Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

 

 

A nossa visita de hoje, a última do ano lectivo de 2010-2011, foi ao Mosteiro de Celas, situado no antigo burgo com o mesmo nome. Hoje, Celas é uma das zonas residenciais e comerciais mais importantes da cidade de Coimbra, mas há muitos séculos atrás ficava muito longe da cidade.

Antes de prosseguirmos com o relato da nossa visita, apresentamos o novo sócio do Clube do Património. Trata-se do nosso amigo Gonçalo Pedro, chegou na última visita do ano, mas ainda a tempo de se tornar um simpático membro do Clube. Para o ano, contamos com o Gonçalo logo a partir de Setembro.

 

O Mosteiro de Santa Maria de Celas foi fundado em 1213 por D. Sancha, filha do rei D. Sancho I e da rainha D. Dulce. O mosteiro pertencia à ordem beneditina e foi fundado com religiosas vindas de Alenquer e do Lorvão. Nos primeiros tempos, esta comunidade religiosa teria cerca de uma dezena de freiras e só no séc. XVI ultrapassou a centena de religiosas.

 

Foi nos séculos XVI e XVII, durante os abadessados de D. Leonor de Vasconcelos e de D. Maria de Távora, que o mosteiro viveu os períodos de maior esplendor, procedendo-se às obras mais importantes.

 

O claustro é um dos pontos de maior interesse do mosteiro, uma vez que possui, em duas das alas, belíssimos capitéis historiados, datados dos finais do século XIII. A escultura medieval relatava, através de imagens esculpidas em pedra, cenas da vida de Cristo, constituindo assim uma espécie de catequese em pedra, ou uma banda desenhada bíblica, para que os crentes, quase todos analfabetos, aprendessem através das imagens os episódios mais importantes da história sagrada. Muitos destes capitéis foram danificados pelo tempo, outros foram retirados e estão no Museu Machado de Castro, mas ainda é possível apreciar a beleza do trabalho escultórico:

 

 

 

Depois do claustro, tivemos oportunidade de visitar a igreja, graças à amabilidade da D. Celeste que nos abriu a porta e deixou desvender os segredos do mosteiro. Entramos pela porta do claustro e, à direita, aparece-nos a sala do capítulo.

 

Era nesta sala, sob a direcção da abadessa, que se reunia a assembleia de todas as religiosas. Chamava-se capítulo ao livro que continha as regras da ordem religiosa e do convento. Nestas reuniões tratava-se dos assuntos relativos ao quotidiano das freiras, discutiam-se os problemas  e planificava-se a vida comunitária.

 

A igreja de planta circular deve-se aos mestres João Português e Gaspar Fernandes, data de 1529 e é de planta circular na base e ocotogonal no lançamento da abóbada, já manuelina e com nervuras em calcário escuro, exibindo no fecho as armas do rei.

 

 

O retábulo do altar-mor é em madeira marmoreada e dourada, isto é, imita o mármore e o ouro, criando uma ilusão que engana o olhar. Ao centro, podemos ver uma tábua  com uma pintura de Nossa Senhora com o Menino, ladeada por imagens de S. Bento e de S. Bernardo.

 

No final, ainda tivemos tempo de tirar uma fotografia no cadeiral da igreja. Deve ter acontecido algum "milagre" especial da D. Sancha pois um fenómeno muito raro afectou a máquina fotográfica, expondo as auréolas das meninas e dos meninos do Clube do Património, prova desnecessária da santidade de todos os nossos anjinhos. Ou melhor, quase todos.

 

Até para o ano! Boas férias a todos os sócios, familiares e amigos do Clube do Património. Em Setembro, cá estaremos para mais passeios e aventuras.



publicado por CP às 17:44
Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

Retrato de família (Pacheco Pereira)

 

Depois de um belo piquenique nos jardins do Palácio de Cristal, dirigimo-nos para o Museu Nacional Soares dos Reis, onde fomos recebidos pela Vera. Aguardamos fotografias da visita, para já mostramos alguns dos quadros que mais nos prenderam a atenção, como este da autoria de Augusto Roquemont (1804-1852). Roquemont foi um pintor suiço muito popular em Portugal, muito especialmente no Norte, na primeira metade do séc. XIX. Pouco erudito, pintava ao gosto popular e dos encomendantes da burguesia nortenha.

 

 

O museu tem o nome do grande escultor António Soares dos Reis (1847-1889) que foi o grande renovador da escultura portuguesa e o maior escultor nacional da segunda metade do século XIX. O Desterrado  (1872) é a sua obra mais importante. Foi produzida em Roma, em mármore branco de Carrara, enquanto o artista aí permaneceu como bolseiro do Estado português. Observando a escultura, podemos ver como a herança clássica é valorizada, no entanto, a melancolia e a tristeza da figura antecipa o suicídio de Soares dos Reis, vítima de invejas e acusações infundadas, bem como a decadência nacional que atingiria o ponto máximo em 1890, com o ultimato britânico.

 

Muitas outras obras de arte nos retiveram a atenção. Aguardamos as fotografias, principalmente as do Eduardo que insistiu em fotografar o museu todo, para vos darmos a conhecer os momentos mais agradáveis da nossa visita.



publicado por CP às 17:31
Quarta-feira, 15 de Junho de 2011

 

Finalmente! Já ia sendo tempo de darmos notícia da nossa visita ao Porto! Agradecemos à professora Rosa Campos as fotografias que ilustram este texto e aguardamos novas fotografias, nomeadamente as do Eduardo e do senhor Director, o professor António Couceiro.

 

A professora Conceição e o pai do Duarte Mendes

 

 

Partimos às 8:30 da manhã do dia 4 de Junho, estava um lindo dia de sol e ninguém chegou atrasado. Éramos um grande e animado grupo, mais de 40 excursionistas incluindo professores, pais e familiares, além dos sócios do clube.

 

A mãe e a irmã do João Tiago

 

O Tomás e o Eduardo

 

O pai e o irmão do Duarte Elvas

 

 

Chegámos ao Porto muito bem dispostos. Saimos nos jardins do Palácio de Cristal e dirigimo-nos ao Museu Romântico, a primeira etapa da nossa visita.

 

O Museu Romântico situa-se num solar antigo com vistas belíssimas sobre o rio Douro, na chamada Quinta da Macieirinha. Antes de entrarmos no Museu, tivemos oportunidade de passear pelos belos jardins e usufruir das vistas sobre o rio Douro.

 

 

 

Esta casa serviu de último refúgio ao rei Carlos Alberto (1798-1849) que aqui morreria dois meses após ter sido obrigado a abandonar o seu país, em virtude de ter sido derrotado nas guerras de unificação da Itália nos meados do séc. XIX. Apesar de ter vivido tão pouco tempo no Porto, a sua presença marcou a cidade, tornando-se um símbolo das profundas transformações políticas e culturais vividas nesse período em toda a Europa, num movimento que ficou conhecido por Romantismo.

 

Esta casa, onde Carlos Alberto viveu os últimos dias, tenta então recriar os ambientes românticos da burguesia portuense do séc. XIX. Apresentamos algumas fotografias, todas da professora Rosa.

 

 

 

 

 

 

 

Depois da visita ao Museu Romântico, percorremos a pé uns caminhos empedrados que nos conduziram até ao rio Douro. No final, estávamos cansados e cheios de fome. Mas o dia ainda só ia a meio, pois à tarde tínhamos visita marcada no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

 

Agora já sabemos a quem é que sai o Eduardinho com a mania da fotografia....



publicado por CP às 18:17
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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