Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

 

Como no interior da Casa-Museu não é permitido tirar fotografias, apresentamos imagens digitalizadas a partir do folheto que nos foi oferecido.

A residência particular do professor Bissaya começou a ser edificada em 1923, num estilo inspirado no barroco português do séc. XVIII, ficando concluída em 1925.  Em 1984, dez anos após a morte do professor, a Fundação procedeu a obras de adaptação da vivenda, vindo a inaugurá-la, como Casa-Museu aberta ao público em 1986, aqui se podendo admirar as obras de arte, objectos decorativos, livros e objectos pessoais do professor.

De toda a colecção, destacam-se os azulejos portugueses, as porcelanas da Companhia das Índias e pintura que reune autores como Alberto de  Sousa, António Vitorino, José Moura Girão, Josefa de Óbidos e Sousa Pinto, apenas para referir os mais conhecidos. Na fotografia do salão, podemos apreciar o retrato do professor, sobre a lareira, com traje de catedrático de Medicina, pintado por José Malhoa.

 

Na galeria, contemplamos ao fundo uma minúscula pintura a óleo sobre cobre, da autoria de Josefa de Óbidos, representando a Virgem com o Menino e Santa Ana, datada do séc. XVII e proveniente do Mosteiro de Celas.  Os expositores de vidro exibem porcelanas chinesas. Ficámos a saber o que eram as porcelanas da Companhia das Índias. Ao centro, está uma magnífica colcha de seda natural, bordada a ouro, que muito impressionou o nosso amigo Bernardo. Do lado direito um óleo de Corot, pintor francês do séc. XIX, célebre pelas suas lindíssimas paisagens. Destaque ainda para os bustos de mármore muito branco.

 

 

 

O quarto de dormir está muito bem arranjado, salientando-se um Buda de porcelana chinesa colocado aos pés da cama. Ficámos ainda a saber que o professor era assim para o baixote, pelo que a sua cama não era muito comprida.

 

 

Na biblioteca, destaca-se o retrato da mãe de Bissaya Barreto, Joaquina da Conceição Barreto, colocado sobre a lareira. O jovem Fernando, era este o seu nome próprio, era muito chegado à mãe, pois era o único rapaz (o mimadinho tinha 3 irmãs!) e veio estudar muito novo para Coimbra, pelo que sempre teve muitas saudades da mãe. Apreciámos ainda duas telas do pintor Eduardo Malta, que o professor adquiriu após a grande Exposição do Mundo Português de 1940, e que representam as antigas colónias portuguesas em África e na Ásia.

 

De seguida, saímos para os jardins.



publicado por CP às 11:25
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