Sábado, 31 de Janeiro de 2015

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Esta semana deslocámo-nos à sede do Núcleo de Coimbra da Liga dos Combatentes no antigo Colégio da Graça, na Rua da Sofia, para visitarmos uma exposição intitulada «A 1ª Grande Guerra - Olhares e Retrospetivas», que assinala o 1º centenário do início da Grande Guerra de 1914 - 1918. Fomos acolhidos pelo tenente-coronel Paulino que amavelmente nos guiou, dando-nos uma lição sobre a participação portuguesa na Guerra, prestando ao mesmo tempo homenagem aos soldados mortos e feridos em combate, naquela que foi uma das mais trágicas páginas da História da Humanidade.

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A situação que se vivia em Portugal quando eclodiu o conflito era muito complicada. A República tinha-se implantado em 1910, mas ainda havia temor de uma reação monárquica. Os republicanos andavam desavindos, a situação financeira era má e, ainda que as nossas tropas já combatessem em África, pois os alemães cobiçavam os nossos territórios, ameaçando as fronteiras do sul de Angola e do norte de Moçambique, a entrada de Portugal no conflito só se dá com a declaração oficial de guerra à Alemanha em 1916.

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 Foi necessário preparar as tropas portuguesas, um pouco à pressa e lutando contra todas as dificuldades. Foi o chamado «Milagre de Tancos», pois poucos acreditavam que fosse possível preparar os soldados em tão pouco tempo e com recursos tão limitados. As tropas foram preparadas sob o comando do general Norton de Matos em Tancos, uma povoação próxima de Tomar, onde o CEP (Corpo Expedicionário Português) foi treinado para ser enviado para a Flandres. O campo de treino militar que aí se montou foi chamado pelos recrutas de Paulona, pois eram imensas as tendas de armação de pau e cobertura de lona.

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 Em 1917, as tropas portuguesas lá seguiram para a Bélgica, no norte da Europa, onde combateram na terrível guerra das trincheiras. Ao todo, considerando os soldados deslocados para a Flandres e os enviados para a África, o país chegou a mobilizar 80 000 homens. A vida nas trincheiras era um verdadeiro inferno, não apenas porque as condições climatéricas eram muito adversas, como os soldados detestavam a alimentação fornecida pelos ingleses. A moral das tropas era má, pois não havia possibilidade de vir passar licenças a casa, como acontecia com os soldados ingleses e franceses, para além do que havia pouca rotação das tropas.

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 O número de mortos é ainda hoje difícil de apurar com exatidão, mas é muito provável que ronde a dezena de milhar, somando todas as frentes em que os soldados portugueses estiveram envolvidos. Além destes mortos, há ainda que contabilizar os feridos. Uma das armas mais terríveis usadas nesta guerra foi o gás mostarda, um gás mortífero que era lançado contra as fileiras inimigas e que quando não provocava uma morte dolorosa deixava lesões graves e permanentes. 

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Nesta exposição podemos ver fardamentos e armas utilizadas na guerra, como um obus com um temporizador que provocava a explosão antes de atingir o solo com o objetivo de os estilhaços causarem mais danos, até às espingardas mauser utilizadas nos combates às quais se colocava uma baioneta quando se iniciavam os combates corpo a corpo. No entanto, a metralhadora Lewis foi a que mais nos impressionou. Vimo-la numa recriação com um modelo equipado com uma máscar anti-gás. Esta metralhadora tornou-se famosa porque o soldado Aníbal Milhais lhe chamava a «Minha Luísa».

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Este soldado, que ficaria conhecido como Soldado Milhões, recebeu a mais alta condecoração do exército português, por ter demonstrado bravura e coragem no campo de batalha, tornando-se um símbolo do esforço e sacrifício dos soldados portugueses. Muitos dos que morreram nas trincheiras da Bélgicas foram sepultados no cemitério militar português de Richebourg. Nós pudemos ver fotografias atuais do cemitério e, tantos anos depois e mesmo em fotografias, é difícil conter a emoção.

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 Outra história comovente é a do Cristo das Trincheiras, uma imagem de Cristo crucificado, amputada e danificada pelos bombardeamentos em Neuve-Chapelle, na Flandres, e que foi adotada pelos soldados como símbolo de proteção e esperança. Atualmente a imagem está em exposição no Santuário de Fátima, embora normalmente esteja no Mosteiro da Batalha, no Monumento ao Soldado Desconhecido.

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A nossa cidade também participou no esforço de guerra e de Coimbra partiram para a frente de batalha o Batalhão 23, do Regimento de Infantaria 23, para além de uma dúzia de enfermeiras voluntárias da Cruz Vermelha. Da nossa cidade era também o general Zamith, que participou na Batalha de La Lys, travada em abril de 1918 e que foi a maior tragédia do CEP, foi mesmo a maior derrota de sempre da história militar portuguesa, logo após o desastre de Alcácer-Quibir. 

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Para ajudar as famílias que ficaram desamparadas pelo falecimento dos seus familiares na Guerra, e graças à iniciativa da Condessa do Ameal, foi instituído, em 1934, o dia 9 de Abril como o Dia do Capacete. Nesse dia, anualmente até meados da década de 60, fazia-se um peditório pelas ruas de Coimbra para auxiliar os familiares dos mortos e feridos. Os que contribuíam com um donativo recebiam uma miniatura de um capacete que colocavam na lapela. O tenente-coronel Paulino decidiu presentear cada um de nós com um desses capacetes.

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publicado por CP às 20:40
Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

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Em 2011, a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde estudaram os professores responsáveis pelo nosso Clube, festejou o seu primeiro centenário. Na verdade, foi em 1911, na sequência da revolução republicana e da prioridade dada às questões do ensino e da instrução pública, que foi criada esta Faculdade. No entanto, foi só em 1951 que passou a ocupar as instalações atuais que nós visitámos.

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Em 1941, foi nomeada uma comissão presidida pelo reitor da Universidade, Professor Maximino Correia, que tinha como arquitecto-chefe Cottinelli Telmo (1897-1948) com o objetivo de elaborar, executar e fiscalizar os projetos de construção da nova cidade universitária na Alta de Coimbra. Os estudiodos referem que estes projetos iniciais são fortemente marcados pela influência alemã, enquanto outros apontam influências da arquitetura fascista italiana. Com a morte de Cottinelli, em 1948, sucede-lhe no cargo Cristino da Silva (1896-1976).

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O projeto deve-se ao arquiteto Alberto José Pessoa (1919-1985), que assinou igualmente o edifício fronteiro da Biblioteca Geral, bem como foi um dos responsáveis pelo edifício da AAC e do Teatro Académico Gil Vicente. Alberto Pessoa nasceu em Coimbra e estudou na Escola de Belas-Artes de Lisboa. O Guilherme notou logo que o edifício é definido por claras linhas geométricas, muito direitas e proporcionadas, apontando ainda a simetria na fachada do edifício. Por outro lado, a robustez austera adequa-se bem à imagem que o Estado Novo queria transmitir de si próprio, isto é, uma ideia de autoridade e solidez do regime. Por isso, é muito comum caracterizar este edifício como um bom exemplo da "estética fascizante".

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No patamar de acesso à Faculdade estão colocadas sobre altos pedestais quatro estátuas da autoria do escultor Salvador Barata Feyo (1899-1900). De todos os edifícios da Universidade, este é o único que possui estátuas de vulto defronte da fachada. Da esquerda para a direita, podemos ver: a Eloquência simbolizada por Demóstenes, um famoso  político e orador da Grécia Antiga; Aristóteles representando a Filosofia; Tucídides, que foi igualmente um historiador da Grécia Clássica, autor de uma "História da Guerra do Peloponeso", obra que se tornaria uma referência da nossa cultura ocidental. Por fim, a estátua de Safo, poetisa grega que viveu no séc. VII a. C. Esta escultura causou imensa polémica, não apenas porque apresenta o peito nu, ainda que sem qualquer carga erótica, mas principalmente porque, ao longo dos séculos, Safo foi considerada uma personagem escandalosa pela mentalidade cristã devido aos rumores que a davam, na Antiguidade, como atraída por outras mulheres. 

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Antes de entrarmos no átrio da Faculdade, é impossível não reparar nos portões. São cinco, exibindo trinta e seis relevos em bronze executados por alunos de Barata Feyo da Esola Superior de Belas-Artes do Porto. O portão da esquerda é dedicado a Gil Vicente e depois, andando para a direita, surge o segundo com cenas da Ilíada de Homero, seguido do portão central consagrado aos poetas portugueses. Os dois últimos ilustram episódios da Odisseia e da obra lírica e épica de Luís de Camões. Claro que reconhecemos várias cenas, como a do Auto da Barca do Inferno, o cavalo de Tróia ou o gigante Adamastor. No entanto, não podíamos deixar de destacar o relevo do poeta Eugénio de Castro que, para além de ser o patrono da nossa escola, foi um grande poeta, bem como professor e diretor da Faculdade de Letras. Por isso, em forma de homenagem, reproduzimos abaixo o medalhão que o evoca.

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No átrio, deparamo-nos com dois enormes frescos, com mais de seis metros de altura. Do lado direito de quem entra, está uma "Alegoria da Glorificação do Génio Português", da autoria de Severo Portela Júnior. Trata-se de uma obra de profundo cunho nacionalista, bem ao gosto do Estado Novo, identificando-se muitas figuras históricas como Camões, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, o Marquês de Pombal, o Infante D. Henrique, Nun'Álvares Pereira, entre outros, além de uma representação da Custódia de Belém, da fachada da Sé Velha, ou um esboço dos Painéis de S. Vicente que estão no Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa, ou ainda as inscrições de Ielala que Diogo Cão gravou nas margens do rio Congo.

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 No lado oposto, da autoria de outro pintor, Joaquim Rebocho, está outro fresco alegórico dedicado à Antiguidade Clássica. Aqui, podemos descortinar o arco de Tito, imperador romano que conquistou a Judeia; a Loba do Capitólio que amamentou os gémeos fundadores de Roma, o templo do Pártenon, Penélope com a sua aia a tecer a mortalha que desfazia à noite, a Vitória de Samotrácia, ou Ulisses, entre muitas outras figuras relacionadas com a história e a literatura da Antiguidade.

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Ainda na entrada principal, podemos admirar duas esculturas de Numídico Bessone, artista açoriano que já conhecemos do pórtico do Instituto de Medicina Legal. Uma representa a Inspiração (do lado esquerdo) e a outra a Criação.

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Num local muito escondido e praticamente desconhecido de todos, incluindo os próprios estudantes da Faculdade de Letras, podemos encontrar outros dois baixos-relevos do mesmo Numídico. Um dedicado à Leitura e outro à Escrita. Situam-se no átrio que deveria ser a entrada secundária do edifício que daria acesso à Biblioteca Central da Faculdade. No entanto, como esta porta está desativada, este pátio está transformado numa arrecadação, fazendo-se o acesso à biblioteca por um dos corredores. Nós conseguimos encontrar estas esculturas e desafiamos os nossos leitores a tentarem encontrá-las.

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E assim chegámos ao fim de mais uma visita. Quem sabe se, daqui a uns anos, não muitos, quando um de nós estudar na faculdade de Letras, não estaremos a recordar este dia... Para a semana cá estaremos para uma nova visita.

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Para a realização desta visita e para a redação deste texto, servimo-nos do livro de Marco Daniel Duarte, intitulado Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra: ícone do Poder. Ensaio iconológico da imagética do Estado Novo, publicado em 2003 pela Câmara Municipal de Coimbra.



publicado por CP às 23:40
Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2015

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Diz a lenda que o Jardim da Manga foi assim designado porque o esboço que levou à sua construção terá sido traçado na manga da capa do rei D. João  III. É simplesmente uma lenda que procura arranjar uma explicação para um nome estranho. Há quem diga que o vocábulo manga, em tempos, significou hoste, isto é, um bando, uma multidão indiscriminada de pessoas. Ora, como neste local existia a enfermaria do Mosteiro de Santa Cruz, onde se acolhiam os doentes, mendigos, peregrinos, aventureiros e toda a sorte de pessoas, dizem alguns historiadores que daí provém o nome deste jardim. A verdade é que ninguém sabe e ponto final!

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Com a subida ao trono do rei Piedoso, D. João III, acentuou-se uma profunda mudança cultural na vida da corte e do reino, adotando-se em Portugal a cultura humanista que irradiava a partir da Itália renascentista. Coimbra, pela importância das suas instituições, entre elas a Universidade, os colégios e o Mosteiro de Santa Cruz, foi um dos mais importantes palcos dessa política de modernização. Frei Brás de Barros, também conhecido como Frei Brás de Braga, foi, enquanto prior do Mosteiro de Santa Cruz, uma das figuras centrais deste movimento, procedendo a uma profunda reforma da Ordem, do mosteiro e da cidade.

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Foi neste sentido que, no dia 7 de setembro de 1533, assinou um contrato com três pedreiros de Coimbra, de nomes Pêro de Évora, Diogo Fernandes e Fernão Luís, encomendando a construção, no chamado Claustro da Enfermaria, de uns tanques retangulares e uns edifícios de planta circular, semelhantes a torreões. Esta obra, que hoje conhecemos como Jardim da Manga, é uma das pérolas da arquitetura renascentista em Portugal. Apesar de muito alterada e muito mal tratada pelas autoridades responsáveis, conserva a sua beleza, exibindo o seu caráter erudito. Isto é, não resulta do improviso popular, mas sim de um projeto minuciosamente pensado com base nas modernas correntes de pensamento bebidas dos centros culturais do Renascimento.

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A edificação desta obra contou ainda com a participação de um dos mais famosos e renomados artistas que alguma vez trabalharam na nossa cidade e no nosso país: João de Ruão, escultor e arquiteto de origem francesa que viveu em Portugal no séc. XVI, tendo deixando uma marca profundíssima, muito especialmente em Coimbra, onde se instalou, em grande medida por causa das encomendas régias e do Mosteiro de Santa Cruz. 

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Originalmente, este templete estava inscrito num claustro. Quando, no séc. XIX, as ordens religiosas foram extintas e os seus bens apropriados pelo Estado, boa parte das edificações anexas de Santa Cruz foram aproveitadas para aí se instalarem outros serviços públicos. É o caso da Câmara Municipal, construída onde antes havia um outro claustro, a sede da Polícia, a Escola Jaime Cortesão, o Café de Santa Cruz, o Mercado D. Pedro V ou o edifício dos CTT.  Quanto ao claustro da Manga, os arcos e galerias foram demolidos, permanecendo então o que hoje observamos, chamando-lhe assim Jardim, e não Claustro, da Manga!

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Trata-se de uma construção centralizada, tendo ao meio um pequeno templo central coberto por uma cúpula. A planta geral mostra duas cruzes. A maior simboliza Cristo e a crucificação, e a outra, em X, refere-se ao martírio de Santo André, simbolizando a humildade no sofrimento. O círculo simboliza a perfeição divina, eterna, pois não tem princípio nem fim. Sob a cúpula está uma fonte que atualmente tem apenas uma bacia, mas que outrora teve duas sobrepostas, aludindo à dupla natureza de Cristo, simultaneamente humano e divino. A água tem aqui a simbologia máxima que lhe é atribuída pelo Cristianismo, isto é, fonte da vida e do renascimento espiritual, sendo por isso usada no batismo. Muito interessante é que a cúpula é sustentada por 8 colunas formando um octógono. Esta forma, intermédia entre o quadrado e o círculo, representa a ambição do homem (imperfeito, quadrado) em se tornar perfeito (circular).

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A esta plataforma central acede-se por um conjunto de 4 escadarias, cada uma proveniente de um dos pontos cardeais. Subiam-se sete degraus, sendo que este algarismo era o número da perfeição. Note-se que hoje os degraus são apenas 5, pois os caminhos foram lajeados e alteados. Estes 4 caminhos representam o mundo material e terreno orientado para o desejo de perfeição. Cada um desses caminhos é ladeado por dois tanques, representações dos quatro rios do paraíso: Gehon, Físon, Tigre e Eufrates, conforme se refere na Bíblia, no Livro do Génesis que narra a criação do Mundo. Quatro jardins, hoje já muito degradados, aludem ao Paraíso original, o Éden, a morada perfeita onde vivem os anjos e os justos.

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Cada uma das escadarias é ladeada por um cão, símbolo da fidelidade, e um papagaio, que representa a eloquência, ou seja, a boa propagação da palavra de Deus.  Os quatro torreões, unidos ao templo central através de um conjunto de passadiços em pedra que originalmente eram pontes levadiças de madeira, são dedicados a S. João Batista, Santo Antão, S. Jerónimo e S. Paulo.

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No interior de cada um dos torreões, já muito danificados, encontramos quatro retábulos alusivos à vida dos santos referidos. As quatro obras de arte são baixos-relevos da autoria de João de Ruão. Estão muito estragados não apenas por causa do tempo e do desleixo mas também por serem produzidos em calcário de Ançã, uma rocha muito maleável que permite um trabalho de grande pormenor mas que se decompõe facilmente com o passar dos anos e a agressão da poluição.

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O que nós gostámos mais foi o das tentações de Santo Antão, um eremita do deserto que aspirava à perfeição afastando-se das tentações do mundo. Um dia, segundo reza a sua história, quase cedeu à beleza de uma belísssima mulher que lhe apareceu. Quase rendido a tanta formosura, reparou então que a mulher tinha um pé de cabra, o que é um sinal do Diabo! Aquela dama não era mais do que o demónio a tentar desviar o santo do caminho da virtude!

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O exterior da cúpula, bem como as coberturas dos torreões, são adornados com gárgulas que escoavam as águas e  representam monstros animalescos, feios e diabólicos. Estas criaturas estão impedidas de aceder ao espaço sagrado do interior, mas tentam impedir que os justos atinjam o seu objetivo, fazendo tudo para os afastar do caminho da salvação. É uma referência aos pecados que tentam permanentemente os crentes.

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Mas nós não nos deixámos tentar, até porque já estávamos com fome e fomos comer umas belas de umas castanhas assadas à Praça 8 de maio. É certo que já está um bocado fora de época, pois o S. Martinho já lá vai há muito, mas as castanhas sabem sempre bem!

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Esta visita foi concebida a partir do trabalho de António J. F. Quinteira intitulado O Jardim da Manga e publicado pelo GAAC no ano 2000. 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por CP às 22:11
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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