Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

Fomos à Feira do Livro. Aqui ficam algumas fotografias tiradas pela Bárbara:

Um grupo divertido e cheio de calor

 

Os alunos, os livros e os professores.


A Inês, o Bernardo, a Kayleigh, o Duarte e o David

 

O Raúl e o David entusiasmaram-se com um jogo

 

A Dr.ª Conceição e o seu seguidor: o Tomás

 

O Eduardo gostou do artesanato africano

 

O que interessará tanto o Tomás?

 

O Bernardo é fã do «Capitão Cuecas»

 

Estava tanto calor e o professor estragou a torneira! O David e o Tomás acharam divertido...



publicado por CP às 14:42
Segunda-feira, 16 de Maio de 2011

 

Hoje é sexta-feira 13, dia de azar! O que vale é que no Clube do Património não há gente supersticiosa e, com azar ou sem azar, a malta gosta é de passear! Apanhámos o 7 sem enganos e rumámos à Biblioteca Municipal, onde fomos acolhidos e guiados pela Daniela.

 

A Biblioteca Municipal de Coimbra foi fundada em 1922, mas nem sempre funcionou nas actuais instalações na rua Pedro Monteiro, ao cimo do Jardim da Sereia. Antes de ser aqui instalada, funcionava no piso superior do Claustro do Silêncio do Mosteiro de Santa Cruz. A Biblioteca é um depósito legal. Quer isto dizer que recebe todas as publicações editadas no nosso país, pelo que podem imaginar a dimensão desta biblioteca quase centenária.

 

Antes de iniciarmos a visita, ainda demos uma volta por uma exposição de pintura que estava patente na galeria da Casa da Cultura.

 

 

A Daniela ensinou-nos a pesquisar no catálogo informatizado da Biblioteca. Todos os livros estão catalogados e têm uma cota que indica onde o livro está guardado (sala, estante, prateleira e lugar), para além de dizer a área científica ou temática do livro. Na base de dados da Biblioteca podemos pesquisar os livros por autor, título e cota.

 

 

Esta sala de leitura é de livre acesso e não é necessário requisitar os livros, pois eles estão guardados em estantes ao alcance de todos. Há mesas  de trabalho e locais para a consulta de jornais, bem como pontos de acesso à internet.

 

 

De seguida, a Daniela conduziu-nos até um dos pisos onde se arquivam os livros. Este é apenas um dos andares. Está tudo cheio de corredores e galerias cheios de estantes com prateleiras cheias de livros, todos numerados e organizados! São milhões de livros! O professor avisou-nos para não mexermos nos livros, pois se ficam fora do sítio, nunca mais se encontram! É como achar uma agulha num palheiro!

 

 

Passámos pela sala de leitura, onde impera um ambiente de silêncio absoluto. Aqui, pode-se consultar livros e jornais antigos (hemeroteca). A biblioteca disponibiliza ainda um serviço de cópias.

 

 

De passagem pela sala de leitura, descemos a escada até à sala mais engraçada: a sala dos livros antigos. Aqui, guardam-se os livros mais antigos da biblioteca que estão já muito danificados pelo tempo e pelos insectos que, ao longo dos anos, décadas e mesmo séculos, vão roendo o papel. Na Biblioteca Municipal ainda não se procede ao restauro dos livros antigos, pelo que seguem para Lisboa, mas são conservados e guardados nesta sala especial.

 

 

Na fonoteca e videoteca, podem requisitar-se cd's dos mais variados estilos de música. O David Lourenço até pediu para ouvir os Pink! Há até discos antigos de vinil, do tempo dos nossos professores! Noutro lugar, há filmes em DVD que podem ser consultados e requisitados para casa.

 

 

Para concluir a nossa visita, a Daniela conduziu-nos até à imagoteca, onde se guardam fotografias antigas da cidade de Coimbra, em suporte físico e digitalizadas. Vimos algumas interessantes fotografias do Varela Pécurto e do Formidável, famosos fotógrafos da nossa cidade. O Eduardo ainda perguntou se podia pôr as imagens todas numa «pen» e levar para casa! Mas, infelizmente, são tantas que não é possível satisfazer o Eduardo!

 

 

No fim da visita, ficámos a saber que para ser sócio-leitor temos que levar uma fotografia à Biblioteca Municipal de Coimbra com o pai ou com a mãe, que se responsabilizarão pelos livros requisitados. A Biblioteca está aberta ao Sábado de manhã. Pode custar um bocadinho a acordar, mas vale a pena.



publicado por CP às 21:53
Quinta-feira, 12 de Maio de 2011

 

A Faculdade de Letras da Universidade, onde os nossos professores estudaram, comemora este ano o seu centenário. No entanto, o edifício é mais recente, datando dos anos 50. As quatro estátuas que estão defronte da Faculdade são da autoria do escultor Barata Feyo, foram inauguradas em 1951 e representam a poesia com a poetisa da antiga Grécia Safo; a História (Tucídides), a Filosofia (Aristóteles) e a Eloquência (Demóstenes).

 

 

No lado oposto, a fachada da Biblioteca Geral da Universidade exibe dois conjuntos escultóricos da autoria de António Duarte, representando as Artes Liberais. Esta fotografia mostra-nos a Geometria e a Aritmética representadas por um jovem com um compasso e um ramo entre as mãos; ao centro a Astronomia segurando um livro; e a Música com uma lira entre as mãos. No topo oposto, está outro conjunto com a Lógica, a Gramática e a Retórica.

 

 

No alçado lateral do prédio da Faculdade de Medicina está um grupo alegórico da autoria do escultor Leopoldo de Almeida, o mesmo artista das esculturas do Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa. Este conjunto foi inaugurado em 1955 e representa Higeia, figura do panteão grego, filha de Esculápio que era a deusa da Medicina e surge empunhando uma vara com uma serpente enrolada. A seu lado, estão os dois mais famosos médicos da antiguidade clássica: Galeno e Hipócrates.

 

 

No topo Sul da Faculdade de Ciências e Tecnologia, o mesmo escultor compôs um grupo onde aparece uma figura feminina alegórica representando a Ciência, ladeada por Duarte Pacheco Pereira e Pedro Nunes.

 

 

E assim chegámos ao fim de mais um passeio. Cansados de tanto andar, como a Bárbara e o Vítor, mas satisfeitos e sempre divertidos.



publicado por CP às 20:01
Terça-feira, 10 de Maio de 2011

 

A Porta Férrea dá acesso ao Pátio das Escolas e foi edificada na primeira metade do século XVII. O pórtico tem duas faces, uma exterior que dá para o Largo e outra interior já no Pátio das Escolas. No nicho que encima cada um dos pórticos podemos ver as estátuas dos reis D. Dinis e D. João III, enquanto nos nichos colocados entre as colunas, vemos figuras alegóricas das Faculdades de Teologia, Direito, Medicina e Cânones.

 

O Pátio das Escolas encontra-se neste momento a ser restaurado. Esperemos que os trabalhos decorram rapidamente.

 

 

Para já, é com muito agrado que contemplamos a Torre da Universidade, o mais conhecido ex-libris da nossa cidade. A Torre está completamente restaurada e limpa, tal como a Via Latina. A Via Latina é uma colunata com um corpo central que liga o edifício dos Gerais ao antigo Paço Reitoral, dando igualmente acesso à Sala dos Capelos através de uma bela escadaria.

 

 

 

Na parede do fundo está uma escultura da autoria do famosíssimo escultor francês Claude Laprade. O trabalho não era destinado a este sítio e  foi aqui colocado no reinado de D. José I, vendo-se por isso o busto deste rei, rodeado por dois atlantes que sustentam o frontão.

 

 

A capela de S. Miguel foi acrescentada no reinado de D. Manuel I e deve-se a Marcos Pires. Não visitámos o interior, admirando somente o belo portal com os símbolos manuelinos bem visíveis.

 

 

Ao lado, situa-se a imponente biblioteca Joanina que nós já conhecemos, pelo que demos a volta até à outra ala para admirarmos o portal do edifício da actual reitoria que era antigamente o colégio de São Pedro. Ao centro  do Pátio está a estátua do rei D. João III, da autoria do escultor Francisco Franco, inaugurada em 1950, homenageando-se assim o rei que, em 1537, fixou a Universidade em Coimbra.

 



publicado por CP às 09:27
Sábado, 07 de Maio de 2011

 

Parece impossível, mas é verdade: só hoje é que decidimos dar um passeio pela Universidade! Iniciámos o nosso percurso seguindo a sinalização da antiga muralha medieval que partia das escadas monumentais até ao actual edificio do Instituto Justiça e Paz (antigo CADC), pelo actual curso do gradeamento do Jardim Botânico. Junto a este Instituto situava-se a antiga Porta da Genicoca (ou da Traição), local onde tirámos a nossa primeira fotografia. Em baixo, podemos ver uma reconstituição desse troço da muralha desaparecido no séc. XIX, retirada de um livro de José Pinto Loureiro.

 

 

Passámos depois ao largo da Couraça de Lisboa e seguimos pela rua José Falcão, onde fica o Arquivo da Universidade. O edifício do antigo colégio da Trindade está já completamente destruído, restando apenas as paredes entaipadas.

 

 

No entanto, ainda é possível apreciar o belo pórtico quinhentista do colégio da Santíssima Trindade. Parece que decorre actualmente um concurso para a reconversão deste quarteirão e recuperação do património arquitectónico que ainda não ruiu. Esperemos que decorra depressa, pois é muito doloroso ver o estado a que chegou este magnífico colégio.

 

 

Como as escadas de Minerva estão em obras de restauro, não pudemos fazer mais do que deitar uma espreitadela:

 

 

Esta fotografia foi tirada nas pequenas escadas da actual Casa de Infância Dr. Elysio Moura. Antigamente, funcionava aqui um colégio universitário, o colégio de Santo António da Pedreira, fundado em 1606. Depois da extinção das ordens religiosas, em 1834, as instalações passaram a ser ocupadas por um orfanato, até que a gestão do asilo infantil foi entregue ao médico, professor universitário e filantropo, Elysio de Moura.

 

 

Após este momento de descanso, visitámos o bar do auditório da Faculdade de Direito para observarmos os arcos que foram encontrados aquando da construção deste anexo da Faculdade, nomeadamente um arco ogivado que data provavelmente do século XIV.

 

A caminho do Largo da Porta Férrea, fizemos um pequeno desvio para apreciarmos as vistas sobre a cidade, bem como uma visão pouco usual sobre o claustro gótico da Sé Velha que neste momento sofre trabalhos de restauro. Este claustro foi a primeira construção gótica do nosso país e serviu de modelo para muitos outros claustros que depois foram edificados.

 

 

 

A actual Universidade localiza-se na antiga alcáçova muçulmana da cidade de Qulumbriya, isto é, a Coimbra islâmica. É de crer que a antiga entrada ficasse no local onde hoje está a Porta Férrea, havendo até quem sugira que a Sé Velha foi construída sobre a antiga mesquita. Da antiga Coimbra muçulmana aproveitaram-se as bases do edifício da Universidade.

 



publicado por CP às 21:25
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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