Sexta-feira, 18 de Março de 2011

A Primavera está muito próxima, por isso fomos passear ao Jardim Botânico.  Estávamos já cansados do tempo frio e chuvoso e decidimos aproveitar a tarde magnífica de Sol para saltar e correr em contacto com a Natureza.

 

 

Este lindo jardim foi concebido e executado no tempo do Marquês de Pombal, na sequência da reforma da Universidade de 1772. No ano seguinte, veio para Coimbra o engenheiro inglês Guilherme Elsden que, juntamente com Domingos Vandelli e Giovanni António Dalla-Bella, escolheram o terreno para a localização deste horto destinado ao estudo das espécies botânicas exóticas.

 

 

O Bernardo e o Tomás leram-nos um texto preparado pela Dr.ª Conceição sobre a história do Jardim Botânico. A verdade é que, apesar dos esforços dos nossos amigos, poucos foram os que mantiveram a atenção suficiente para responder à adivinha colocada no final da leitura: «Qual é a coisa qual é ela que preto é, Galinha o fez?

 

 

Os nossos distraídos sócios do Clube do Património pensaram e matutaram mas não conseguiram achar a resposta. Trata-se do Mestre Galinha, o autor do magnífico portão em ferro forjado com aplicações de bronze.

 


 

Defronte, admirámos uma estátua de Félix de Avelar Brotero (1744-1828), da autoria do célebre escultor Soares dos Reis. Brotero foi um distinto cientista da Universidade de Coimbra que, depois de estudar com sucesso em França, foi nomeado, em 1791, lente da Universidade, distinguindo-se nos estudos botânicos. Dedicou-se ainda à actividade política, tendo sido eleito deputado às Cortes Constituintes em 1820. Suicidou-se em 1828 e em 1887 a Universidade decidiu homenageá-lo com a inauguração desta estátua.

 

Soares dos Reis (1847 - 1899) foi o mais famoso escultor português do séc. XIX. Adquiriu grande fama e revelou-se um artista muito talentoso. Foi vítima de muitas injustiças e falsas acusações, vindo a suicidar-se quando contava apenas 42 anos. O Museu do Porto tem o seu nome.

 

 

Um pouco adiante, observámos a estátua, também em trajes académicos, do professor Júlio Henriques (1838 - 1928), catedrático de Botânica e antigo director deste Jardim. A estátua deve-se ao escultor Barata Feyo (1899 - 1990) e foi inaugurada em 1951.

 

Fotografia de grupo nas escadarias da alameda principal

 

A estufa

 

Brincando com a «terrível» figueira estranguladora

 

O David armado em anjinho

 

O David Lourenço decidiu refrescar as patoilas

 


O Eduardo perdeu a carteira e lá andámos todos de rabo para o ar à procura

 

Uma bela vista do Jardim

 

 

Antes de regressarmos à escola, e a caminho da paragem do autocarro, ainda tivemos tempo para uma vista de olhos ao edifício do jardim-escola João de Deus. Foi inaugurado em 1911 e é o mais antigo estabelecimento escolar deste nível de ensino em Portugal. O desenho do projecto deve-se ao arquitecto Raúl Lino e insere-se no esforço para nacionalizar e aportuguesar a arquitectura do nosso país que moveu este famoso arquitecto.



publicado por CP às 21:42
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