Sexta-feira, 29 de Abril de 2016

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Já uma vez, há muitos meses atrás, efetuámos um percurso pela cidade com o intuito de dar a conhecer alguns objetos artísticos que, por estarem colocados em sítios menos movimentados ou até no interior de edifícios, são pouco conhecidos da generalidade dos cidadãos. Por essa razão, chamámos a esse itinerário Arte Escondida. Podem recordar esse passeio seguindo a hiperligação. O nosso Clube já sofreu uma grande renovação, mas alguns ainda por cá andam: o Salvador, a Maria, a Camila, a Joana, a Ana e o André sportinguista. Divirtam-se comparando as fotografias então tiradas com as atuais e vejam como cresceram! 

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   Nessa altura prometemos continuar a desvendar outras obras de arte "escondidas", por isso, organizámos este passeio para conhecer duas esculturas de João Cutileiro no átrio de entrada da Escola Superior de Educação (ESEC) e uma tapeçaria de Rogério Ribeiro na sala dos Conselhos do edifício das Matemáticas.  Tínhamos ainda em mente visitar uma escultura alegórica do escultor Martins Correia na estufa fria do Jardim Botânico, no entanto, devido a obras que neste momento decorrem, não nos foi possível cumprir este último desejo. 

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   João Cutileiro nasceu em 1937 e é um dos mais importantes escultores do séc. XX. Ganhou grande notoriedade em 1973 quando, em Lagos, realizou uma estátua do rei D. Sebastião. Essa obra causou um enorme escândalo pois rompia frontalmente com a norma e o estilo que o regime do Estado Novo, durante décadas, consagrou como uma estética oficial. O modelo dessa corrente artística foi uma obra da autoria do escultor Francisco Franco, no Funchal, representando o descobridor João Gonçalves Zarco (figura da esquerda). Por isso, essa corrente ficou conhecida como zarquismo e tem na nossa cidade dois bons exemplares: o D. João III no Pátio das Escolas e o D. Dinis do mesmo escultor (figura da direita), colocada no cimo das Escadas Monumentais, no Largo D. Dinis.

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   Este estilo escultórico caracteriza-se por representar personagens históricas mitificadas pela propaganda oficial, como modelos de poder e autoridade. As figuras são colocadas sobre enormes pedestais e exibem um olhar determinado, um corpo robusto, um aspeto maciço e sólido, ao mesmo tempo que ostentam símbolos que transmitem a ideia de um poder forte e incontestado, como a espada, o ceptro ou a coroa régia. Se comparares estas obras com o D. Sebastião de Lagos, da autoria de Cutileiro, podes assinalar o contraste e perceber as razões do escândalo que esta obra causou.

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  Desde logo, D. Sebastião foi um derrotado, ele foi o responsável pela maior derrota de sempre da História de Portugal. Em poucas horas, no dia 4 de agosto de 1578, cairam milhares de soldados, incluindo o próprio rei, em Alcácer-Quibir, no Norte de África. Não te parece estranho comemorar um derrotado? Na verdade, há uma crítica implícita à guerra colonial, pois no ano de 1973, quando foi inaugurada a estátua, a guerra também se arrastava em África, em Angola, na Guiné e Moçambique. Sem um fim à vista, milhares de jovens eram enviados para um combate sem sentido. Não deixa de ser significativo que esta escultura tenha sido inaugurada um ano antes da revolução de 1974. De certo modo, Cutileiro anuncia a Revolução. Repara bem que não há pedestal, D. Sebastião tem um olhar infantil e meio apatetado, o corpo não é robusto, antes parece um boneco articulado e, em vez de símbolos de autoridade e poder, o rei Desejado tem aos pés um capacete de astronauta, como se ele próprio se declarasse um lunático. É um anti-Zarco, como escreveu o historiador José-Augusto França. Percebes agora a razão do escândalo causado? 

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  Passada a polémica, e já em Democracia, João Cutileiro alcançou um enorme sucesso. Os seus trabalhos são muito apreciados e o seu estilo facilmente reconhecível. O mármore polido e delicado apresenta um aspeto macio e suave. As peças articulam formas muito sugestivas e sensuais com o colorido natural da rocha a ser aproveitado pelo escultor. As suas figuras femininas são muito admiradas, bem como a representação de figuras históricas. No entanto, Cutileiro foi sempre um artista polémico. Uma obra em particular causou enorme discussão, mas hoje já foi adotada pelos lisboetas e por todos os visitantes da capital. Trata-se do monumento ao 25 de abril, no cimo do Parque Eduardo VII. Em vez de um heroi individual, Cutileiro celebra um feito coletivo, recuperando a simbologia dos antigos menires fálicos, do tempo do neolítico. 

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   Em 1999, a ESEC organizou uma exposição sobre Cutileiro que expôs um conjunto de desenhos, juntamente com algumas esculturas selecionadas, tendo duas sido adquiridas por esta escola. Deve dizer-se que estas peças tinham estado anteriormente numa mostra comemorativa da 1ª Presidência Portuguesa da União Europeia e a Vitória Negra era o cartaz dessa mesma exposição.

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   Vitória Negra e Vitória Rosa, ambas visitáveis no átrio da ESEC, integram um conjunto de três esculturas com a mesma temática. Uma terceira terá sido adquirida pela Porto Editora. Na exposição que marcou esta aquisição, o poeta Manuel Alegre escreveu o poema que ainda hoje pode ser visto e lido num placar pendurado numa das janelas da Escola.

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   Existe ainda uma réplica em miniatura de Vitória Negra, exposta junto dos gabinetes da Presidência que Cutileiro fez a pedido da escola. Quem quiser conhecer outro trabalho de João Cutileiro na nossa cidade, pode visitar o átrio do hotel da Quinta das Lágrimas, onde está uma escultura da Inês de Castro sentada no trono de rainha.

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   Depois desta primeira etapa do nosso passeio de hoje, agradecemos à direção da ESEC a hospitalidade e toda a informação prestada.  De seguida, apanhámos o autocarro e dirigimo-nos para o edifício das Matemáticas. Aqui, o objetivo era conhecer uma enorme tapeçaria com mais de 5 metros de largura. Está colocada na Sala dos Conselhos e foi executada a partir de um desenho da autoria de Rogério Ribeiro numa fábrica de Manufatura de Tapeçarias de Portalegre (MTP).

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   A obra representa o Homem como centro do Universo, lembrando o famoso Homem de Vitrúvio de Leonardo da Vinci. Aos pés da figura humana, podemos observar um mocho, símbolo da sabedoria. O fundo preto realça as cores, as formas e as manchas, dando uma sensação de agitação e movimento que se vai diluindo à medida que se afastam da figura central. Esta obra é considerada pelo Professor Pedro Dias, catedrático de História da Arte da Faculdade de Letras, uma das 100 mais belas obras de arte da nossa cidade. Todavia, e apesar disso, desconhecida de quase todos.

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Para a redação deste relato, servimo-nos das informações prestadas pela Professora Doutora Joana Fernandes  mãe da Joana Marta, bem como da consulta do livro de Pedro Dias, 100 obras de arte de Coimbra (Fundação Bissaya Barreto; 2008; p. 200).



publicado por CP às 16:19
Sexta-feira, 22 de Abril de 2016

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Ana Hatherly morreu em agosto do ano passado, com 86 anos. Por isso, de certo modo, esta exposição promovida na sua sede da rua Castro Matoso pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra é uma espécie de homenagem. Nasceu no Porto em 1929 e destacou-se como professora, escritora e artista plástica. Depois de se licenciar na Faculdade de Letras de Lisboa, estudou cinema em Londres, doutorando-se a seguir em Literatura na Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos da América.

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   A sua obra literária caracteriza-se pelo desejo de experimentar novos rumos, nomeadamente através da exploração do cruzamento da comunicação escrita e da linguagem visual. Na verdade, pode dizer-se que o seu percurso se iniciou a partir do estudo da poesia barroca portuguesa do século XVIII, altura em que eram muito populares certas habilidades poéticas como os calígrafos, em que os autores exibiam a sua destreza no desenho das letras; os enigmas, versos que continham elementos para o leitor decifrar; versos em pirâmide, em que as palavras se sobrepõem de modo a formar um triângulo; ou, entre outros, os labirintos, em que os versos desenham formas visualmente identificáveis, confundindo-se o desenho e a escrita, como estes: 

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   A sua obra foi muito marcada pelos acontecimentos históricos que, em 1974, ditaram profundas transformações em todos os domínios da vida nacional. Na sequência da revolução de 25 de abril e da agitação revolucionária que se seguiu, Ana Hatherly, que só por acaso se encontrava em Portugal nesse dia, pois vinha de Londres de passagem para prosseguir viagem, encontrou uma oportunidade única para registar em filme os momentos de euforia e esperança que então se viveram. Data dessa época o filme Revolução, que regista os graffitis e os murais então pintados nas paredes das ruas de Lisboa.

 

   Além dos filmes, conserva-se a memória desses tempos numa série de nove cartazes, intitulada As ruas de Lisboa,  onde, utilizando fragmentos de cartazes colados nas paredes, procedeu a colagens sobrepostas, confundindo as mensagens de propaganda política e partidária com os anúncios a espetáculos de circo, por exemplo. A cor e as letras de formatos diferentes parecem colidir, produzindo uma amálgama de formas e mensagens fragmentadas que produz um fortíssimo efeito estético, marcado pela originalidade e pela capacidade de fixar e transmitir a agitação revolucionária vivida naquela época.

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   O reconhecimento alcançado, bem como o envolvimento político e social da sua obra, fez com que fosse selecionada para representar Portugal na Bienal de Veneza, nos anos de 1976 e 1978. Este evento é um dos mais importantes e prestigiantes certames de arte contemporânea que se realizam em todo o mundo. Em 1977, Ana Hatherly participou também na Bienal de São Paulo, no Brasil, outro importante acontecimento, pelo que se pode afirmar que adquiriu uma projeção e um reconhecimento internacionais.

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   Ao mesmo tempo, foi-se dedicando à produção poética, aos ensaios literários e ao romance, merecendo referência livros como Um Ritmo Perdido, a sua obra de estreia, em 1958. Em 1963, publica o romance O Mestre e em 1969, 39 Tisanas, o primeiro de quatro livros dedicados "à escrita como pintura e filtro da vida". Reconhece assim "que o seu trabalho começou com a escrita e daí deriva para a pintura, através da experimentação da caligrafia e da palavra", revelando uma clara influência das culturas orientais, onde o desenho caligráfico se insere numa cultura que ritualiza a escrita, sacralizando-a e conferindo-lhe um valor plástico que o utilitarismo ocidental não considera.

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   Deve referir-se ainda o trabalho de divulgadora da arte de vanguarda desenvolvido por Ana Hatherly, nomeadamente através da publicação de muitos artigos na imprensa, bem como a produção de programas radiofónicos e televisivos. Obrigatório não Ver foi o título, provocador e contraditório, do programa da sua responsabilidade que foi emitido na RTP2 entre 1978 e 1979 e que serviu para intitular esta exposição. Infelizmente, os arquivos televisivos não preservaram essas emissões, pelo que resta o livro com o mesmo título, publicado em 2009, e que tenta reconstituir os guiões dessa série.

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   Uma das suas últimas séries artísticas é a fase Neograffitti, onde aplica a técnica de spray sobre papel, recorrendo a formas de expressão típicas dos grupos marginais das periferias urbanas e que ela apreendeu durante a sua experiência muito comprometida nas ruas de Lisboa durante o período subsequente à revolução de 1974. Muito curioso é notar como Ana Hatherly transporta essa expressão de uma identidade coletiva, pública e contestatária, para a intimidade do seu estúdio.

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Este texto foi redigido, quase integralmente, a partir da folha de sala da exposição, da autoria de Jorge Pais de Sousa.

 



publicado por CP às 16:55
Sexta-feira, 15 de Abril de 2016

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   Esta semana iniciámos os nossos passeios deste 3º período com uma visita à Sala S. Pedro da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, onde está patente uma interessantíssima exposição intitulada «O Livro, no princípio era o conhecimento. Upgrading since 1150. Do Manuscrito ao e-book». O título, apesar de longo e bilingue, expressa bem o objetivo desta mostra: documentar, a partir do acervo da biblioteca, a longa história do livro, desde o séc. XII até à atualidade em que os e-readers constituem o mais recente avanço tecnológico na forma de os homens armazenarem e lerem textos, e em que o inglês é a língua mais utilizada no Mundo e na qual se publicam mais livros.

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    Fomos recebidos pelo Professor Doutor José Cardoso Bernardes, Catedrático da Faculdade de Letras que desempenha igualmente as funções de diretor desta biblioteca que é uma das maiores dos países lusófonos. Estão aqui guardados milhões de livros! Se fossem todos colocados numa prateleira contínua preencheriam uma linha com cerca de 30 km! Anualmente, publicam-se em Portugal cerca de 15 000 livros e a Biblioteca recebe-os todos, pelo que tem que dispor de espaço para os armazenar! Imaginem o que é gerir uma casa destas! Se, por desleixo, alguém deixar um livro desarrumado, é praticamente impossível reencontrá-lo, só por puro acaso. Por isso, é necessária muita organização. Por outro lado, uma vez que se guardam aqui exemplares muito antigos, livros únicos, manuscritos e outras raridades, é preciso preservar esse espólio com todo o cuidado.

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   Iniciámos a nossa visita com uma conversa muito interessante com o Professor Bernardes sobre a história do livro e a sua importância na história da Humanidade. O Professor disse-nos mesmo que, na sua opinião, o livro, juntamente com a roda, foi a mais importante invenção do Homem. Não é difícil aceitar esta afirmação se, como fez o Professor, medirmos a importância de uma invenção pelas consequências e efeitos que gerou. A nossa civilização não existiria sem o livro! Por isso, a Universidade de Coimbra decidiu, este ano, assinalar a sua 18ª semana cultural escolhendo como tema O Livro. É neste âmbito que se integra a exposição que visitámos.

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    A lindíssima Sala S. Pedro é assim chamada porque acolheu a biblioteca do antigo Colégio com o mesmo nome que foi extinto, tal como todos os outros colégios universitários da nossa cidade, em 1834. Atualmente, as instalações deste antigo colégio foram ocupadas pela reitoria da Universidade, mesmo ali ao lado, no Paço das Escolas. Esta biblioteca, de entre todas dos antigos colégios, foi a única que se salvou integralmente, talvez porque o Colégio de S. Pedro era uma instituição régia e ninguém ousou dispersar o seu espólio. Foi para aqui transferida integralmente e reúne cerca de 8 000 exemplares, alguns raros, outros únicos.

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    Depois desta contextualização introdutória, passámos então à exposição. Naturalmente que não atentámos em todos os livros, pois isso poderia ser maçador e demorado. Por isso, aceitámos o critério do Professor Doutor José Bernardes e ocupámo-nos de alguns. O primeiro que mereceu a nossa atenção foi o mais antigo, uma Bíblia Atlântica, assim chamada por causa das suas grandes dimensões. Data de meados do séc. XII (é pois contemporânea de D. Afonso Henriques) e é manuscrita em latim com uma belíssima caligrafia e iluminuras muito cuidadas e coloridas. É feita de pergaminho de vitelas que foram sacrificadas à nascença para produzir um material de qualidade superior. Foram necessárias cerca de 400 vitelas para fornecer o suporte de escrita para esta Bíblia! Os monges copistas demoraram muuuuiiiiitos dias a copiar, letra por letra, palavra por palavra, todo o texto, dedicando todas as horas disponíveis a esta exaustiva tarefa, muito exigente mesmo do ponto de vista físico. De tal modo que, quando concluíam a cópia destes livros, os monges deixavam o seu desabafo numa margem: Laus Deo, que é como quem diz, em latim: Graças a Deus que cheguei ao fim!

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    É necessário lembrar que, no séc. XII, as canetas não se compravam na papelaria, nem a tinta. Era preciso prepará-las com pigmentos raros e difícies de encontrar. Havia tintas de escrever, de iluminar e de pintar. Frequentemente, a matéria-prima era importada da Síria, de onde provinham as nozes dos carvalhos de Alepo. A goma arábica era outro ingrediente indispensável e importado de terras distantes. Muitas vezes, as técnicas de preparação eram secretas e nem todos conseguiam obter tintas de qualidade e com as cores vivas. Depois, era necessário preparar as penas, já que não havia esferográficas. Usavam penas de pato e de ganso, que tinham que criar propositadamente. As penas eram arrancadas e cortadas de forma meticulosa, tendo uma duração muito curta. Uma pena chegava apenas para duas páginas, apesar de ser regularmente aguçada. Já imaginaste se fosse assim nos dias de hoje? Quantos gansos precisarias para fazer os trabalhos de casa?

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    Outro livro lindíssimo e valiosíssimo é um Livro de Horas de origem flamenga, datado do séc. XVI. Destinava-se à leitura individual das pessoas da alta sociedade, pois era um bem luxuoso só ao alcance dos mais ricos que o passavam de geração em geração. Continha as orações que se deviam rezar nas diferentes horas do dia ao longo do ano. Pelo meio, era complementado com belíssimas iluminuras, representando cenas religiosas. Desconhece-se como  aqui veio parar, de onde proveio e quem o possuiu. Sabe-se apenas que chegou nos primeiros anos do séc. XIX e que está incompleto. O seu valor é tanto, pelo facto de ser único e muito antigo, que se guarda num cofre e só é exposto muito raramente.

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   Muitos outros livros suscitaram a nossa curiosidade, mas o Professor Bernardes conduziu-nos para uma edição especial d' Os Lusíadas, de 1898, já que ele próprio é um camoniano. Vejam lá que até se inventou uma palavra para designar os estudiosos da vida e obra de Luís de Camões! A Biblioteca Geral guarda um exemplar da 1ª edição do poema de Camões, de 1572, mas não tem nenhum documento manuscrito pelo poeta. Ninguém tem. Há muitas edições d' Os Lusíadas, mas esta é especial porque, nos finais do séc. XIX, o editor desafiou 1102 personalidades para passarem à mão uma estância. O primeiro foi o rei D. Carlos, mas quase todas as individualidades de relevo na vida nacional nos finais do séc. XIX contribuiram para esta original edição.

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   Além destes exemplares, e enquanto nos dividimos para ver a enorme sala de leitura da Biblioteca, apreciámos outros  livros valiosíssimos, como uma Bíblia Poliglota ou uns exemplares dos primeiros livros impressos no nosso país. Muito haveria a dizer, mas a hora já ia adiantada, pelo que tivemos que regressar à escola. Resta agradecer ao Professor Doutor José Bernardes a simpatia com que nos recebeu.

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publicado por CP às 23:12
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