Sábado, 29 de Janeiro de 2011

 

metnO, somof oa uesuM ocigólooZ ad edadisrevinU e, oãn ies êuqrop, em-uecetepa revercse  odut  oa oirártnoc.  somaV ál rev es so sorbmem od ebulC od oinómirtaP meugesnoc racifidocsed etse otxet! setnA, on otnatne, somátnac so snébarap oa osson ogima oãoJ ogaiT.

 

snébaraP a êcov, atsen atad adireuq....

(O oãoJ ogaiT é o euq átse a raçoc o ziran e o  lúaR átse erpmes à etnerf sad saifargotof)

 

Agora em português normal para dizer que temos um sócio novo, o Tomás, aqui fotografado ao lado da professora Conceição e da professora Isabel:

Bem-vindo, Tomás!

 

Saímos na paragem dos Arcos do Jardim e fomos pelo Botânico, aproveitando para tirar esta fotografia à estátua de Avelar Brotero, da autoria do escultor Soares dos Reis, mais uma vez com o Raúl à frente.

 

 

O museu está instalado no antigo Colégio dos Jesuítas, expulsos pelo Marquês de Pombal em 1759. Com a publicação dos novos estatutos da Universidade, em 1772, foi criada a nova Faculdade de Filosofia Natural para o estudo das Ciências da Natureza, entre elas a Zoologia. Para isso, foi fundado um museu de História Natural, sob a orientação e direcção do sábio italiano Domingos Vandelli. O museu foi instalado numa das alas do Colégio dos Jesuítas. Podemos admirar o edifício recentemente restaurado na foto debaixo, mais uma vez com o braço do Raúl à frente!

 

Durante a visita fomos guiados pela Xana, que nos foi explicando o que íamos vendo, bem como o modo como foram conservados os  animais. Vejam agora algumas fotografias, sem Raúl e sem flash, pois que no interior não é autorizado.

 

Sala dedicada a Portugal

 

 

Canis lupus (lobo ibérico)

 

Lince

 

Escutando atentamente as explicações da Xana

 

Uma truta

 

Passarinhos

 

Passarão

 

Na sala da América do Sul, vimos mais pássaros, bem como um Lama e um papa-formigas. Estes animais foram conservados usando técnicas de taxidermia.

 

 

 

 

Na sala africana, vimos um excelente arranjo com os herbívoros, além de outros animais:

 

Este crocodilo tem mais de 200 anos!

 

Esqueleto de hipópotamo

 

Na sala seguinte, dedicada à vida marinha, o que mais nos impressionou foi um enorme esqueleto de baleia. A baleia foi achada na Póvoa de Varzim. Foi enterrada e, passados uns tempos, os ossos foram recuperados, numerados, transportados para Coimbra e remontados no museu.

 

Passámos depois para uma sala dedicada às aves:

 

Para o final estava reservada a maior surpresa: o gabinete de Domingos Vandelli. Trata-se da sala original onde o cientista expunha as suas colecções, depois acrescentadas por outras, como a do rei D. Pedro V. A Xana explicou-nos que, naquela época, dava-se muita atenção aos aspectos estéticos das exposições:

 

O pessoal ficou mesmo espantado. Ora reparem só nas caras da Beatriz e do Duarte:

 

Foi sem dúvida a sala que mais apreciámos:

 

O David Lourenço gostou muito do leão:

 

Já o David Luís preferiu fazer figura de urso:



publicado por CP às 12:11
Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

Três "anjinhos"

 

No exterior, corremos e saltámos por entre os canteiros e os jardins da vivenda.  O professor Bissaya Barreto apreciava muito a arte da jardinagem e tinha extremo cuidado no arranjo dos espaços verdes que envolviam as escolas que mandou construir. Defendia uma pedagogia que levasse as crianças, desde a mais tenra idade, a observar o mundo e a aprender com base nessa experiência. As aulas deveriam  decorrer nos museus, laboratórios, nos jardins, no campo ou à beira-mar, sob a forma de visitas de estudo que convidassem as crianças a ter novas experiências. A sua concepção pedagógica valoriza imenso, como se vê, o papel da natureza e da vida ao ar livre.

 

 

Os jardins estão cheios de estátuas, como esta Varina que podemos ver do lado esquerdo da fotografia. Toda a cerca da propriedade está revestida com lindíssimos azulejos que o professor foi coleccionando ao longo da sua vida.

 


Nas traseiras da habitação, encontramos uma estátua de bronze com um menino tocheiro, isto é, empunhando uma tocha, colocado sob uma magnífica magnólia já em flor. Ao fundo, junto à muralha, uma pequena estufa de Inverno revestida no interior com azulejos siescentistas.

 

 

 

Num pequeno anexo à Casa-Museu está instalado o arquivo com os documentos pessoais do professor Bissaya Barreto. Neste centro de documentação, os investigadores podem consultar a correspondência do professor, bem como aceder a uma série de documentação variada como, por exemplo, postais ilustrados ou os projectos da habitação, bem como fotografias e apontamentos pessoais.

 

E assim se concluiu a nossa visita. Até à próxima!

 

 

Para a redacção desta série de textos, servimo-nos do livro de Jorge Pais de Sousa intitulado Bissaya Barreto. Ordem e Progresso, editado em Coimbra, em 1999, pela Minerva. A fotografia em que o professor aparece na companhia de Oliveira Salazar nos jardins da Casa é digitalizada a partir da capa deste livro.



publicado por CP às 09:37
Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

 

Como no interior da Casa-Museu não é permitido tirar fotografias, apresentamos imagens digitalizadas a partir do folheto que nos foi oferecido.

A residência particular do professor Bissaya começou a ser edificada em 1923, num estilo inspirado no barroco português do séc. XVIII, ficando concluída em 1925.  Em 1984, dez anos após a morte do professor, a Fundação procedeu a obras de adaptação da vivenda, vindo a inaugurá-la, como Casa-Museu aberta ao público em 1986, aqui se podendo admirar as obras de arte, objectos decorativos, livros e objectos pessoais do professor.

De toda a colecção, destacam-se os azulejos portugueses, as porcelanas da Companhia das Índias e pintura que reune autores como Alberto de  Sousa, António Vitorino, José Moura Girão, Josefa de Óbidos e Sousa Pinto, apenas para referir os mais conhecidos. Na fotografia do salão, podemos apreciar o retrato do professor, sobre a lareira, com traje de catedrático de Medicina, pintado por José Malhoa.

 

Na galeria, contemplamos ao fundo uma minúscula pintura a óleo sobre cobre, da autoria de Josefa de Óbidos, representando a Virgem com o Menino e Santa Ana, datada do séc. XVII e proveniente do Mosteiro de Celas.  Os expositores de vidro exibem porcelanas chinesas. Ficámos a saber o que eram as porcelanas da Companhia das Índias. Ao centro, está uma magnífica colcha de seda natural, bordada a ouro, que muito impressionou o nosso amigo Bernardo. Do lado direito um óleo de Corot, pintor francês do séc. XIX, célebre pelas suas lindíssimas paisagens. Destaque ainda para os bustos de mármore muito branco.

 

 

 

O quarto de dormir está muito bem arranjado, salientando-se um Buda de porcelana chinesa colocado aos pés da cama. Ficámos ainda a saber que o professor era assim para o baixote, pelo que a sua cama não era muito comprida.

 

 

Na biblioteca, destaca-se o retrato da mãe de Bissaya Barreto, Joaquina da Conceição Barreto, colocado sobre a lareira. O jovem Fernando, era este o seu nome próprio, era muito chegado à mãe, pois era o único rapaz (o mimadinho tinha 3 irmãs!) e veio estudar muito novo para Coimbra, pelo que sempre teve muitas saudades da mãe. Apreciámos ainda duas telas do pintor Eduardo Malta, que o professor adquiriu após a grande Exposição do Mundo Português de 1940, e que representam as antigas colónias portuguesas em África e na Ásia.

 

De seguida, saímos para os jardins.



publicado por CP às 11:25
Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

 

Hoje, fomos visitar a casa-museu Bissaya Barreto, situada junto aos Arcos do Jardim, paredes meias com a Penitenciária de Coimbra. A rua chama-se Rua da Infantaria pois, nas traseiras, situa-se o Quartel-General. Na fotografia debaixo podemos ver uma curiosa fotografia dos Arcos do Jardim, tirada dos jardins da casa-museu.

 

O professor Bissaya Barreto nasceu em Castanheira de Pêra em 1886, segundo filho de um farmacêutico. Tinha uma irmã mais velha e outras duas mais novas. O seu padrinho de baptismo era cirurgião do Exército, e talvez aí tenha recolhido a influência para a carreira que seguiu.

 

Fotografia do professor Bissaya Barreto no centro de Documentação anexo à Casa-Museu

 

Em 1903, entrou na Universidade de Coimbra, concluindo a licenciatura em Filosofia, com brilhantes classificações, em 1909. Lembrem-se que, naqueles tempos, esta era a designação dada aos estudos na área das ciências naturais. Em 1911, fez parte da Assembleia Constituinte que aboliu a Monarquia e instalou a República. No mesmo ano, conclui o bacharelato em Medicina, mais uma vez com notas brilhantes, ingressando depois na carreira de professor dessa Faculdade. Note-se que Bissaya tirou ainda o curso de professor do liceu na Faculdade de Letras que tinha sido recentemente fundada. Seria, no entanto, como médico cirurgião que se distinguiu, numa longa carreira que duraria até 1956, data da sua jubilação. Nos finais da década de 50, cria a fundação com o seu nome com o objectivo de desenvolver uma actividade assistencial, principalmente de protecção às crianças, às grávidas, mães e doentes, em toda a Beira Litoral. Militou na Maçonaria e foi um dos amigos mais próximos de Oliveira Salazar. Por isso, após a revolução de 25 de Abril de 1974, foi destituído de todos os cargos que exercia, vindo a morrer pouco após. A Fundação herdou todos os seus bens e continuou a sua obra assistencial.

Oliveira Salazar e Bissaya Barreto

 

A obra de Bissaya Barreto é imensa e não tem paralelo. Podemos dizer que muitos lhe devem a vida graças às suas múltiplas iniciativas. Criou o Hospital de Celas, onde chegou a funcionar um sanatório para mulheres e  outro para crianças que viria a dar origem ao Hospital Pediátrico onde, certamente, já foste tratado. Nos Covões foi criado um sanatório masculino que estaria na base da fundação do Hospital Geral de Coimbra, mais conhecido como Hospital dos Covões. Fundou ainda os Hospitais Psiquiátricos de Sobral Cid e do Lorvão, bem como a Leprosaria da Tocha para acolher as vítimas desta terrível doença, bem como o Hospital Ortopédico e de Reabilitação da Figueira da Foz. A ele se deve a criação da Maternidade que tem o seu nome, em Coimbra. Será que nasceste lá? Fundou a Escola de Enfermagem e 25 Casas da Criança, creches e infantários espalhados por toda a Beira Litoral. Criou casas de férias para crianças necessitadas, escolas profissionais, institutos especializados no tratamento da surdez, invisualidade e deficiência mental que ainda hoje existem, bem como o Aeródromo de Coimbra, em Cernache, que tem o seu nome. Fundou igualmente um bairro de habitação para pobres, no Loreto. No entanto, tenho a certeza que a sua obra que tu mais aprecias é o Portugal dos Pequenitos! Em 1997, por iniciativa da Fundação, foi levantada uma estátua do professor Bissaya Barreto na rotunda em frente ao Portugal dos Pequenitos, que passou a ter o seu nome, da autoria do escultor Vasco Berardo.

 

 

continua....

 



publicado por CP às 21:20
Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011

 

Atravessámos a rua e seguimos para o Colégio do Carmo. Este colégio foi fundado em 1541 pelo bispo do Porto, para que os religiosos do seu bispado frequentassem estudos universitários. Posteriormente, edificou-se a igreja e os claustros. Nós visitámos apenas a igreja, embora os claustros sejam dignos de uma visita.

 

 

 

edifício já sofreu imensas transformações e adpatações, mantendo-se apenas alguns vestígios de arcos primitivos no interior. Actualmente, funciona aí uma retrosaria, no piso térreo, e a sede do Partido Comunista Português no 1º andar!

 

E assim concluímos o nosso passeio! Até à próxima, com mais visitas ao património da cidade com o nosso .... Clube do Património!



publicado por CP às 11:00
Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

 

Regressados à rua da Sofia, observámos o Colégio de São Pedro dos Religiosos Terceiros. Limitámo-nos a fotografá-lo, pois estava encerrado e não pudemos entrar. Este colégio foi edificado nos meados do séc. XVI num terreno doado pelo mosteiro de Santa Cruz. Em 1574, o templo foi cedido aos Religiosos da Ordem Terceira de S. Francisco que aí instalaram o seu colégio. A construção da actual igrejaé já, porém, da primeira metade do séc. XVII.

 

 

 

Seguimos depois para o Colégio da Graça que pertenceu à Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho e foi fundado em 1548 por D. João III. Actualmente, o edifício correspondente ao antigo colégio, bem como os claustros, estão ocupados por um quartel, pelo que só podemos visitar a igreja. O interior é muito bonito, ao estilo renascentista e maneirista, destacando-se o belo retábulo principal.

 

Defronte do colégio da Graça, encontramos o antigo Convento de S. Domingos, que é actualmente um centro comercial. A Dr.ª Conceição lembra-se ainda de aí ter funcionado uma central de camionagem! É inacreditável o desrespeito pelo património na nossa cidade! Pelos vistos, não é de agora!

 

O edifício foi projectado para ser grandioso, no entanto, nunca chegou a concluir-se como planeado. No interior, ainda é possível observar-se a monumentalidade do projecto inicial, através das pilastras jónicas de grandes dimensões da antiga Capela de Jesus. Um outra  capela, a do Tesoureiro, assim chamada por ter sido mandada construir pelo tesoureiro da Sé, foi reconstruída no Museu Machado de Castro.

 

Actualmente, funciona aqui um café!! Claro que subimos ao piso superior, com autorização do pouco simpático proprietário, para admirarmos a abóbada, belíssima, ao mais puro gosto renascentista.

 

 

 

continua ......



publicado por CP às 18:22
Sábado, 15 de Janeiro de 2011

 

 

Iniciámos este ano de 2011 com um passeio pelos colégios da rua da Sofia. Esta rua, apesar de muito adulterada e com muitos edifícios degradadados, é uma das mais importantes da nossa cidade e, sem exagero, do nosso país. O nome - rua da Sofia - indica a sua origem, pois em grego sophia significava «saber, ciência». A rua foi aberta no primeiro quartel do século XVI, segundo parece, sob a orientação e projecto de frei Brás de Braga, reformador do mosteiro de Santa Cruz e colaborador do rei D. João III, em cujo reinado se fixou definitivamente a Universidade em Coimbra e se introduziram os ideais humanistas e o gosto renascentista. Estes factos contribuiram para que se fixassem na cidade, que então conheceu um importante impulso, muitos colégios universitários pertencentes às mais diversas ordens religiosas.

A rua, com a sua largueza e traçado rectilíneo, foi uma enorme novidade urbanística, sinal claro de modernidade que marcava bem a diferença com a labirintuosa malha das estreitas ruelas medievais da Baixa Velha que nós já visitámos.

 

Começámos a nossa visita pelo antigo colégio de S. Tomás, actual Palácio da Justiça, não deixando de avistar ao fundo, já na encosta da Conchada, a igreja de Santa Justa. Fica prometida uma visita. Logo na fachada principal, que dá para a rua da Sofia, notámos os magníficos portões de ferro forjado, da autoria dos grandes mestres conimbricenses Daniel Rodrigues e Albertino Marques. A nossa cidade já foi célebre pela excelência dos seus artesãos no trabalho do ferro, da pedra, da cerâmica ou da encadernação. É uma pena que todos esses ofícios tenham desaparecido. Ficam as obras e a nossa homenagem aos artesãos do ferro. Ora admirem lá as fotografias:

 

Estes portões de ferro ocupam o espaço onde inicialmente estava um portal renascentista com a figura do patrono do colégio - S. Tomás - que foi transportado para a fachada lateral do Museu Machado de Castro, que dá para o largo da igreja de S. Salvador, onde ainda hoje pode ser apreciado.

 

Nota: o Telmo não é de ferro forjado só foi apanhado na fotografia

 

No interior, deliciámo-nos com os lindíssimos azulejos do grande mestre ceramista Jorge Colaço, representando episódios e personagens ligados à história da cidade:

Batalha de Alvalade com o Vítor e a sua boina no canto inferior direito.

 

Painel alusivo à coroação de Inês de Castro com o João Tiago e o seu boné francês (Oh lala!)

 

Conquista de Coimbra por Fernando Magno (com o cocuruto da prof.ª Conceição no canto inferior esquerdo. Sem boina!

 

O colégio de S. Tomás foi projectado pelo arquitecto Diogo de Castilho, restando apenas, do edifício original do séc. XVI, o claustro com um tanque ao centro. Após a extinção das ordens religiosas e a nacionalização dos seus bens, em 1834, o imóvel seria adquirido pelo Conde do Ameal, já nos finais do século XIX e depois de aí ter funcionado um armazém de madeiras! O conde encomendou ao arquitecto Silva Pinto o trabalho de converter e adaptar o edifício a palácio.

 

O palácio seria depois novamente vendido a uma empresa comercial, vindo finalmente a ser adquirido pelo Ministério da Justiça que aqui instalou, em 1928, o Tribunal da Relação de Coimbra, assim como outros serviços.

Painel alusivo ao Trabalho e à Justiça (com a cabeça do Bernardo!)

 

O Claustro é então o que resta da construção original, com as arcadas do piso inferior seguindo os modelos jónicos enquanto a arquitrave do andar superior utiliza colunas dóricas.

 

continua......



publicado por CP às 21:59
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
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