coimbra. Hoje, é muito difícil imaginar a paisagem original, pois tudo está cercado de prédios e estradas. No entanto, com algum esforço, podemos imaginar a excelente exposição deste local, rodeado de oliveiras e com vistas a perder no horizonte.

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   A mãe do Tomás ofereceu-nos uma pagela com uma fotografia de uma escultura de Santa Comba, exposta no Museu Machado de Castro, atribuída à escola de escultura do Mestre Pêro. Outra pagela contava a lenda desta santa Virginis et martir, como refere uma inscrição à entrada, isto é, virgem e mártir. A Inês leu a história que reproduzimos de seguida, recordando que são várias as lendas que se contam.

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   Comba era uma menina rica, filha de uma família ilustre nos tempos da dominação árabe. Como era costume na época, foi educada por uma ama, que a iniciou na fé cristã. É necessário recordar que Coimbra era uma cidade moçárabe, situada na zona de fronteira entre o norte cristão e o sul islâmico, pelo que aqui conviviam comunidades  com tradições religiosas diferentes. O pai de Comba não gostou e, com o passar dos anos, tornando-se a menina numa bela donzela, foi necessário casá-la. Não tardou, um príncipe mouro apaixonou-se por ela, sendo acordado o casamento. Comba recusou, considerando-se noiva de Cristo e desejando preservar a sua virgindade.

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    Ninguém compreendeu a sua recusa e Comba viu-se forçada a fugir para fora de portas, para aqui, para esta zona, muito afastada da cidade, com boas águas e denso matagal. O príncipe procurou-a, acabando por encontrá-la numa gruta. Persistindo na recusa do casamento, Comba - nome que vem de colomba, que em latim significa pomba - foi açoitada e morta junto ao tronco de uma oliveira, sendo o seu corpo sepultado neste local. Mais tarde, a população encontrará o cadáver e, junto a ele, uma nascente de águas límpidas, fonte que ainda hoje existe nas proximidades e que até há bem pouco tempo conservava uma escultura antiga que foi roubada.

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    Da capela original já quase nada resta, pois foram muitos os acrescentos e os danos. Ao longo dos tempos, a capela foi muito transformada, foram vários os donos e as utilizações, servindo inclusivamente como palheiro. Os azulejos, datados do séc. XVI, foram roubados e recolocados em casas e jardins de gente importante da nossa cidade! Longe iam os tempos da devoção e das romarias. A fotografia que reproduzimos abaixo, retirada da página do facebook de um grupo dinamizado pela nossa guia e que se dedica à preservação da memória e recuperação da capela, mostra como era no séc. XIX.

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   No interior, para evitar mais saques, conservam-se as colunas que, outrora, sustentavam um telheiro, conforme se observa na fotografia. No interior, visitámos a parte mais curiosa, rara e preservada da capela, a cripta, onde se julga que terão sido depositados os restos mortais da mártir, antes de serem, no século XII, levados para a antiga igreja de Santa Justa, já desparecida, localizada no atual Terreiro da Erva. Mais tarde, as ossadas da santa foram trasladadas para a igreja de S. João das Donas, atual café de Santa Cruz, e só no século XIII são depositadas na igreja de Santa Cruz, onde hoje se conservavam numa pequena e discreta urna.

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   Os pais do Tomás recriaram-nos um cenário muito propício, pois iluminaram tudo com velas, tentando reproduzir o ambiente medieval, e colocaram mesmo uma réplica da escultura de Santa Comba, impressa em cartão a partir de uma fotografia, no altar construído sobre a cripta. Esta mostra sinais de vandalização, pois foi profanada, sendo quebradas as lages da cobertura, apesar de nada se encontrar no local. Descer à cripta foi uma experiência emocionante, pois é um espaço muito exíguo, subterrâneo e que, apesar dos estragos, conserva uma memória muito forte dos tempos remotos em que foi alvo de peregrinações e profunda devoção.

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   Nas paredes conservam-se ainda inscrições a lápis de peregrinos que assinalam com rabiscos, ainda legíveis, a sua passagem por esta ermida.

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   Regressados ao piso térreo, a Sónia mostrou-nos algumas fotografias da capela, bem como dos trabalhos de prospeção, os estudos e as atividades já desenvolvidos, desde que a Universidade de Coimbra adquiriu estes terrenos para aqui instalar os edifícios das Faculdades de Medicina e de Farmácia, bem como outras infraestruturas de apoio aos estudantes, sendo que a recuperação deste monumento é uma prioridade. O pai do Tomás contou-nos como se processam os trabalhos de prospeção com uma geringonça que permite ver o que está enterrado no solo, permitindo assim orientar a escavação.

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   Demos ainda uma volta pelo exterior para constatar como se observam ainda algums frestas, bem como vestígios de outras aberturas e que foram tapadas com a construção de uma dupla parede interior. Aos arqueólogos compete "ler" estes sinais com o objetivo de estabelecer limites da reconstrução e restauro.

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   Muitas coisas mais foram ditas. Porém, este texto já vai longo. Resta-nos convidar todos os nossos leitores a visitar esta ignorada ermida, bem como a participar nas festividades que, todos os anos, no dia 20 de julho, são organizadas para manter vivas as tradições deste local.



publicado por CP às 22:42
Sexta-feira, 17 de Março de 2017

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   Inaugurou na Sala da Cidade uma exposição intitulada 700+25 Arquitectura na UniverCidade. O título precisa de alguma explicação, pois refere-se à comemoração dos 725 anos da Universidade de Coimbra e ao 25º aniversário da criação do Departamento de Arquitetura (DARQ). Com esta exposição - com a curadoria  de Désirée Pedro, José António Bandeirinha e Nuno Grande - pretende-se assinalar, para além destas efemérides, as muitas obras que marcaram o perfil da cidade nas últimas décadas e que se deveram ao traço de importantes arquitetos, sendo que muitas dessas foram encomendadas pela Universidade para os seus novos pólo, para os Institutos de investigação associados e para residências de estudantes. 

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   O lugar central da exposição é uma enorme maqueta da cidade colocada numa grande mesa. A toda a volta, dispunham-se uma série de dossiês alusivos aos diversos empreendimentos, como por exemplo, os edifícios dos diversos departamentos de engenharia, no pólo II, ou os do pólo das ciências da saúde, bem como o Instituto Pedro Nunes, o Museu da Ciência, ou as residências de estudantes espalhadas pela cidade.

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   Além destes trabalhos, destaque ainda para outras obras encomendadas pelo município, como a Casa da Escrita, o Convento de S. Francisco ou o Centro de Artes Visuais (CAV). O Pavilhão Centro de Portugal, que visitámos recentemente, tal como o Parque Verde do Mondego com a ponte pedonal Pedro e Inês. Bem vistas as coisas, são muitas e de excelente qualidade as intervenções arquitetónicas em Coimbra nas últimas décadas. Talvez sejam é pouco reconhecidas, sendo importante visitar e valorizar essas construções.

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   São muitos e muito afamados os arquitetos portugueses contemporâneos que deixaram a sua marca na nossa cidade. Qualquer listagem deve começar pelo arq. Fernando Távora, um dos nomes mais marcantes da arquitetura portuguesa do último século, responsável pelo arranjo da Praça 8 de maio, entre outras obras, e que exerceu uma enorme influência em muitas gerações de arquitetos, pois que se destacou pela sua brilhante carreira académica, no Porto e em Coimbra.

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   Refiram-se então os nomes de Gonçalo Byrne, João Mendes Ribeiro, Aires Mateus e Francisco Mateus, Carrilho da Graça, Siza Vieira e Souto Moura, ou Manuel Tainha, entre outros. vale a pena partir à procura das suas obras na nossa cidade. Visitar esta exposição, patente até ao dia 22 de abril, é uma boa maneira de iniciar esse itinerário de descoberta.

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publicado por CP às 21:11
Sexta-feira, 10 de Março de 2017

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   Após uma semana de interrupção por causa das visitas de estudo do Dia do Agrupamento, regressámos aos nossos passeios semanais, contando com um novo sócio, o Heitor, que foi muito bem recebido, adaptando-se tão bem que até parecia que já cá andava desde o início do ano letivo. Desta vez, fomos até ao Exploratório, no Parque Verde. Saímos do autocarro e atravessámos a ponte pedonal, estava um dia tão quente que nem parecia inverno, de maneira que o caminho custou um bocado, pois ainda não estamos habituados a este calor que, embora agradável, é muito estranho!

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   O nosso objetivo era o Hemispherium, uma sala de cinema muito especial, pois os filmes são projetados no teto em forma de cúpula, a 360º,  e nós assistimos deitados nuns pufes muito confortáveis, sendo mesmo necessária alguma cautela para não adormecermos quando a sala é escurecida.

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   O filme que fomos ver, produzido pela Universidade de Granada, em Espanha, intitula-se O Universo de M. C. Escher. Em aproximadamente meia hora, o filme retrata a vida e obra de Mauritz Cornelis Escher, um artista holand~es nascido em 1898 e falecido em 1972. Este artista é bastante original, destacando-se, entre outros aspetos, pela relação estreita entre a arte e a ciência.

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    Escher estudou artes gráficas, mas nunca escondeu o seu interesse pela matemática, geometria, astronomia e a ciência de uma maneira geral. Os seus desenhos refletem estes interesses e são muito famosos pela representação de espaços e construções impossíveis. O artista explora a repetição de figuras, recorrendo a técnicas de translação e rotação de imagens obtidas a partir de formas geométricas básicas, como o quadrado, o triângulo equilátero ou o losango. Depois de produzir figuras estilizadas a partir do recorte dessass formas, desdobra-os inúmeras vezes,  obtendo padrões muito bonitos e enigmáticos.

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   O artista holandês despertou para este processo depois de uma visita ao Alhambra de Granada. Aí, os arabescos decorativos dos azulejos e dos estuques desse magnífico palácio impressionaram Escher, levando-o a explorar esse processo de obter simetrias geométricas e padrões repetitivos.

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   Como sabem, a religião muçulmano não permite a representação figurativa, mas isso não impediu M. C. Escher de desenvolver os seus padrões a partir de imagens de lagartos, peixes, aves e figuras humanas.

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   Ainda que o artista não tenha desenvolvido estudos académicos na área da matemática, manteve contacto muito estreito com alguns cientistas seus contemporâneos, lendo e discutindo as mais recentes conquistas do conhecimento nesses domínios, interessando-se especialmente pela Teoria da Relatividade. os seus trabalhos gráficos refletem esses estudos, essas preocupações e conhecimentos.

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    Depois de assistirmos ao filme, ainda nos divertimos com os quebra-cabeças que a equipa do Exploratório produziu a partir dos padrões de Escher. Não foi muito difícil de os encaixar de modo a produzirmos belos padrões, replicando as técnicas de Escher. Mas, mesmo assim, foi muito divertido, foi uma excelente maneira de concluir a nossa visita.

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publicado por CP às 23:18
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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