Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

 

Camilo Almeida Pessanha nasceu em Coimbra dia 7 de Setembro de 1867 e morreu dia 1 de Março de 1926.

Foi um poeta português considerado o mais representativo do Simbolismo em língua portuguesa.

Tirou o curso de Direito em Coimbra. Em 1894 transferiu-se para Macau onde durante três anos foi professor de Filosofia Elementar no Liceu de Macau deixando de leccionar por ter sido nomeado em 1900 conservador do registo predial em Macau e depois juiz de comarca.

Entre 1894 e 1915 voltou a Portugal algumas vezes para tratamento de saúde tendo numa delas sido apresentado a Fernando Pessoa que era como Mário de Sá-Carneiro grande apreciador da sua poesia.

Publicou poemas em várias revistas e jornais mas o seu único livro «Clepsidra» foi publicado sem a sua participação por Ana de Castro Osório a partir de autógrafos e recortes de jornais. Graças a essa iniciativa  os versos de Pessanha salvaram-se do esquecimento.

Posteriormente, o filho de Ana de Castro Osório, João de Castro Osório ampliou a «Clepsidra» original, acrescentando-lhe outros poemas entretanto encontrados.

Apesar da pequena dimensão da sua obra é considerado um dos poetas mais importantes da língua portuguesa.



publicado por CP às 22:13
Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

(continuação)

 

A Manutenção Militar foi instalada no local onde antes funcionara um matadouro que, por sua vez, aproveitara um palheiro do mosteiro de Santa Cruz.

 

O mercado D. Pedro V foi inaugurado em 1867, substituindo o mercado de Sansão na actual Praça 8 de Maio, no local onde antes funcionara o designado mercado da Horta, por se ter instalado na antiga horta do mosteiro.

 

A Escola Secundária Jaime Cortesão aproveitou os edifícios da antiga Escola Industrial e Comercial Avelar Brotero quando esta se fixou nas actuais instalações na Solum. Antes, localizava-se aí o antigo Hospício dos Abandonados que albergava a roda dos expostos de Santa Cruz com o respectivo tribunal dos expostos.

 

O Claustro da Manga já foi visitado pelo Clube no ano passado. Resta comparar as duas fotografias para verificarem as transformações sofridas:

 

 

A Torre dos Sinos erguia-se no local das actuais escadas de Montarroio e ruiu em 1935.

Esta imagem constitui um curioso documento fotográfico que mostra o momento em que a torre se desmoronou. O nosso amigo Duarte vai tentar obter a série completa das fotografias. Prometemos que depois as publicaremos no nosso blogue. A foto que se segue ilustra o sítio onde outrora estava a dita torre:

 

Ooops! Desculpem, mas uma carrinha irritante atravessou-se à frente da máquina no preciso momento em que o Duarte disparava. Tentemos novamente:

Agora sim. Continuando a descer rumo a Santa Cruz, agora já próximo do final do nosso passeio, encontramos o edifício da Polícia de Segurança Pública, antigo celeiro do Mosteiro.

 

 

O edifício da Câmara Municipal de Coimbra foi inaugurado no dia 1 de Dezembro de 1879, depois de demolida uma parte da fachada de Santa Cruz, e ainda que se tenha só inaugurado a fachada, pois as obras no interior prosseguiram.

 

 

 

Chegámos, finalmente, ao destino do nosso percurso, contemplando a bela e antiga fachada do mosteiro de Santa Cruz. Apresentamos agora uma série de fotografias, algumas bem curiosas, que ilustram, apenas para os séculos mais recentes, a longa vida deste mosteiro tão ligado à história da nossa cidade.

 

1840

 

 

1940

 

Finalmente, uma palavra ainda para o actual café Santa Cruz, instalado na antiga igreja de S. João. Aí se situava antes o mosteiro feminino de S. João das Donas, fundado no século XII. O rei D. João III reformou as ordens religiosas, encerrando esta dependência, pois  entendeu que não favorecia a boa fama dos religiosos a proximidade feminina. Hoje, é o mais belo café de Coimbra.

 


 

Para a redacção deste texto, utilizámos os seguintes livros:

DIAS, Pedro e COUTINHO, J. E. Reis: Memórias de Santa Cruz; Coimbra; Câmara Municipal de Coimbra; 2003.

LOUREIRO, José Pinto: Toponímia de Coimbra; Coimbra; Edição da Câmara Municipal; 1964; 2 volumes.

NUNES, Mário: Estátuas de Coimbra; Coimbra; GAAC; 2005



publicado por CP às 14:20
Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

(continuação)

 

Saímos da Jardim da Sereia contemplando o bonito arco de entrada com três estátuas representando as três virtudes: a Caridade, a Fé e a Esperança. Lamentámos ainda que os dois torreões laterais com pinturas trompe-l'oeil sejam vítimas dos graffitis. Em baixo, podemos ver duas fotografias mostrando o Jardim da Sereia em 1910 e na actualidade:

 

 

 

 

Atravessámos a Praça da República, não sem reparar num antigo quiosque de venda de jornais e tabaco.

 

 

Iniciámos aqui a descida da Avenida Sá da Bandeira. Esta avenida foi inaugurada em 1889 e ligava a actual Praça da República (antiga Praça D. Luís) ao mercado D. Pedro V.

 

Ainda são visíveis alguns torreões que ladeavam a avenida da Quinta de Santa Cruz, como este que em baixo mostramos e que se conserva anexo à sede da Polícia Municipal.

 

Mais ou menos a meio da avenida, encontramos o monumento aos mortos da Grande Guerra de 1914 - 1918. Este monumento foi inaugurado em 1932 e é da autoria do arquitecto António Varela e do escultor Luís Fernandes. Vimos depostas na base do monumento algumas coroas de flores, em homenagem aos mortos da guerra, pois no dia 11 de Novembro assinalara-se o armistício.

 

Mais uma vez, não pudemos deixar de reparar no estado de decadência e abandono de algumas moradias numa das mais importantes avenidas da nossa cidade.

 

No fim da avenida, podemos observar uma das mais antigas escolas primárias de Coimbra que comemora agora o seu centenário: a escola do 1º ciclo de Santa Cruz.

 

 

Ao centro da avenida, foi colocado um monumento ao poeta Luís de Camões que tem uma história muito conturbada. O monumento foi inaugurado em 1880 para comemorar o tricentenário da morte do poeta, efeméride que serviu aos republicanos para promoverem uma intensa campanha de propaganda contra a Monarquia. Foi então colocado na Alta da cidade, junto da Porta Férrea. Seria desmantelado em 1948 quando das obras de demolição da Alta e de construção da Cidade Universitária, ficando em depósito até 1983, quando foi colocado num cantinho do passeio, junto à cerca do Jardim Botânico, na Alta, próximo do Instituto justiça e Paz (antigo CADC). Como esse sítio foi julgado pouco digno, recentemente foi colocado no fim da Avenida Sá da Bandeira.

 

(continua)



publicado por CP às 14:50
Domingo, 21 de Novembro de 2010

Na semana passada fizemos um passeio pela cidade com o objectivo de identificarmos alguns vestígios dos domínios do mosteiro de Santa Cruz. Começámos nos Arcos do Jardim ou, para ser mais correcto, no Aqueduto de S. Sebastião. Este aqueduto foi edificado no reinado de D. Sebastião pelo arquitecto italiano Filippo Terzi. Este arquitecto combateu com o malogrado rei em Alcácer Quibir, sendo depois nomeado, já no reinado de Filipe II, mestre das ordens do Convento de Cristo em Tomar. Ora, quando da reconstrução do Aqueduto sobre as ruínas do antigo aqueduto romano,  foi igualmente construído o Colégio de Tomar, assim chamado por pertencer ao Convento da Ordem de Cristo de Tomar.

O nosso amigo Duarte contou-nos que um seu antepassado viveu numa quinta situada nas imediações.

 

Na fotografia, podemos observar uma escultura do mártir S. Sebastião. Diz a lenda, contada pela Dr.ª Conceição, que a estátua estava trespassada por flechas de prata, simbolizando o martírio deste Santo, até que os estudantes as roubaram por razões «piedosas», deixando pendurado ao pescoço do Santo um cartaz onde se lia: «Basta de tanto sofrimento!»

 

 

Seguimos depois pela rua de Tomar. Onde antes era o colégio de Tomar é agora o estabelecimento prisional de Coimbra. A cerca desse colégio confrontava com a Quinta de Santa Cruz e parece que as relações de vizinhança não eram muito amistosas, pois discutiam frequentemente por causa da água e dos caminhos.

 

Entrámos no Parque de Santa Cruz, mas antes reparámos no estado de degradação em que se encontram algumas bonitas vivendas desta rua.

 

O Jardim da Sereia pertencia aos frades  de Santa Cruz. A sua construção deve-se a Frei Gaspar da Encarnação, reitor da Universidade e ministro do rei D. João V que, no séc. XVIII, reformou o mosteiro, construindo um parque que ia desde a Praça 8 de Maio até à actual rua de Tomar, com o objectivo de criar um espaço para os frades se dedicarem à reflexão e contemplação da natureza. Após a extinção das ordens religiosas, o jardim foi desintegrado da Quinta de Santa Cruz e adquirido pela Câmara em 1885.

 

O Duarte Mendes tirou esta bela fotografia onde se pode observar a beleza da vegetação.

 

 

 

A fonte da Sereia deu o nome ao parque. A sua designação original era Fonte da Nogueira.

 

Infelizmente, como mostra a fotografia da Ângela, a Sereia já perdeu a cabeça. Ficámos muito impressionados pelo estado de abandono em que se encontra o parque, quer os canteiros, árvores e restante vegetação, quer as esculturas e cantarias, os azulejos e os caminhos.

 

 

Demos um passeio pelo parque, percorrendo os lagos e a escadaria, e tivemos o privilégio de admirar a pose do nosso amigo Bernardo. Quem sabe se o parque não vai mudar de nome outra vez, passando a chamar-se agora «Jardim do Sereio»!

 

 

No final da escadaria, chegámos ao antigo recinto do jogo da péla, um jogo muito popular no séc. XVIII e que era assim uma espécie de antepassado do ténis.

 

Ao cimo e ao centro da cascata, ergue-se a estátua de Nossa Senhora da Conceição, madrinha da Nossa Senhora Professora!

 

Os painéis de azulejos retratam duas cenas bíblicas: Sara, esposa infértil de Abraão, e a escrava egípcia, Agar, que concebeu  Ismael, o filho do Patriarca. O outro painel mostra a cena em que o profeta Eliseu lança sal nas águas impróprias de uma fonte da cidade de Jericó, tornando-as potáveis. As figuras que ladeiam os azulejos são os evangelistas: S. Lucas, S. João, S. Marcos e S. Mateus.

 

 

(continua)



publicado por CP às 10:49
Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010

O grupo à espera da Ágata para iniciar a visita.

 

 

 

Chegou a Ágata. Ouvimos as indicações com muita atenção.

 

 

 

O David e a Ana Rita sorriem para a fotografia com os seus «amigos» de 1910.

 

 

 

A exposição sobre Coimbra e os Armazéns do Chiado.

 

Novidades de 1910: o aquecedor, ...

 

 

 

 

..., a máquina de costura,...

 

 

 

..., a máquina de escrever (bisavô do «Magalhães»),...

 

 

 

.... e o formatador de cabeças que afinal servia apenas para tirar as medidas para os chapéus dos cavalheiros de 1910.

 



publicado por CP às 10:46
Sábado, 06 de Novembro de 2010

 

Hoje regressámos ao Museu do Chiado. Desta vez, para visitar a galeria Almedina, anexa ao edifício do Chiado, onde está patente uma exposição muito interessante sobre os progressos técnicos vividos na primeira década do séc. XX, na época da abertura dos Grandes Armazéns do Chiado na nossa cidade e da implantação da República. Fomos recebidos pela Ágata que, mais uma vez, nos guiou com simpatia e sabedoria.

 

 

A primeira coisa que nos chamou a atenção foi o troço da muralha que constitui uma das paredes da galeria, como se pode ver na fotografia. As peças da exposição foram cedidas pelo Museu da Ciência e da Técnica e procuram ilustrar os grandes avanços tecnológicos das primeiras décadas do século XX e que também foram recebidos em Coimbra com entusiasmo.

 

 

A exposição está dividida em três partes. Na primeira apresentam-se algumas maravilhas tecnológicas da época, como por exemplo:

 

o fonógrafo de Thomas Edison,

 

 

a «lanterna mágica», que era assim uma espécie de tetravô do datashow,

 

 

O aquecedor de lâmpadas eléctricas,

 

 

ou ainda o rádio e a máquina fotográfica (o Telmo não, o Telmo não é nenhuma velharia, foi apenas apanhado na fotografia!)

 

 

A segunda parte da exposição intitula-se «Aspectos da Modernidade em Coimbra» e ilustra como é que a nossa cidade acompanhou estas mudanças. Foi muito instrutivo vermos fotografias antigas de Coimbra: o mercado, a ponte, o teatro Príncipe Real (depois Avenida), o Largo de Sansão (Praça 8 de Maio), a Portagem, ....

 

 

A terceira parte da exposição mostra como é que estas transformações criaram uma nova sociedade, com mais poder de compra, mais exigente e com maior capacidade de consumo. Foi assim que surgiram os «Novos Espaços de Consumo», com destaque, naturalmente, para os Armazéns do Chiado, fundados em 1910 por Joaquim Nunes dos Santos e Abílio Nunes dos Santos.

 

 

Vimos algumas peças muito interessantes, como uma miniatura de uma máquina de costura Singer:

 

Uma máquina de escrever, que tanto parece intrigar as nossas amigas Ângela e Francisca:

 

Ou uma estranhíssima engenhoca que servia para medir as cabeças dos cavalheiros para que lhes fizessem chapéus à medida! Já nem me lembro do nome do aparelho, alguém recorda? No final, ainda jogámos um divertido jogo de mímica.

 

 

Despedimo-nos e fomos em busca das castanhas, já que estamos no S. Martinho e a professora Conceição tinha prometido: «castanhada, se se portarem mal; castanhas, se se portarem bem!» Ganhámos as castanhas!

 

 



publicado por CP às 00:09
Segunda-feira, 01 de Novembro de 2010

 

Na sexta-feira, dia 29 de Outubro, fomos mais uma vez ao Museu Nacional Machado de Castro, agora  para visitar uma exposição intitulada «Ver a Reública. Galeria Ripublicana». Trata-se de uma mostra sobre as caricaturas no tempo da 1ª República.

 

 

Chovia imenso, mas a chuva não impede os sócios do Clube de cumprirem a sua missão. Fomos recebidos e guiados por uma amável guia do museu que nos conduziu por este núcleo da exposição. Há outro na Biblioteca da Universidade e outro ainda no Museu da Ciência. Temos, assim, mais «trabalho» pela frente.

 

A caricatura foi, pelo menos desde a Revolução Francesa e até à actualidade, uma arma política e de crítica social. Não é preciso ser muito perspicaz para notar semelhanças com os tempos actuais.

 

Seguimos as explicações com muita atenção e a Kayleigh cumpriu, mais uma vez, a sua tarefa de fotógrafa oficial do Clube. Aguardamos ansiosamente o resultado e prometemos publicar as fotos.

 

Vimos alguns jornais que se celebrizaram pela utilização de caricaturas para satirizarem a situação política. «O Xuão» foi um desses semanários que conheceram grande sucesso nas vésperas da revolução republicana.

 

A exposição incide sobre o período republicano, desde os tempos da propaganda republicana contra o regime monárquico. A caricatura abaixo reproduzido alvitra (belo verbo, hein? Alvitrar!)  a iminência da Revolução republicana ao apresentar D. Carlos I como o «Último».

 

O jornal «O Século» criou também o seu suplemento humorístico, provando mais uma vez que o riso  e a caricatura podem ser poderosas armas políticas. A imagem debaixo é um exemplo do suplemento d' «O Século» de 09.09.09, apresentando a «onda» Republicana a abater-se sobre a «Praia» portuguesa e afugentando os políticos monárquicos.

 

É claro que se torna quase irresistível fazer comparações com o presente, tal é a actualidade de alguns desenhos. O mais importante caricaturista foi Rafael Bordalo Pinheiro, criador da célebre figura do «Zé Povinho»,  em 1875, autêntico ícone de Portugal. Eis alguns desenhos com esta personagem patentes na exposição:

 

 

 

 

O Zé Povinho é uma figura rude, pobre, analfabeto, manso e submisso ao ponto de ajoelhar aos pés de todos os poderosos e de aceitar todas as imposições. Por isso é representado sempre com a albarda sobre os ombros. Mas não se pense que é tolo, pois o Zé Povinho aprendeu, ao longo dos tempos, a arte da sobrevivência. Não tardaria o dia em que o Zé sacudiria as albardas e um novo tempo se anunciaria com o advento da República.

 

 

Esta exposição é também uma homenagem a Rafael Bordalo Pinheiro que, falecido em 1905, não assistiu ao advento da República. Uma das suas caricaturas mais célebres é a da Universidade de Coimbra:

 

As caricaturas foram usadas também para heroicizar algumas personalidades distintas do movimento republicano, mostrando como o  humor tanto pode corroer pela crítica como enaltecer pelo riso. Em baixo, vemos três exemplos do caricaturista Francisco Valença, retratando protagonistas republicanos e enaltecendo os seus actos:

 

António José de Almeida, importante dirigente republicano, apresentado como um combatente revolucionário desancando a monarquia caquética com a espada em riste e com a seguinte legenda: «Cristo foi o Verbo encarnado, António José d'Almeida é o Verbo encarnado ... e verde»

 

 

Aqui, Valença faz um trocadilho com o nome de Bernardino Machado: «Um machado para a Monarquia, um achado para a República»

 

 

 

Neste último exemplo, elogia João Chagas, homem de «pensamento, palavras e obras».

 

 

 

Ainda tivemos tempo para ver uma banda desenhada do Quim e do Manecas, da autoria de Stuart Carvalhais. Pensava eu que este autor e estas personagens assinalavam o nascimento da BD em Portugal, mas a nossa guia disse que a banda desenhada era mais antiga. Porém, ninguém tira ao Quim, ao Manecas e a Stuart Carvalhais o seu lugar único na história da ilustração e da caricatura em Portugal.

 

 

Para concluir, ainda nos entretivemos a jogar o jogo dos narizes: tratava-se de fazer uma espécie de puzzle atribuindo a cada uma das figuras o seu respectivo nariz!



publicado por CP às 21:36
Blogue oficial do Clube do Património da Escola Básica Eugénio de Castro - Coimbra
mais sobre mim
Novembro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

22
24
26
27

28
30


pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO