Sábado, 28 de Janeiro de 2012

 

Ontem, seguimos a sugestão do Dani e visitámos a coleção de instrumentos musicais do Dr. Louzã Henriques, exposta na antiga galeria do posto de turismo de Coimbra. O acesso faz-se pelas traseiras do Turismo, pela rua da Alegria. Foi aqui que viemos encontrar a nossa amiga Ágata que, mais uma vez e com a simpatia habitual, nos guiou a visita.

 

 

 

Em 2004, uma coleção de instrumentos musicais reunida pelo médico Louzã Henriques passou a integrar o programa do Museu Municipal. Neste momento a exposição exibe uma série de cordofones provenientes de várias regiões do mundo e de várias épocas. A Ágata começou por nos explicar o que é um cordofone.

 


 

 «Os cordofones - lê-se no texto introdutório da exposição - são instrumentos musicais cuja fonte primária de som é produzida pela vibração de uma corda. Considera-se, relativamente à sua origem, que os instrumentos de cordas são derivados do arco de caça, utilizado pelo homem desde os seus primórdios.» Assim, compreendemos a inclusão de um arco e flecha num lugar central da exposição o que inicialmente nos deixou um pouco confusos.

 

 

 

O berimbau, proveniente do Brasil, chegou às Américas levado pelos escravos africanos e é um dos cordofones mais simples, conservando ainda muitas semelhanças formais com o arco. É constituído por uma corda em tensão presa num arco e com uma cabaça a funcionar como caixa de ressonância. 

 

 

 

O percurso expositivo está organizado em quatro vitrinas, cada uma alusiva a um dos continentes, com exceção da Oceânia. É muito interessante verificar as semelhanças entre os diversos instrumentos musicais produzidos por povos e culturas tão distantes. Dividimo-nos então em quatro grupos para fazermos um jogo. Cada grupo tinha que apresentar um conjunto de instrumentos de cada um dos continentes, depois de os observar, descrever e desenhar.

 

 

No final do jogo, ainda tivemos tempo para fotografar todos os instrumentos: balalaica da Rússia, banjo e bandolim da América, yuequin e jinghu da China, gopichand e ektar da Índia, um violino italiano, cítaras da Europa central; harpas,  liras e alaúdes africanos, entre outros.

 

 

Antes de regressarmos para a escola, recebemos ainda uma pequena recordação da Ágata: um envelope com uns instrumentos musicais para montar. Assim passámos mais uma tarde. Bom fim de semana a todos e até à próxima visita que será organizada pelo nosso amigo João Tiago.

 

 



publicado por CP às 08:00
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

... continuação

 

 

 

A sala Paul Choffat homenageia um grande geólogo suíço que desenvolveu grande parte da sua atividade no nosso país. Depois de ter conhecido em França um dos nomes mais ilustres dos estudos geológicos portugueses, Carlos Ribeiro, Choffat acabaria por se fixar em Portugal onde desenvolveu um trabalho muito importante em variados domínios desta ciência, destacando-se a elaboração de cartas geológicas. Nesta sala, vemos precisamente uma vitrina com uma maqueta de Portugal continental representando, à escala, a configuração geológica do país.

 

 

A galeria José Bonifácio de Andrade e Silva é dedicada a esta grande figura da política brasileira, um dos artífices da independência do país irmão. José Bonifácio, cujo busto podemos ver na fotografia, estudou e lecionou em Coimbra, antes de regressar ao Brasil onde se tornou um dos principais políticos e conselheiros do rei D. Pedro IV que, em 1822, declarou a independência. Esta sala guarda pedras de muitas proveniências, mas destacam-se, naturalmente, as rochas e minerais vindos do Brasil e da América do Sul. 

 

 

Quartzo ametista do Rio Grande do Sul, Brasil

 

 

 

Por fim, passámos à sala Carlos Ribeiro onde, sob o título genérico «Portugal de Pedra e Cal» se expõem exemplares de rochas achadas em Portugal e se exemplificam aplicações práticas desses minerais na nossa vida quotidiana. O gabinete, além do mais, é ainda muito interessante do ponto de vista arquitetónico e decorativo, como podem apreciar na imagem.

 

 

 

E assim chegámos ao fim de mais um passeio. Para a semana, já temos marcada uma visita à coleção de instrumentos musicais do Dr. Louzã Henriques, um núcleo importante do Museu da Cidade. Até lá! Tenham todos uma boa semana!



publicado por CP às 13:24
Sábado, 21 de Janeiro de 2012

 

Desta vez fomos ao Museu de Mineralogia e Geologia da Universidade, correspondendo a um desejo já antigo de alguns sócios do Clube do Património. O museu situa-se numa ala do antigo colégio dos Jesuítas, defronte do Museu da Ciência e partilhando o edifício com o Museu de Zoologia que nós já visitámos. O Museu de História Natural foi aqui instalado pelo marquês de Pombal na sequência da reforma da Universidade de 1772 e depois de expulsos os jesuítas. Destinava-se ao estudo experimental das ciências naturais e compreendia várias secções, sendo esta uma das que, em 1885, se viria a autonomizar.

 

 

 

Para chegar à Alta de Coimbra, onde fica o Museu, há dois caminhos possíveis: um fácil e direto e outro difícil. Nós preferimos o caminho mais difícil e por isso enganámo-nos no autocarro e, em vez da Alta, fomos ter à Baixa. Tivemos, portanto, que subir o Quebra Costas. Claro que recordámos uma das nossas primeiras visitas, e um dos nossos primeiros enganos de autocarro, quando o nosso amigo João Tiago teve que subir este calvário, desde a porta de Almedina até ao cimo do monte, com uma pesadíssima mochila às costas. Como podem ver pela fotografia, tudo correu bem, parámos apenas uns instantes no largo da Sé Velha para tomar fôlego. A professora Conceição, nesse dia, já não precisou de ir ao ginásio! {#emotions_dlg.blink} 

 

 

 

Chegados ao Museu, fomos recebidos pela Telma, uma simpática estudante de Geologia que nos guiou nesta visita. Reunidos no átrio, começámos o nosso percurso no corredor de acesso à sala Bernardino Machado e Gonçalves Guimarães. Neste corredor, estão expostos fósseis que ilustram as várias etapas da vida na Terra, desde há 600 milhões de anos! Claro que a história geológica do planeta é muito mais antiga, mas para nós é já tão difícil imaginar esta escala geológica do tempo, que o melhor é ficarmos pelos 600 milhões!

 

 

 

Esta secção é muito didática e interessante, destacando-se algumas peças como esta amonite cortada ao meio para melhor exemplificar o processo de fossilização. Este corredor dá acesso a uma sala que homenageia dois antigos cientistas da Universidade de Coimbra: Bernardino Machado e Gonçalves Guimarães.

 

 

 

Bernardino Machado já nós conhecíamos, quer porque falámos dele quando visitámos o museu de Antropologia, quer porque foi um importante político republicano que chegou mesmo à presidência da República. Quanto a Gonçalves Guimarães, era natural de Tavira e foi professor catedrático e diretor deste gabinete de mineralogia e geologia, na segunda metade do séc. XIX.

 

 

 

Nesta sala, exibem-se amostras geológicas do território nacional, com o objetivo de demonstrar a extrema variedade do nosso património geológico que, apesar de não ser em quantidade que justifique a sua exploração económica, é muito rico e diversificado, revestindo-se pois de grande interesse científico.

 

 

 

Na sala contígua, mostram-se os fósseis achados no território continental. É a secção de paleontologia. A paleontologia é justamente a ciência que estuda os fósseis. Além das amonites, que estão abundamente representadas, destacamos, pela sua raridade e estado de conservação, o fóssil de uma tartaruga achada em Aveiro e cujo nome científico é rosasia soutoi:

 

 

No final deste percurso, acedemos a uma sala dedicada aos fósseis achados em todo o mundo e que fazem parte do espólio paleontológico do museu. Aqui, o que mais chamou a nossa atenção foi um conjunto de dentes de mamute fossilizados:

 

 

 continua .... 



publicado por CP às 11:51
Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012

 

Depois de visitarmos o presépio, aproveitámos a ocasião e pedimos licença para conhecer o quartel dos bombeiros sapadores. Fomos amavelmente recebidos pelo soldado Carvalho que nos apresentou os diversos veículos usados pelos bombeiros nas situações de emergência em que são chamados a socorrer os cidadãos. Desde incêndios, acidentes de viação e desencarceramentos, transporte de doentes e acidentados, cheias e catástrofes naturais, os bombeiros devem estar sempre preparados para acudir à população.

 

 

O veículo que mais nos impressionou foi uma escada mecânica usada para retirar pessoas e combater incêndios em prédios de grande altura. A escada desdobra-se até aos 30 metros! Já se imaginaram a trepar por uma escada destas? Claro que é preciso muito treino, coragem e sangue frio. O bombeiro Carvalho explicou-nos que há prédios na cidade que excedem o alcance da escada! Quem coordena o urbanismo das cidades devia pensar nestes pormenores, não acham? Esperemos que nunca aconteça um acidente ....

 

 

Os diversos equipamentos e acessórios utilizados nos carros de combate aos fogos naturalmente que nos fascinaram. Todos as crianças, principalmente os rapazes, numa dada altura da sua infância, sonharam em ser bombeiros! Qual de vós é que nunca brincou com um carro dos bombeiros? Até ficámos a saber que o irmão da Eva, que só tem 3 anos, quando for grande quer ser bombeiro!

 

 

Estivemos tão entusiasmados que até colocámos imensas perguntas, a que o soldado Carvalho respondeu sempre com simpatia. Esclareceu-nos todas as dúvidas e ficou surpreendido com a pertinência das questões colocadas pelo José Afonso. Ou será melhor dizer  o futuro sr. eng. José Afonso? {#emotions_dlg.blink}

 

 

Era dia de limpeza no quartel dos bombeiros, por isso todos os veículos estavam no pátio. Assim, foi mais fácil satisfazer a nossa curiosidade. Vimos as ambulâncias, os jipes do comando, os carros de combate aos fogos florestais, os veículos de desencarceramento, os equipamentos dos mergulhadores, os fardamentos e os acessórios.

 

 

E assim chegou ao fim mais um passeio do nosso clube. Para a semana ficamos na escola a preparar as atividades do segundo período.

 



publicado por CP às 16:51
Sábado, 07 de Janeiro de 2012

 

2012 chegou! Desejamos um bom ano a todos os sócios, familiares e amigos do clube do Património! Ontem, para iniciarmos as atividades neste novo ano, e lembrando que foi o Dia de Reis, fomos até ao quartel dos Bombeiros Sapadores, no Vale das Flores, para visitar o presépio, no que é já uma tradição do nosso clube. Desta vez não nos enganámos no autocarro, apanhámos o 33 portagem e chegámos a tempo e horas.

 

Antes de passarmos ao relato da visita, apresentamos os presépios da professora Conceição e da professora Fernanda, as únicas a responderem ao desafio aqui deixado há algumas semanas.

 

O presépio da professora Conceição

 

O presépio da professora Fernanda

 

Apresentamos ainda uma fotografia do presépio da Misericórdia de Coimbra, lembrando que no final do primeiro período também visitámos o presépio da Câmara Municipal:

 

O presépio que os bombeiros sapadores de Coimbra montam no seu quartel é, no entanto, muito maior. É já uma tradição da cidade. Muitos adultos lembram-se certamente de, em crianças, visitarem o presépio dos bombeiros, no antigo quartel da avenida Sá da Bandeira.

 

 

Este presépio é muito grande e cheio de cenas quotidianas repletas de pormenores pitorescos. As figuras estão inseridas num cenário muito bonito e animadas por um compelxo mecanismo de motores e roldanas, como pudemos ver debaixo da estrutura de sustentação:

 

 

 

 

 

No entanto, este ano, a maior atração foi um burro e uma vaca colocados num estábulo no pátio exterior do quartel. Ficámos todos enternecidos com o burro. O animal era muito simpático, pelo que andámos por ali a fazer festas ao bicho e a oferecer-lhe palha. Ficámos maravilhados, como se pode ver:

 

 

Também vimos uma vaca, mas a verdade é que ficámos um bocado zangados com ela porque devia estar muito cansada, pois o pobre animal não se mexia:

 

Concluída a visita, aproveitámos para conhecer o quartel dos bombeiros e prestar uma homenagem aos soldados da paz. Disso daremos conta brevemente.

                                                                                                                                                                    continua...

 

 

 

 

 

 



publicado por CP às 10:22
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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